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Milho: preços futuros sobem na Bolsa de Chicago e na B3 com dólar fraco, demanda aquecida e exportações em alta

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Os preços futuros do milho iniciaram esta quinta-feira (2) em alta tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto na Bolsa Brasileira (B3), impulsionados pela desvalorização do dólar frente às principais moedas, pelo fortalecimento da demanda internacional e pelos novos dados de exportação dos Estados Unidos. Apesar da recuperação dos contratos futuros, o mercado físico brasileiro continua marcado por baixa liquidez e negociações pontuais.

Na Bolsa de Chicago, por volta das 9h17 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam valorização. O contrato para julho era negociado a US$ 4,25 por bushel, com alta de 4,75 pontos. O vencimento setembro também era cotado a US$ 4,25, avançando 3 pontos, enquanto dezembro alcançava US$ 4,44, com ganho de 2,50 pontos. Já o contrato para março de 2027 era negociado a US$ 4,59 por bushel, acumulando valorização de 2 pontos.

Dólar mais fraco favorece exportações dos Estados Unidos

O movimento positivo em Chicago reflete principalmente o enfraquecimento do dólar, fator que aumenta a competitividade dos produtos agrícolas norte-americanos no mercado internacional.

Segundo análise da Successful Farming, a queda do índice do dólar torna o milho dos Estados Unidos mais atrativo para compradores estrangeiros, estimulando novos negócios no comércio global.

Além da influência cambial, o mercado recebeu suporte dos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam forte ritmo nas vendas externas. Até o momento, compradores internacionais já assumiram compromissos para adquirir 84,7 milhões de toneladas de milho norte-americano na atual temporada comercial, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O cenário reforça a percepção de demanda internacional consistente, oferecendo sustentação às cotações na CBOT, mesmo diante da expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos.

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B3 acompanha Chicago e registra valorização dos contratos

No mercado brasileiro, a Bolsa Brasileira (B3) também abriu o dia em território positivo. Por volta das 9h21, os contratos apresentavam ganhos moderados.

O vencimento julho era negociado a R$ 65,15 por saca, com alta de 0,39%. O contrato setembro avançava para R$ 68,62 (+0,38%), enquanto janeiro de 2027 atingia R$ 73,88 (+0,22%). O contrato março de 2027 subia para R$ 75,03, com valorização de 0,11%.

A recuperação ocorre após uma sequência de sessões de pressão sobre os preços, em um momento em que o mercado busca um novo equilíbrio diante do avanço da colheita da segunda safra.

Colheita ainda limita reação dos preços

De acordo com o analista de mercado da Pátria Agronegócio, Vinícius Ferreira, o mercado brasileiro entrou em uma fase de estabilidade depois das recentes quedas, principalmente porque a colheita da safrinha ainda avança de forma gradual em várias regiões produtoras.

Na avaliação do especialista, este pode representar uma oportunidade para os produtores ampliarem a comercialização antes que a oferta aumente significativamente com o avanço da colheita.

A expectativa é que, após a colheita superar aproximadamente 60% da área cultivada, o mercado encontre espaço para uma recuperação mais consistente, impulsionada pelo fortalecimento da demanda doméstica, especialmente dos segmentos de etanol de milho e da indústria de rações.

Mercado físico segue com baixa liquidez

Apesar da recuperação observada nos contratos futuros, o mercado físico permanece travado em diversas regiões do país.

Segundo levantamento da TF Agroeconômica, produtores continuam priorizando a entrega de contratos previamente firmados, enquanto compradores mantêm postura cautelosa, adquirindo apenas volumes necessários para abastecimento imediato.

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No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11. Em Santa Catarina, vendedores mantêm pedidas ao redor de R$ 65, enquanto compradores trabalham próximos de R$ 60, reduzindo o fechamento de novos negócios.

No Paraná, a expectativa de maior oferta da segunda safra mantém os consumidores afastados do mercado, com referências próximas de R$ 65 por saca e ofertas de compra em torno de R$ 60 CIF.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca. A demanda da indústria de bioenergia continua oferecendo sustentação regional, embora as negociações permaneçam limitadas.

Estoques elevados ainda restringem altas mais expressivas

Embora os contratos futuros encontrem suporte no cenário internacional, analistas destacam que a perspectiva de uma produção robusta no Brasil e nos Estados Unidos, aliada aos estoques de passagem considerados confortáveis, continua limitando movimentos mais fortes de valorização.

Com a entrada gradual da segunda safra brasileira no mercado, compradores seguem adotando postura estratégica, aguardando maior disponibilidade de produto antes de ampliar as aquisições.

Assim, o comportamento das próximas semanas dependerá da velocidade da colheita, da evolução das exportações brasileiras, da demanda interna — especialmente dos setores de etanol e alimentação animal — e do comportamento do mercado internacional, que permanece atento às condições da safra norte-americana e ao ritmo das vendas externas dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil realiza 2ª reunião da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais

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A segunda reunião da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais 2026 ocorreu nesta quarta-feira (1/7), realizada no Palácio do Planalto sob coordenação da Casa Civil e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O encontro marcou o avanço do Governo do Brasil na etapa de planejamento para a execução das ações preventivas previstas para o período crítico de incêndios florestais.

A reunião teve como objetivo realizar um ponto de controle executivo dos encaminhamentos definidos na primeira reunião da Sala de Situação, acompanhando a implementação das medidas previstas nas áreas de prevenção, preparação, comunicação, resposta operacional, investigação, articulação federativa e cooperação internacional.

A reunião foi conduzida pelo secretário-executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, e reuniu representantes de ministérios e órgãos federais envolvidos na preparação para a temporada de incêndios florestais de 2026, que pode vir intensificada devido ao fenômeno do El Niño. Checco destacou que o combate aos incêndios florestais é uma responsabilidade compartilhada entre governo federal, governos estaduais e municipais e os próprios produtores rurais.

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Na reunião, secretário substituto extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, João Paulo Sotero de Vasconcelos, apresentou o andamento das ações coordenadas pela pasta, destacando a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo como eixo estruturante da estratégia federal de prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais.

As apresentações também contemplaram as ações desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), além de outros órgãos federais.

A atuação integrada busca fortalecer a capacidade de resposta do Estado brasileiro, ampliar a articulação entre os entes federativos e consolidar a responsabilidade compartilhada entre União, estados, municípios, produtores rurais, povos indígenas, comunidades tradicionais e demais usuários do território.
Instituída em 2024, a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais reúne periodicamente órgãos federais para acompanhar os cenários climáticos, monitorar os riscos e coordenar ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios florestais em todo o país.

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A primeira reunião da Sala de Situação de 2026 foi realizada em maio, também no Palácio do Planalto, quando o Governo Federal alinhou o planejamento integrado para a temporada de incêndios florestais, a partir das projeções climáticas para o segundo semestre e da definição das primeiras ações preventivas.

Confira a matéria da primeira Sala de Situação 2026 aqui 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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