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Framboesa passa por edição genética sem uso de DNA externo e abre novas possibilidades para cultivo

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Cientistas da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o desenvolvimento do primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo. O estudo, publicado na Frontiers in Genome Editing e divulgado pelo ChileBio em 9 de setembro de 2025, utilizou a tecnologia CRISPR-Cas9 em células isoladas da fruta, permitindo alterações precisas e controladas no genoma.

Variedades mais resistentes e duradouras

Essa inovação cria oportunidades para desenvolver framboesas mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo frutos em melhores condições para o consumidor e reduzindo perdas ao longo da cadeia produtiva. Além disso, a tecnologia pode melhorar características como doçura, tamanho, número de sementes e tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.

Ciclos de melhoramento acelerados

De acordo com a equipe de pesquisa, cultivares de elite aprimoradas podem ser geradas em cerca de 12 meses, muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal, abrindo caminho para o desenvolvimento rápido de frutas de alto valor comercial.

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Próximos passos para avaliação dos frutos

O estudo destaca que o próximo passo é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Só após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como ferramenta inovadora para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Retomada histórica da participação social no setor da Aquicultura e Pesca no Distrito Federal

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve presente nesta sexta-feira (19), na etapa brasiliense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), realizada em Brasília, no auditório da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF). A conferência contou com as presenças de representantes dos setores da Pesca e Aquicultura, de órgãos públicos, empresários e pescadores artesanais.

Em seu discurso, o ministro Edipo Araujo destacou a pluralidade de atores sociais envolvidos nas discussões sobre a Pesca e Aquicultura no Distrito Federal. “Os temas apresentados na conferência são necessários para o Distrito Federal e para o país. O Governo do Brasil e o MPA não se distanciaram dos pescadores e aquicultores da região, e investimos mais de R$ 2 milhões para fortalecer empreendimentos, com assistência técnica, parcerias com o SENAR, o curso de multiplicadores aquícolas, entre outras ações”, afirmou.

O representante dos aquicultores, Ivan Engler, salientou o desafio da organização da cadeia produtiva na região. “Precisamos discutir neste espaço o avanço de políticas públicas que consigam atingir diretamente a aquicultura e a economia dos produtores, em especial a produção de tilápias”, frisou.

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A pescadora do Lago Paranoá, Sebastiana de Almeida, apresentou a realidade da pesca artesanal. “Enfrentamos desafios na pesca no lago e estamos aqui para entender e contribuir para a preservação da pesca artesanal no Paranoá”, disse.

A 4ª Conferência Nacional da Aquicultura e Pesca (CNAP) representa uma retomada histórica, uma vez que a última edição ocorreu em 2009. A realização da CNAP reforça a importância da participação social no setor de Pesca e Aquicultura, colocando em prática o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal: “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, monitoramento, controle e avaliação dessas políticas”.

A etapa nacional acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), e tem como tema: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. Com a realização das conferências, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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