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Exportação de gado vivo bate recorde e amplia disputa por animais

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O Brasil exportou 171 mil bovinos vivos em agosto, maior volume mensal da série histórica. Os embarques movimentaram o equivalente a R$ 1,26 bilhão, mais que o dobro do registrado um ano antes, e tiveram o Pará como origem de praticamente dois em cada três animais enviados ao exterior.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram crescimento de 109,4% no número de cabeças em relação a agosto de 2025. A receita aumentou ainda mais, 182,6%, indicando que o valor médio obtido por animal também avançou.

Cada bovino exportado gerou, em média, o equivalente a aproximadamente R$ 7,4 mil em receita externa, considerada a cotação de R$ 5,18 por dólar no fim de agosto. O resultado ficou cerca de 35% acima do valor médio por cabeça registrado no mesmo mês do ano passado. Esse valor corresponde à operação de exportação e não ao preço líquido recebido pelo pecuarista.

O Pará embarcou 112,6 mil cabeças, quase quatro vezes o volume de agosto de 2025. O Estado respondeu por 65,9% das exportações nacionais e por 92,6% de todo o crescimento registrado na comparação anual. Rio Grande do Sul, com 23,6%, e Paraná, com 6,7%, apareceram em seguida.

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A concentração no Pará aumenta a importância desse mercado para o produtor da região. O exportador passa a disputar animais com recriadores, confinadores e frigoríficos, oferecendo ao pecuarista mais uma alternativa de venda. O efeito tende a ser mais direto sobre os preços da reposição do que sobre a arroba do boi gordo, porque parte dos animais é enviada para engorda ou reprodução nos países compradores.

Para o criador, a maior concorrência pode fortalecer o poder de negociação. Para quem precisa comprar animais para recria ou terminação, porém, a saída de grandes lotes pode encarecer a reposição. O impacto varia conforme a categoria exportada, o peso dos bovinos, a proximidade dos portos e os custos de transporte e quarentena.

A Turquia foi o principal destino em agosto, com 62,2 mil cabeças e participação de 36,4%. Marrocos comprou 21,9% e o Iraque, 20,6%. Juntos, os três países receberam 79% de todo o gado vivo vendido pelo Brasil no mês.

Essa concentração também representa o principal risco do negócio. Alterações sanitárias, restrições ao transporte, conflitos regionais ou redução das compras de um único país podem interromper rapidamente os embarques. Em junho, Turquia, Marrocos, Iraque e Egito chegaram a responder por 98,1% das vendas brasileiras.

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De janeiro a agosto, o Brasil embarcou 917,6 mil bovinos vivos, melhor resultado da série histórica para o período. O volume já equivale a 87,4% das 1,05 milhão de cabeças exportadas durante todo o ano de 2025.

A receita acumulada nos oito primeiros meses chegou ao equivalente a aproximadamente R$ 6,1 bilhões e já superou o valor obtido durante todo o ano passado. Se os embarques entre setembro e dezembro repetirem o desempenho do mesmo período de 2025, o País terminará 2026 com aproximadamente 1,32 milhão de animais exportados, avanço próximo de

Fonte: Pensar Agro

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Produção do café arábica deve bater 34,96 milhões de sacas, segundo a Conab

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Responsável por quase três de cada quatro sacas de café arábica produzidas no Brasil, Minas Gerais levará uma safra estimada em praticamente 35 milhões de sacas à Semana Internacional do Café (SIC 2026). O evento será realizado de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, com rodadas de negócios entre produtores, cooperativas, exportadores, torrefadores e compradores internacionais.

O levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção mineira de arábica em 34,96 milhões de sacas. O volume corresponde a 72,5% das 48,2 milhões de sacas previstas para todo o País. Apenas o Sul e o Centro-Oeste de Minas deverão colher 15,93 milhões de sacas. gov.br

A projeção foi divulgada em setembro, quando 99% da área nacional já estava colhida. A Conab atribui o resultado mineiro à bienalidade positiva, à melhor distribuição das chuvas antes da florada e às condições favoráveis para a formação dos grãos.

Outro levantamento, realizado pelo Sistema Faemg Senar, estimou a produção estadual em 33,4 milhões de sacas de arábica. A pesquisa ouviu produtores de 5.155 propriedades, distribuídas por 269 municípios, e alcançou cerca de 90% da produção mineira. A diferença entre os números decorre das metodologias e dos períodos de levantamento.

Minas chega ao evento com produção elevada, mas diante de um mercado mais disputado. A oferta mundial de café deverá alcançar o recorde de 189,7 milhões de sacas no ciclo 2026/27, enquanto o consumo está estimado em 179,7 milhões. A entrada da safra brasileira, a aproximação da colheita no Vietnã e o aumento da produção colombiana pressionam as cotações, embora os estoques globais ainda estejam baixos.

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O produtor mineiro também acompanha os efeitos do clima sobre a próxima colheita. Chuvas irregulares e temperaturas elevadas durante a florada podem reduzir o pegamento e deixar a formação dos frutos menos uniforme. Esse cenário explica por que genética, biotecnologia, irrigação, inteligência artificial e adaptação climática ocuparão parte relevante da programação da SIC.

A edição abrirá o ciclo oficial de comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será completado em 2027. O tema será “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”.

A palestra principal será conduzida por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). O debate deverá abordar as transformações do mercado mundial, a posição brasileira e a cooperação entre países produtores, indústria, compradores e organismos internacionais.

Para o cafeicultor, a parte mais direta da programação estará nas rodadas de negócios, nas salas de degustação e nos concursos de qualidade. Esses espaços permitem apresentar lotes a compradores, comparar padrões, conhecer exigências de mercado e buscar remuneração maior por origem, qualidade, rastreabilidade e processamento.

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O Coffee of the Year receberá amostras de arábica e canéfora e aproximará os cafés classificados de compradores e torrefadores. A programação terá ainda o Fórum da Cafeicultura Sustentável, o DNA Café, o Campeonato Brasileiro de Barista e premiações destinadas a produtores, marcas, embalagens e torrefações.

O evento também discutirá fontes adicionais de renda dentro das propriedades. Aproveitamento de resíduos, produção de energia, carbono, biodiversidade, turismo rural e processamento do café estarão entre as alternativas apresentadas. A proposta é reduzir a dependência exclusiva da venda do grão e aumentar o valor obtido dentro da fazenda.

Uma das novidades será o Summit Mulheres, voltado à liderança feminina, sucessão familiar, gestão e empreendedorismo. A iniciativa integra as atividades do Ano Internacional da Mulher Agricultora.

Serviço

Semana Internacional do Café 2026
Data: 11 a 13 de novembro
Horário: das 10h às 19h
Local: Expominas, Avenida Amazonas, 6.200, Gameleira, Belo Horizonte
Credenciamento: antecipado no site oficial da SIC 2026. Clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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