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Exportações brasileiras de ovos sobem 30,9% em janeiro e alcançam US$ 6,4 milhões em receita

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Exportações de ovos crescem em volume e valor no início do ano

O Brasil começou 2026 com forte avanço nas exportações de ovos, tanto em volume quanto em receita. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de ovos in natura e processados somaram 3.076 toneladas em janeiro, resultado 30,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o país exportou 2.357 toneladas.

Em termos de faturamento, as vendas internacionais atingiram US$ 6,408 milhões, um crescimento expressivo de 53,1% em relação aos US$ 4,186 milhões arrecadados no mesmo período do ano anterior.

Emirados Árabes, Japão e Chile lideram o crescimento das exportações

Os principais destaques do mês foram os Emirados Árabes Unidos, Japão, Chile e México, que apresentaram aumentos significativos nas importações de ovos brasileiros.

  • Emirados Árabes Unidos: aumento de 34%, passando de 783 toneladas em janeiro de 2025 para 1.051 toneladas em 2026;
  • Japão: crescimento expressivo de 267%, saltando de 205 para 752 toneladas;
  • Chile: avanço de 184%, subindo de 130 para 371 toneladas;
  • México: incremento de 65%, com alta de 172 para 284 toneladas.
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Esses números refletem o fortalecimento da presença brasileira em mercados estratégicos, especialmente na Ásia, no Oriente Médio e na América Latina, regiões que voltaram a ganhar relevância nas exportações do setor.

Diversificação de destinos fortalece o setor

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de janeiro demonstra uma retomada consistente das exportações e uma maior diversificação de destinos.

“Os números mostram uma clara retomada de mercados. Vimos uma desaceleração em destinos que tiveram comportamento atípico no ano passado, como os Estados Unidos, enquanto Ásia, Oriente Médio e América Latina recuperaram espaço. O crescimento expressivo de Japão, Emirados Árabes, Chile e México indica redução da concentração e mais estabilidade para o setor”, destacou Santin.

Ele acrescentou que o desempenho confirma o avanço de uma cultura exportadora consolidada, voltada para mercados de maior valor agregado e contratos mais previsíveis, reforçando a competitividade do Brasil como fornecedor global de ovos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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