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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em março e ganham força no acumulado da safra

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As exportações de algodão de Mato Grosso registraram desempenho recorde em março de 2026, consolidando a recuperação dos embarques e reforçando a liderança do estado no cenário nacional. Os dados constam no Boletim Semanal do Imea, com base em informações da Secex.

Março registra maior volume da história para o mês

De acordo com o levantamento, Mato Grosso exportou 219,76 mil toneladas de algodão em março, estabelecendo um novo recorde para o mês e alcançando o sétimo maior volume mensal já registrado na série histórica.

O resultado representa uma retomada significativa frente ao desempenho observado em fevereiro, quando os embarques ficaram abaixo das expectativas iniciais do mercado.

Acumulado da safra supera ciclo anterior e atinge novo recorde

Com o forte desempenho em março, o volume acumulado da safra 2024/25 avançou de forma expressiva. Até fevereiro, Mato Grosso havia exportado 1,16 milhão de toneladas, volume 1,44% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

No entanto, com a inclusão dos dados de março, o acumulado chegou a 1,38 milhão de toneladas, superando o ciclo 2023/24 e estabelecendo o maior volume já registrado para o período, com crescimento de 2,62%.

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Segundo o Imea, o avanço reflete a melhora no ritmo logístico e a maior demanda internacional pela fibra brasileira.

Mato Grosso responde por mais da metade das exportações do Brasil

O boletim também destaca a forte participação de Mato Grosso nas exportações nacionais de algodão. Até o momento, o estado é responsável por 59,04% de todo o volume exportado pelo Brasil na safra 2024/25.

Esse desempenho reforça a posição do estado como principal polo exportador da commodity no país.

Perspectiva é de novo recorde anual de embarques

Com quatro meses restantes para o encerramento da safra, a expectativa do Imea é de que Mato Grosso renove o recorde de exportações pelo terceiro ano consecutivo.

A combinação de demanda externa aquecida, competitividade do produto brasileiro e avanço logístico deve sustentar o ritmo dos embarques nos próximos meses, consolidando mais um ciclo histórico para o algodão mato-grossense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China se consolida como 3º maior exportador mundial de frango e amplia desafio para a avicultura brasileira

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China avança no mercado global de frango e reforça disputa com grandes exportadores

A China alcançou uma posição histórica no comércio internacional de proteína animal ao se tornar o terceiro maior exportador mundial de carne de frango em 2026. Dados da DATAGRO apontam que os embarques chineses cresceram expressivos 89,1% no primeiro trimestre do ano, consolidando o país asiático entre os principais fornecedores globais da proteína.

O avanço representa uma mudança relevante na dinâmica do mercado internacional de carnes, tradicionalmente liderado por grandes exportadores como Brasil e Estados Unidos. O desempenho chinês reflete uma estratégia de expansão produtiva, modernização industrial e fortalecimento da competitividade externa, fatores que vêm ampliando a presença do país em importantes mercados importadores.

Crescimento estrutural fortalece presença chinesa

Segundo análise da DATAGRO, o aumento das exportações não está ligado apenas a fatores conjunturais. O crescimento acelerado indica uma transformação estrutural da cadeia avícola chinesa, sustentada por investimentos em capacidade de processamento, eficiência logística e adequação aos requisitos sanitários internacionais.

A combinação desses fatores tem permitido à China ampliar sua participação no comércio global de carne de frango e conquistar espaço em destinos tradicionalmente abastecidos por outros grandes exportadores.

O resultado é uma nova configuração do mercado internacional, com maior concorrência e disputa por participação em regiões estratégicas.

Brasil enfrenta novo cenário competitivo

Para o Brasil, referência mundial em produção e exportação de carne de frango, a ascensão chinesa exige atenção. O gigante asiático possui vantagens logísticas importantes para atender mercados do Sudeste Asiático, Oriente Médio e África, regiões que também figuram entre os principais destinos da proteína brasileira.

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Além da proximidade geográfica com diversos importadores asiáticos, a China conta com uma cadeia produtiva de grande escala, elevada integração industrial e capacidade de ampliar rapidamente sua oferta exportável.

Esse cenário pode intensificar a concorrência por mercados e pressionar margens em operações internacionais, especialmente em países onde o fator preço é determinante na tomada de decisão dos compradores.

Competitividade de custos amplia pressão sobre o mercado

Outro fator que preocupa os concorrentes é a capacidade da indústria chinesa de operar com custos competitivos. A ampla escala produtiva, associada à integração vertical da cadeia e ao acesso estratégico a matérias-primas, contribui para a oferta de produtos com preços agressivos em mercados sensíveis ao custo.

A tendência é que a disputa comercial se torne mais intensa nos próximos anos, exigindo dos exportadores tradicionais maior eficiência operacional e estratégias voltadas à diferenciação de produtos.

Sanidade continua sendo fator decisivo

Apesar do forte crescimento, a continuidade da expansão chinesa dependerá da manutenção dos padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais.

Questões relacionadas à influenza aviária e outras enfermidades que afetam a avicultura seguem sendo pontos de atenção para o setor. Eventuais restrições sanitárias podem impactar diretamente o fluxo exportador e alterar o equilíbrio competitivo global.

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Por isso, especialistas destacam que a sustentabilidade do crescimento dependerá não apenas da capacidade produtiva, mas também da preservação da credibilidade sanitária perante os países importadores.

Avicultura brasileira mantém fundamentos sólidos

Mesmo diante do avanço chinês, a avicultura brasileira continua entre as mais competitivas do mundo. O setor é sustentado por uma cadeia eficiente de produção de grãos, tecnologia genética avançada, elevado padrão sanitário e grande capacidade de processamento industrial.

No mercado interno, o frango permanece como a proteína animal mais consumida pelos brasileiros, reforçando a importância estratégica da atividade para o agronegócio nacional.

Especialistas avaliam que a resposta do Brasil ao novo cenário deverá passar pela ampliação da diversificação de mercados, fortalecimento de acordos comerciais, agregação de valor aos produtos exportados e investimentos contínuos em eficiência e inovação.

Perspectivas

O avanço da China ao terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne de frango sinaliza uma nova fase para o comércio global de proteína animal. A reconfiguração do mercado exige monitoramento constante por parte da cadeia avícola brasileira, que deverá acompanhar de perto os movimentos do concorrente asiático e buscar estratégias para preservar sua liderança e competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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