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Exportações de carne de frango avançam em volume, mas preço médio recua quase 20% em outubro

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Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana de outubro de 2025, o Brasil exportou 315,8 mil toneladas de carne de frango e suas miudezas, incluindo produtos frescos, refrigerados ou congelados.

A média diária de embarques foi de 24,3 mil toneladas, representando um aumento de 23% em relação à média diária de outubro de 2024, que era de 19,7 mil toneladas.

Apesar do crescimento em volume, a comparação com o mesmo período do ano passado mostra que o total exportado em 21 dias úteis de outubro de 2024 foi de 434,6 mil toneladas, indicando que o aumento percentual diário reflete ajustes no ritmo de embarques.

Preço médio da carne de frango registra queda significativa

O preço médio recebido pelos exportadores até a terceira semana de outubro de 2025 foi de US$ 1.533,6 por tonelada, uma redução de 19,5% em relação aos US$ 1.905,5 por tonelada praticados no mesmo período de 2024.

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Essa queda no valor unitário impactou diretamente a receita obtida com as exportações. O faturamento total até o período analisado foi de US$ 484,31 milhões, contra US$ 828,27 milhões no mesmo intervalo do ano anterior.

Receita diária sofre leve retração

Em termos de faturamento diário, a média até a terceira semana de outubro ficou em US$ 37,25 milhões, apresentando uma leve queda de 1% em comparação à média diária registrada no mesmo período de 2024, de US$ 37,65 milhões.

O cenário indica que, apesar do aumento do volume embarcado, a redução do preço médio tem pressionado a receita das exportações brasileiras de carne de frango, refletindo ajustes do mercado internacional e da concorrência global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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