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Exportações de carne de frango disparam em outubro e atingem segundo maior volume histórico, aponta Cepea

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O Brasil encerrou outubro com um dos melhores desempenhos já registrados nas exportações de carne de frango. De acordo com pesquisadores do Cepea, o volume embarcado no mês foi o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado em março de 2023.

O resultado confirma as projeções já feitas pelo centro de pesquisa, que previa um ritmo acelerado das vendas externas mesmo diante de desafios enfrentados pelo setor ao longo do ano.

Alta ocorre mesmo sem a China, principal compradora

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos analistas do Cepea foi o desempenho robusto das exportações mesmo sem a participação da China, principal destino da carne de frango brasileira.

O país asiático havia suspendido as compras após o registro de um caso de gripe aviária no Brasil, em maio, o que levou a seis meses consecutivos sem embarques ao mercado chinês.

A retomada das compras foi anunciada apenas em 7 de novembro, encerrando oficialmente o período de restrições impostas por diferentes países. Com o retorno do maior comprador, a expectativa é de que os volumes exportados aumentem de forma consistente no fechamento de 2024.

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Cenário favorável para novembro com retomada das vendas à China

Para novembro, o Cepea avalia um cenário bastante positivo, impulsionado principalmente pela reabertura do mercado chinês.

Nos primeiros cinco dias úteis do mês, a média diária de embarques atingiu o maior patamar da série histórica acompanhada pela Secex, iniciada em 1997 — dado que reforça a tendência de um novo salto nas exportações até o fim do ano.

Perspectivas para o último bimestre

Com o retorno da China e a demanda global aquecida, pesquisadores do Cepea indicam que o Brasil pode encerrar 2024 com um dos melhores resultados de exportação da história do setor avícola. A expectativa é de que o último bimestre consolide um desempenho ainda mais expressivo, ampliando a participação brasileira no mercado internacional de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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