Agro News

Tradings mantêm compras de arroz a R$ 62 e impulsionam escoamento da safra passada

Publicado

Exportações seguem firmes e sustentam ritmo do mercado de arroz

O mercado de arroz em casca segue com bom ritmo de comercialização, impulsionado pelas compras contínuas das tradings para exportação. Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), os negócios estão sendo fechados com valores em torno de R$ 62,00 por saca de 50 quilos, o que contribui para o escoamento da safra anterior e ajuda a manter o fluxo comercial ativo no setor.

A entidade destaca que o movimento tem sido essencial neste período de transição entre safras, evitando o acúmulo de estoques e garantindo liquidez aos produtores.

Federarroz destaca continuidade das compras pelas tradings

De acordo com a Federarroz, as tradings têm mantido uma presença constante no mercado, sem interrupções nas aquisições. O presidente da federação, Denis Dias Nunes, reforça que a atuação firme dessas empresas tem sido determinante para o equilíbrio da oferta e demanda.

“As tradings não pararam de comprar”, afirma Nunes.

O dirigente observa que, com a abertura da colheita, as tradings já iniciam novas compras com valores acima dos praticados nos mercados tradicionais, o que fortalece a confiança dos produtores e favorece o escoamento do arroz remanescente da safra anterior.

Leia mais:  Metafilaxia: Estratégia eficaz contra doenças respiratórias em bovinos antes do confinamento
Impactos positivos para o setor e expectativa para nova safra

A continuidade das exportações tem proporcionado estabilidade nos preços e dinamismo nas negociações internas, fatores considerados essenciais para a sustentação da renda dos arrozeiros.

Segundo a Federarroz, o cenário atual é positivo para o setor, pois as vendas externas ajudam a equilibrar o mercado doméstico, absorvendo parte da oferta excedente e abrindo espaço para a entrada da nova safra.

Com a manutenção do ritmo de compras e os preços próximos de R$ 62 por saca, o setor do arroz entra na nova temporada com melhores condições de comercialização e perspectivas de continuidade no fluxo de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026

Publicado

O mercado brasileiro de fertilizantes segue operando em ritmo lento em 2026. Mesmo com a expressiva queda nos preços da ureia nos últimos meses, os produtores rurais continuam adotando uma postura conservadora nas compras, refletindo a preocupação com a rentabilidade das lavouras e as incertezas do cenário internacional.

De acordo com análise da StoneX, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes totalizaram 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

O comportamento mais cauteloso dos compradores não é exclusivo do Brasil. Segundo a consultoria, a demanda global por fertilizantes perdeu força após a escalada dos preços provocada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos dos insumos e deterioraram as relações de troca para os agricultores.

Queda da ureia não foi suficiente para estimular demanda

Apesar da forte correção nos preços internacionais da ureia, o mercado brasileiro ainda não apresentou reação significativa nas compras.

Desde o pico alcançado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam retração de aproximadamente 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada. Mesmo assim, os compradores permanecem seletivos e aguardam melhores oportunidades para avançar na formação de estoques.

Segundo a StoneX, a redução dos preços ainda não foi capaz de compensar totalmente o impacto dos custos elevados enfrentados pelos produtores ao longo dos últimos meses.

Leia mais:  Esmagamento de Soja em Mato Grosso Avança em Agosto, mas Margens das Indústrias Recuam

A cautela reflete a preocupação com a rentabilidade das próximas safras, especialmente diante das oscilações dos preços agrícolas e dos custos de produção ainda elevados.

Mercado global também opera com demanda enfraquecida

A desaceleração nas compras de fertilizantes é observada em diversos mercados ao redor do mundo.

O aumento das tensões geopolíticas e os impactos sobre as cadeias globais de fornecimento contribuíram para elevar os preços dos insumos agrícolas no primeiro semestre. Como consequência, agricultores e distribuidores passaram a adotar estratégias mais defensivas, priorizando aquisições pontuais e reduzindo a exposição a novos aumentos de custos.

Esse comportamento tem limitado a recuperação da demanda, mesmo diante da recente acomodação dos preços internacionais.

Sulfato de amônio e TSP ganham espaço nas importações

Enquanto os fertilizantes nitrogenados enfrentam menor procura, outros produtos vêm registrando crescimento nas importações brasileiras.

Os volumes de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os níveis observados no ano passado, indicando uma busca por alternativas mais competitivas diante das restrições de oferta e dos custos elevados no mercado global.

Os dados apontam que:

  • As importações de sulfato de amônio avançaram mais de 15% em relação a 2025;
  • As compras de TSP registraram crescimento de 47% no mesmo período.

O movimento demonstra que distribuidores e produtores têm ajustado suas estratégias de aquisição para reduzir custos e garantir o abastecimento dos nutrientes necessários às próximas safras.

Leia mais:  Perdas de R$ 40 milhões com crimes e fraudes desafiam logística de fertilizantes
Segundo semestre pode trazer retomada das compras

Apesar da lentidão observada no primeiro semestre, a expectativa da StoneX é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem ritmo nos próximos meses.

Historicamente, as compras desses produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a necessidade de recomposição de estoques e o planejamento das próximas etapas da produção agrícola.

A demanda tende a crescer gradualmente durante o segundo semestre, impulsionada pela preparação das áreas para a safrinha e pelo avanço das negociações para a temporada 2026/27.

Cenário exige atenção dos produtores

O mercado de fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de custo para a agricultura brasileira. Embora a recente queda da ureia represente um alívio parcial, os produtores continuam monitorando atentamente o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das tensões geopolíticas que afetam a oferta global de insumos.

Com a proximidade do período de maior demanda, o setor acompanha os movimentos do mercado em busca de oportunidades para garantir abastecimento e preservar a competitividade das próximas safras.

Palavras-chave SEO: fertilizantes 2026, preço da ureia, mercado de fertilizantes, importação de fertilizantes, ureia cai 32%, StoneX fertilizantes, custos de produção agrícola, fertilizantes nitrogenados, safra 2026/27, agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana