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Exportações de carne de peru do Paraná disparam 105,6% em receita e fortalecem liderança no mercado internacional

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O Paraná ampliou significativamente sua participação no mercado internacional de carne de peru em 2026. Entre janeiro e maio, o Estado exportou 6 mil toneladas do produto, movimentando US$ 29,3 milhões, valor 105,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho consolida o Paraná como um dos principais exportadores brasileiros da proteína e reforça sua importância na balança comercial do agronegócio.

Os dados fazem parte do mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

México impulsiona crescimento das exportações

O principal responsável pelo avanço das exportações foi o mercado mexicano. As compras do país cresceram 272,1% na comparação anual, tornando o México o maior destino da carne de peru paranaense.

A receita obtida pelo Paraná correspondeu a 25,5% de todo o faturamento brasileiro com as exportações da proteína no período.

Em nível nacional, o Brasil embarcou 27,8 mil toneladas de carne de peru entre janeiro e maio, gerando US$ 114,9 milhões em receita. O volume exportado cresceu 30,7%, enquanto a receita cambial avançou 123% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.

Além do aumento da demanda externa, o desempenho foi favorecido pela valorização do produto in natura. O preço médio da tonelada exportada subiu 55,9%, alcançando aproximadamente US$ 4,1 mil.

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Mercado da carne bovina pode favorecer consumidor brasileiro

Outro destaque do boletim é o mercado da carne bovina.

Segundo a análise do Deral, a cota anual de exportação da carne brasileira para a China, limitada a 1,1 milhão de toneladas, está próxima de ser totalmente utilizada. Após esse limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa adicional de 55%, além da alíquota regular de 12%, reduzindo a competitividade das exportações.

Como a China responde por cerca de metade das compras da carne bovina brasileira, a desaceleração dos embarques tende a aumentar a disponibilidade do produto no mercado interno.

Na prática, esse movimento pode elevar a oferta doméstica e provocar uma redução temporária nos preços pagos pelos consumidores brasileiros, cenário que deve permanecer até o período de renovação da cota, previsto para outubro.

Safra maior reduz preços do café

O boletim também aponta um cenário mais favorável para o consumidor no mercado de café.

A safra brasileira está estimada em 66,7 milhões de sacas, enquanto o Paraná deverá produzir cerca de 710 mil sacas.

Com maior oferta, os preços no varejo apresentaram recuo. Em junho, o pacote de 500 gramas de café torrado e moído foi comercializado nos supermercados paranaenses por R$ 25,55, em média.

O valor representa queda de 6% em relação a maio e redução de 18% na comparação com junho do ano passado.

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Óleo de soja fica mais barato no Paraná

O mercado da soja também trouxe reflexos positivos para o consumidor.

Levantamento do Deral mostra que a embalagem de 900 ml de óleo de soja foi comercializada, em média, por R$ 7,04 em junho, valor 5,1% inferior à média registrada ao longo de 2025.

Segundo o analista do Deral, Edmar Gervasio, a redução está diretamente ligada à acomodação dos preços da soja recebidos pelos produtores.

Em junho, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 112,47, reduzindo os custos da indústria de esmagamento e favorecendo a queda dos preços ao consumidor.

“O comportamento dos preços da soja em grão contribuiu para aliviar os custos de processamento da indústria, gerando um efeito em cadeia que chegou ao varejo e beneficiou diretamente o consumidor”, explica o analista.

Boletim também analisa outros segmentos

Além dos mercados de carnes, café e soja, o Boletim Conjuntural do Deral apresenta avaliações sobre o desempenho das cadeias do mel e do morango, acompanhando a evolução da produção, dos preços e das perspectivas para o setor agropecuário paranaense.

O levantamento reforça que o agronegócio do Paraná segue diversificado, competitivo e com forte participação tanto no abastecimento interno quanto nas exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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