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Exportações de carne suína batem recorde histórico para janeiro, aponta Cepea

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O setor de carne suína começou 2026 com resultados expressivos nas exportações, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Embora o volume embarcado em janeiro tenha ficado abaixo do registrado em dezembro, o desempenho foi recorde histórico para o mês, sinalizando mais um ano promissor para o mercado exportador brasileiro.

Exportações somam 115 mil toneladas em janeiro

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 115 mil toneladas de carne suína in natura em janeiro de 2026. O resultado representa uma queda de 15% em relação a dezembro, quando foram embarcadas 136 mil toneladas, a maior retração mensal desde 2022.

Apesar do recuo na comparação mensal, o número é 10% superior ao registrado em janeiro de 2025 (104 mil toneladas), consolidando o melhor desempenho histórico para o mês desde o início da série da Secex, em 1997.

Desempenho reforça tendência de alta anual

Pesquisadores do Cepea destacam que o resultado de janeiro mantém as projeções otimistas para 2026, com expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína possam atingir novos recordes anuais.

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O bom desempenho tem sido sustentado pela forte demanda internacional, especialmente de países asiáticos, e pela competitividade do produto brasileiro, que segue com preços atrativos no mercado externo.

“Os números de janeiro reforçam a perspectiva de mais um ano de exportações expressivas para o setor”, avaliam os pesquisadores do Cepea.

Mercado equilibra desafios e oportunidades

Embora o setor tenha enfrentado queda mensal nos embarques, fatores sazonais e logísticos são apontados como principais causas dessa redução temporária. O desempenho ainda robusto demonstra resiliência da cadeia suinícola brasileira, que vem investindo em melhorias de produtividade, sanidade e eficiência logística para atender mercados exigentes.

Além disso, a diversificação de destinos tem contribuído para mitigar riscos e ampliar as oportunidades comerciais do Brasil no segmento de proteínas animais.

Perspectivas para 2026

A expectativa para os próximos meses é de manutenção do bom ritmo de exportações, com possibilidade de recuperação gradual dos embarques conforme a demanda global se intensifique. A valorização do dólar e o aumento das importações por parte da China e de outros países da Ásia devem seguir impulsionando o mercado brasileiro de carne suína ao longo de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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