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Exportações de frutas do Paraná crescem e somam US$ 22,4 milhões em 2025

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Crescimento constante nas exportações paranaenses

O Paraná encerrou 2025 com um desempenho positivo nas exportações de frutas, alcançando US$ 22,4 milhões em vendas externas. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com base nas informações do sistema AGROSTAT, que reúne as estatísticas oficiais do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

Segundo o levantamento, o estado ficou em 11º lugar no ranking nacional, representando 1,4% do valor total e 1,9% do volume exportado pelo país. No total, o Brasil embarcou US$ 1,6 bilhão e 1,3 milhão de toneladas de frutas — incluindo nozes e castanhas — para diversos mercados internacionais.

Exportações chegam a 66 países

As frutas paranaenses chegaram a 66 destinos internacionais em 2025. O principal parceiro comercial foi os Países Baixos, responsáveis por 42,1% do valor exportado, o equivalente a US$ 9,5 milhões. Em seguida, aparece a Argentina, com 19,6% das vendas, somando US$ 4,4 milhões.

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Entre os produtos mais exportados, limões e limas lideraram em valor, movimentando US$ 10,6 milhões — quase metade (47,4%) da receita total. Na sequência, destacam-se bananas (US$ 1,8 milhão) e abacates (US$ 1,7 milhão). Em volume, os maiores embarques foram de limões e limas (9,2 mil toneladas), seguidos por bananas (5,4 mil toneladas) e melancias (5,1 mil toneladas).

Fruticultura voltada ao mercado interno, mas com avanços externos

Apesar da expansão recente, o Deral observa que a participação do Paraná nas exportações de frutas ainda é considerada modesta, resultado de uma fruticultura voltada principalmente ao mercado interno e à autossuficiência regional.

O boletim ressalta, porém, que o estado vem consolidando gradualmente sua presença internacional, acompanhando “com cautela” o avanço em um cenário global altamente competitivo. A expectativa é de que, nos próximos anos, o Paraná amplie sua inserção no comércio mundial de frutas, especialmente com o fortalecimento da produção e da logística de exportação.

Alta expressiva nas exportações desde 2016

De acordo com o Deral, entre 2016 e 2025, o valor das exportações paranaenses de frutas cresceu 1.400%. Em 2016, o estado registrava apenas US$ 1,5 milhão em vendas externas — número que saltou para US$ 22,4 milhões no ano passado.

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O boletim destaca que esse resultado reflete o fortalecimento de um “ecossistema produtivo ativo”, sustentado pela eficiência dos sistemas agrícolas regionais e pela busca constante de novos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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