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Exportações de milho do Brasil avançam 12,5% ao dia em agosto e superam 4,9 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de milho seguem em ritmo acelerado neste mês de agosto de 2025, mantendo desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até os 16 primeiros dias úteis, o país já embarcou 4,96 milhões de toneladas de milho não moído (exceto milho doce). O volume corresponde a 81,8% do total exportado em agosto de 2024, quando os embarques somaram 6,06 milhões de toneladas.

Média diária de exportações cresce 12,5%

A média diária de embarques atingiu 310,02 mil toneladas, crescimento de 12,5% em relação às 275,59 mil toneladas diárias registradas em agosto do ano passado. O desempenho reforça a maior demanda pelo cereal brasileiro no mercado internacional neste período.

Receita de exportação ultrapassa US$ 1 bilhão

No acumulado parcial do mês, as exportações de milho já renderam US$ 1,01 bilhão, enquanto em todo o mês de agosto de 2024 a receita totalizou US$ 1,168 bilhão. A média diária também apresentou forte avanço, subindo 18,9%, de US$ 53,12 milhões para US$ 63,17 milhões por dia útil.

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Preço médio do milho registra alta de 5,7%

Outro ponto de destaque é a valorização do preço médio do milho exportado. O valor pago por tonelada passou de US$ 192,70 em agosto de 2024 para US$ 203,80 em agosto de 2025, uma alta de 5,7%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País

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Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária  (Mspa), compiladas pelo DataHub,  núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.

O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.

Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).

A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.

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Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.

O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.

O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.

O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.

Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.

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Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.

Fonte: Pensar Agro

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