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Exportações de soja ganham ritmo em março enquanto riscos geopolíticos pressionam custos logísticos

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Colheita da soja 2025/26 avança acima da média histórica

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 segue em ritmo acelerado e atingiu 82,1% da área plantada até a primeira semana de abril. O desempenho está levemente acima da média dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

O destaque é o estado de Mato Grosso, principal produtor do país, onde os trabalhos já estão praticamente concluídos, com 99% da área colhida.

Exportações de soja se mantêm firmes e abril deve ter alto volume

As exportações brasileiras de soja ganharam força ao longo de março, alcançando 15,8 milhões de toneladas embarcadas — volume próximo ao registrado no mesmo mês de 2025.

Para abril, a expectativa é de exportações na casa de 14,9 milhões de toneladas. Já a programação de embarques (line-up) indica um volume potencial de até 16,7 milhões de toneladas, número que ainda pode passar por revisões nas próximas semanas.

Plantio da segunda safra de milho é praticamente concluído

O plantio da segunda safra de milho avançou de forma consistente e atingiu 99,2% da área estimada até o fim de fevereiro. Estados importantes como Mato Grosso, Goiás, Piauí, Tocantins e Maranhão já finalizaram a semeadura.

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Exportações de milho seguem sazonalidade e recuam em março

Com o avanço da colheita e escoamento da soja, os embarques de milho registraram queda, seguindo o comportamento sazonal típico do mercado.

Em março, foram exportadas cerca de 900 mil toneladas do cereal. Para abril, o line-up aponta um volume ainda menor, estimado em aproximadamente 192 mil toneladas.

Tensões no Oriente Médio elevam riscos ao comércio global

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, tem gerado preocupações relevantes para o comércio marítimo internacional.

Apesar de não haver interrupção total das rotas, a navegação segue restrita e depende de autorizações específicas, o que aumenta significativamente a incerteza operacional.

Impactos ainda limitados para o milho brasileiro

Até o momento, os efeitos sobre as exportações brasileiras de milho são considerados limitados. Isso ocorre porque o principal período de embarques do cereal ocorre no segundo semestre, especialmente após a colheita da segunda safra.

No entanto, há risco de impactos mais relevantes caso o conflito se intensifique ou se prolongue nos próximos meses.

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Fretes marítimos disparam e encarecem exportações

O aumento das tensões geopolíticas já tem reflexo direto nos custos logísticos. Os fretes marítimos, que tradicionalmente variavam entre US$ 35 e US$ 40 por tonelada, passaram a oscilar entre US$ 50 e US$ 60 por tonelada.

Além disso, os prêmios de seguro também registraram alta significativa, ampliando o custo total das exportações brasileiras, inclusive para mercados estratégicos como a China.

Normalização do mercado depende de redução das tensões

Mesmo com o anúncio recente de cessar-fogo e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, o cenário ainda é de cautela.

A expectativa é de que a normalização das operações ocorra de forma gradual, condicionada à redução efetiva das tensões na região e à recomposição das condições de segurança para navegação e seguros marítimos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de manga do Brasil para a Europa cresce 71% e alcança recorde histórico com avanço de tecnologia agrícola

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A exportação brasileira de manga registrou forte expansão entre 2018 e 2025, com crescimento acumulado de 71% em volume, impulsionada principalmente pelo aumento das vendas ao mercado europeu. Os dados são do Comex Stat, do governo federal.

O desempenho positivo está diretamente associado à maior adoção de tecnologias de manejo, com destaque para o uso do fitorregulador Paclobutrazol (PBZ), que permitiu ampliar o controle da produção e garantir oferta contínua ao longo do ano, especialmente nas janelas de maior demanda internacional.

Tecnologia agrícola permite produção contínua e fortalece exportações

O Paclobutrazol (PBZ) atua no controle da floração da mangueira, permitindo que os produtores organizem ciclos produtivos ao longo do ano e direcionem a colheita para períodos estratégicos do mercado externo.

Na prática, o uso da tecnologia possibilita que a fruta esteja disponível justamente nas principais janelas de exportação para a Europa, maior destino da manga brasileira.

Segundo o diretor da Ascenza no Brasil, Renato Francischelli, o insumo foi decisivo para a evolução do setor exportador.

“Sem ele, não há produção de manga para exportação em escala competitiva”, afirma.

De acordo com o executivo, a região do Vale do São Francisco responde por cerca de 90% a 95% da manga exportada pelo Brasil, consolidando-se como principal polo produtor da fruta no país.

Europa lidera importações e define padrão de qualidade da manga brasileira

O mercado europeu segue como principal destino da manga brasileira. Em 2025, o continente foi responsável por 78% das exportações da fruta, segundo dados do Comex Stat.

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Os consumidores europeus preferem variedades de menor teor de fibras, conhecidas como “manga de colher”, como Kent, Keitt e Palmer, que atendem melhor às exigências de qualidade e padronização do mercado internacional.

Já os Estados Unidos, que representaram cerca de 13% das exportações em 2025, concentram suas compras principalmente na variedade Tommy Atkins, além da Palmer.

Abertura do mercado e concorrência ampliaram acesso à tecnologia

O avanço da exportação também está ligado à maior concorrência no fornecimento do Paclobutrazol no Brasil. Até 2018, o produto era comercializado por uma única empresa, com preços elevados.

A entrada de novos players reduziu custos e ampliou o acesso dos produtores à tecnologia, permitindo maior adoção no campo.

Em 2013, a Ascenza solicitou o registro de um produto já utilizado na Europa, o Paclo BR, aprovado cinco anos depois. A autorização abriu espaço para redução de preços de até 62,5%, ampliando a competitividade do setor.

Segundo Francischelli, a mudança foi decisiva para a democratização do uso do insumo entre produtores brasileiros.

Produção cresce e exportações batem recorde histórico

O Brasil exportou 291 mil toneladas de manga em 2025, volume recorde e 71% superior às 170,5 mil toneladas embarcadas em 2018, segundo dados do Comex Stat.

Somente para a Europa foram destinadas 226 mil toneladas no ano passado, contra 127 mil toneladas em 2018, crescimento de 78% no período.

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No mesmo intervalo, a produção nacional também avançou cerca de 17%, passando de 1,32 milhão para 1,54 milhão de toneladas, conforme estimativas da Embrapa e dados do IBGE.

Vale do São Francisco concentra produção e define calendário de exportação

A manga brasileira é cultivada principalmente no Vale do São Francisco, região estratégica para o agronegócio exportador. A adoção do PBZ permite o escalonamento da produção, possibilitando que os produtores planejem colheitas de acordo com as janelas mais favoráveis do mercado europeu.

Além da manga, o fitorregulador começa a ser testado também na cultura do abacate, ainda voltado majoritariamente ao mercado interno.

As exportações para a Europa ocorrem ao longo de todo o ano, mas se concentram entre o segundo semestre e o início do outono europeu, período de menor oferta de concorrentes como Espanha e Israel.

Perspectivas seguem positivas para o comércio exterior

Com a crescente demanda por frutas tropicais e o avanço de acordos comerciais, como o Mercosul–União Europeia, a expectativa é de continuidade no crescimento das exportações brasileiras de manga.

O movimento reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor global de frutas premium, com destaque para qualidade, regularidade de oferta e adoção de tecnologias agrícolas que ampliam a competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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