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Exportações impulsionam demanda por algodão em MT, mesmo com queda na produção na safra 2025/26

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O mercado de algodão em Mato Grosso deve seguir sustentado pela demanda internacional na safra 2025/26. É o que aponta a nova atualização do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (4), que revisou os números de oferta e demanda da pluma no principal estado produtor do Brasil.

Segundo o levantamento, a oferta total de algodão foi estimada em 3,45 milhões de toneladas, representando uma queda de 3,92% em relação ao ciclo anterior. A retração está diretamente ligada à menor produção prevista para a temporada.

Produção de algodão recua, mas demanda avança

A produção de algodão em pluma em Mato Grosso foi projetada em 2,52 milhões de toneladas, o que representa uma queda significativa de 15,91% na comparação com a safra passada. Apesar desse cenário de menor oferta, a demanda segue em trajetória de crescimento.

O consumo total foi estimado em 2,69 milhões de toneladas, avanço de 1,02% frente à temporada anterior. Esse movimento reforça a resiliência do mercado, mesmo diante de uma produção mais enxuta.

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Exportações lideram crescimento da demanda

O principal fator de sustentação da demanda continua sendo o mercado externo. As exportações de algodão devem atingir 2,04 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

O desempenho das vendas externas tem sido determinante para equilibrar o mercado e garantir o escoamento da produção, especialmente em um cenário de maior competitividade internacional.

Estoques finais caem com avanço das vendas

Com a combinação de menor produção e maior demanda, os estoques finais de algodão em Mato Grosso foram projetados em 762,92 mil toneladas, uma redução de 18,07% em relação ao ciclo anterior.

Do volume total previsto para estoque, cerca de 743,42 mil toneladas já foram comercializadas antecipadamente, mas devem ser embarcadas apenas ao longo do próximo ciclo comercial.

Mercado segue atento ao ritmo das exportações

O novo balanço do Imea reforça um cenário de ajuste no mercado de algodão, com menor disponibilidade interna e maior dependência do desempenho das exportações. A dinâmica internacional deve continuar sendo o principal vetor de sustentação dos preços e da liquidez no setor ao longo da safra 2025/26.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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