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Exposição fotográfica é janela para a biodiversidade e os desafios da conservação

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A fotografia como ferramenta de engajamento e incentivo à conservação marcou o encerramento das atividades do espaço Conexão sem Fronteiras neste domingo (29/3). A mostra “Pantanal Conecta”, composta por 36 obras fotográficas, ocupou a Casa do Homem Pantaneiro como parte da programação do Conexão sem Fronteira. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o espaço serviu como o principal ponto de encontro entre a população de Campo Grande (MS) e os temas debatidos na 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).

A reabertura da Casa do Homem Pantanteiro – que estava fechada há uma década – foi fruto de uma articulação inédita entre o MMA, o governo do estado do Mato Grosso do Sul, a prefeitura da cidade, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), parceiros institucionais e organizações da sociedade civil. O espaço buscou aproximar a população urbana da maior planície inundável do mundo, cenário estratégico para a reprodução e sobrevivência de espécies migratórias.

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“A qualidade das imagens é maravilhosa. Ficamos pensando na maneira como quem fotografou teve que se expor para capturar a imagem”, refletiu Jorge Alexandre Vasconcelos Escobar enquanto circulava pela exposição.

As fotografias mostram o Pantanal como um grande território de conexões: pessoas, animais, plantas e natureza que se articulam na maior área úmida continental do planeta, um cenário estratégico para a migração, reprodução e sobrevivência de diversas espécies.

“Minha intenção é que a população crie empatia e se sinta parte do trabalho de proteger o Pantanal e nossa cultura”, enfatizou o fotógrafo André Bittar, autor de uma das obras que foram exibidas.

As fotografias exibidas revelam a riqueza da fauna, da flora e das paisagens pantaneiras, ao mesmo tempo em que evidenciam desafios contemporâneos, como eventos climáticos extremos e incêndios florestais. As pressões sobre a natureza convidaram o público a uma reflexão sobre a vulnerabilidade da vida.

“Muitas vezes, quem mora na capital não se conecta diretamente com o bioma, e a ida até o Pantanal exige recursos. A exposição democratiza esse acesso, pelo menos visualmente, e traz a natureza para perto de nós”, avaliou Karla Nogueira Steil durante a visita.

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Além da exposição, o Conexão sem Fronteiras recebeu o público infantil com atividades educativas e sessões de cinema da Mostra Ecofalante e do Instituto Arara Azul. Ao unir ciência, arte e gastronomia, a iniciativa cumpriu o papel de “furar a bolha” das discussões diplomáticas da COP15 e deixar como legado uma mensagem de pertencimento e responsabilidade compartilhada pela proteção da natureza.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Soja e carnes elevam vendas externas do Estado para R$ 45,4 bilhões

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As exportações do Paraná renderam R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado pelo complexo soja e pelas carnes, que, juntos, responderam por mais de 70% do faturamento obtido pelo Estado no mercado internacional.

Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,10 e constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Entre janeiro e junho de 2025, as vendas externas haviam gerado aproximadamente R$ 43,2 bilhões.

O complexo soja foi o principal responsável pelo crescimento. O faturamento do segmento aumentou 18%, passando de R$ 15,6 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 18,4 bilhões em igual período deste ano.

Sozinho, o grupo formado pela soja em grão, pelo farelo e pelo óleo respondeu por 40,4% de toda a receita das exportações paranaenses. O desempenho foi favorecido pela maior disponibilidade do grão e pela valorização dos produtos processados, especialmente o óleo bruto.

A soja em grão continuou como o principal item do complexo, com vendas de R$ 12,4 bilhões no semestre. A receita cresceu 12,5% na comparação anual.

O farelo de soja ficou na segunda posição, com faturamento de aproximadamente R$ 3,36 bilhões e crescimento também superior a 12%. O produto é utilizado principalmente na fabricação de rações e tem demanda relevante entre países com grandes cadeias de aves, suínos e bovinos.

O maior avanço proporcional ocorreu no óleo bruto de soja. As vendas externas renderam R$ 2,35 bilhões entre janeiro e junho, alta superior a 73% em comparação com o mesmo período de 2025.

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O resultado mostra o peso crescente dos derivados na pauta paranaense. Embora o grão ainda concentre a maior parte das receitas, o processamento permite que o Estado exporte produtos com maior valor agregado e amplie a utilização da capacidade instalada das indústrias locais.

O desempenho externo também foi favorecido pela safra recorde de soja no Paraná. A produção da temporada 2025/26 foi estimada pelo Deral em 21,8 milhões de toneladas. A maior disponibilidade de matéria-prima abasteceu tanto os embarques do grão quanto as unidades de esmagamento.

As carnes formaram o segundo maior grupo exportador do Estado, com crescimento de 16% no faturamento. O Paraná possui a principal cadeia de carne de frango do País e também uma participação expressiva na produção de suínos, atividades que sustentam frigoríficos, cooperativas e indústrias de alimentos em diferentes regiões.

O avanço da receita ocorreu mesmo com uma redução de 3% no volume total embarcado pelo Paraná. A combinação entre faturamento maior e quantidade menor indica melhora no valor médio das mercadorias vendidas, além de uma participação mais elevada de produtos processados na pauta.

A queda do volume foi provocada principalmente pela redução dos embarques de milho. Parte maior da produção permaneceu no mercado doméstico, ampliando a disponibilidade do cereal para as cadeias de aves e suínos.

Essa permanência do milho no País ajuda a explicar o recuo recente das cotações no Estado. Segundo o Deral, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 61,23 em junho, queda de 3,3% em relação a maio e de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Para os criadores, a oferta interna maior pode contribuir para conter os gastos com alimentação, que representam uma das principais despesas das granjas. O efeito, entretanto, ainda é limitado porque as margens da avicultura permanecem estreitas e o farelo de soja continua mais caro do que há um ano.

As exportações de açúcar e de produtos florestais também diminuíram no primeiro semestre e contribuíram para a retração do volume total movimentado. O impacto foi compensado financeiramente pela soja, pelo óleo bruto e pelas carnes.

O desempenho reforça a dependência das vendas externas paranaenses em relação ao agronegócio. Mais de sete em cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações no primeiro semestre vieram apenas do complexo soja e das carnes.

Essa concentração torna o resultado do segundo semestre sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e às medidas comerciais adotadas pelos principais compradores. Alterações nas tarifas, barreiras sanitárias ou restrições de acesso a mercados podem atingir diretamente cooperativas, produtores e agroindústrias do Estado.

Mesmo com esses riscos, o primeiro semestre terminou com melhora da receita. A expansão de 5%, apesar da redução no volume embarcado, mostra que o Paraná conseguiu compensar a menor saída de milho, açúcar e produtos florestais com uma pauta de maior valor, puxada pela industrialização da soja e pelo desempenho das proteínas animais.

Fonte: Pensar Agro

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