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Fazenda de São Paulo lidera ranking dos maiores produtores de leite do Brasil

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Fazenda Colorado é a maior produtora nacional

Localizada em Araras, interior de São Paulo, a Fazenda Colorado lidera o ranking dos maiores produtores de leite do Brasil, elaborado pela MilkPoint em 2025. Com mais de duas mil vacas holandesas, a propriedade produz cerca de 100 mil litros de leite por dia, totalizando 36,2 milhões de litros comercializados no ano. Esse volume representa um aumento de 61% em relação à primeira vez em que a fazenda alcançou o topo do ranking, com média diária de 98 mil litros.

Outras fazendas paulistas se destacam no ranking nacional

Além da Fazenda Colorado, outras duas propriedades do interior paulista figuram entre os dez maiores produtores do País:

  • Fazenda São José, em Tapiratiba-SP (região de Campinas), terceira colocada, com 33,9 milhões de litros;
  • Fazenda Santa Rita, em Descalvado-SP (região Central), sexta colocada, com 23,1 milhões de litros.

José de Carvalho, gerente de pecuária da Fazenda Colorado, destaca que os últimos anos foram essenciais para ampliar a produção, mas reforça a necessidade de políticas públicas e programas de incentivo:

“O alinhamento entre produtores, Secretaria da Agricultura e entidades do setor pode potencializar o protagonismo de São Paulo na produção de leite e fortalecer o Estado no cenário nacional.”

Produção estadual em crescimento

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Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP (SAA), a produção de leite em São Paulo atingiu 1,7 bilhão de litros em 2024, um aumento de aproximadamente 6% em relação ao ano anterior. O Estado se mantém entre os principais produtores nacionais, atrás apenas de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Inovação e pesquisas para o setor leiteiro

Para orientar produtores sobre qualidade e eficiência na produção, a SAA, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), realiza a Caravana Giro do Leite, que já atendeu mais de 30 mil produtores em 13 cidades, totalizando mais de quatro mil quilômetros percorridos.

O projeto leva pesquisas e inovações diretamente ao campo, utilizando um laboratório móvel para análises em tempo real. Em 2024, foram percorridos 5 mil quilômetros e analisadas 1.600 amostras de leite em oito eventos no Estado e um em Minas Gerais, segundo Luiz Carlos Roma Júnior, diretor do Laboratório de Referência em Qualidade do Leite do IZ.

Além disso, o Projeto CATI Leite foca na sustentabilidade da atividade leiteira em São Paulo, baseado em quatro pilares: melhoria da qualidade de vida do produtor, geração de renda, bem-estar animal e conservação do solo e da água. O projeto auxilia na gestão do sistema produtivo, manejo de pastagens e produção de forragem, garantindo alimentação adequada durante todo o ano.

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Investimentos e crédito para fortalecer a pecuária leiteira

Para apoiar a modernização da produção, a Secretaria de Agricultura mantém a linha FEAP Leite Agro SP, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP). O financiamento permite aos produtores investir em genética, nutrição e infraestrutura, com condições de crédito diferenciadas, visando maior produtividade e competitividade.

“O FEAP Leite representa apoio direto do Governo para fortalecer a pecuária leiteira e garantir o sustento das famílias no campo”, afirmou Felipe Alves, secretário executivo da SAA.

Além disso, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) permite que o governo adquira produtos diretamente de agricultores familiares. Só em 2025, até agosto, foram comprados 4,6 milhões de litros de leite, totalizando mais de R$21 milhões em compras públicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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