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Fazenda Santa Tereza se destaca em prova de eficiência alimentar das raças Hereford e Braford

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A Fazenda Santa Tereza, localizada em Arambaré (RS), foi o grande destaque da Prova de Eficiência Alimentar Hereford e Braford, promovida pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) em parceria com a Embrapa Pecuária Sul. A avaliação foi realizada ao longo de 70 dias, com encerramento nesta terça-feira, 5 de agosto, durante um Dia de Campo na sede da Embrapa, em Bagé (RS).

Prova avaliou 34 touros com dieta padronizada

A edição contou com 34 touros, sendo 19 da raça Hereford e 15 da raça Braford, todos submetidos a uma dieta padronizada. O objetivo principal da avaliação é identificar animais mais eficientes na conversão alimentar — ou seja, que produzam mais carne consumindo menos alimento.

Desempenho da Fazenda Santa Tereza

Na raça Hereford, o touro S4800, da Fazenda Santa Tereza, ficou em primeiro lugar, com índice de 1,929. O segundo lugar foi conquistado pelo touro U244, da Estância Tamanca, de Santa Vitória do Palmar (RS), com índice de 0,858. Em terceiro lugar, ficou o touro TEK11, da Fazenda Casuarinas, de Herval (RS), com 1,199.

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Já na raça Braford, a Fazenda Santa Tereza voltou a liderar com o touro S5042, que alcançou índice de 1,578. O criatório também garantiu a terceira colocação com o touro S5024, que atingiu 0,997. O segundo colocado foi o touro 23009, da Fazenda São Bento do Verde, de São Sepé (RS), com índice de 1,241.

Seleção genética eficiente e sustentável é destaque

Para o presidente da ABHB, Eduardo Soares, a realização da prova reforça o compromisso da entidade com o aprimoramento genético e a sustentabilidade na pecuária. “A Prova de Eficiência Alimentar é fruto de uma parceria sólida com a Embrapa, focada na identificação de reprodutores mais eficientes para os sistemas de produção”, afirmou.

Segundo ele, o mercado está cada vez mais voltado à busca por animais que consomem menos e produzem mais, garantindo maior rentabilidade e menor impacto ambiental. “Esses reprodutores em breve estarão disponíveis no mercado, oferecendo aos pecuaristas ferramentas para elevar o desempenho e a sustentabilidade dos rebanhos”, completou Soares.

Tecnologia de precisão e banco de dados são aliados da pecuária moderna

O chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, reforça que a alimentação representa cerca de 70% do custo de produção na pecuária. “A prova permite selecionar os animais com melhor conversão alimentar, mantendo bom desempenho produtivo com menor consumo”, explica.

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Cardoso também destacou o diferencial da iniciativa: o banco de dados gerado. Segundo ele, essas informações são fundamentais para avaliar geneticamente os animais, combinando eficiência alimentar com outras características produtivas, o que resulta em maior lucratividade quando essa genética é multiplicada em rebanhos comerciais.

Tecnologia e precisão para medir o desempenho dos animais

A prova utiliza cochos eletrônicos e balanças de precisão para monitorar, individualmente, o consumo alimentar e o ganho de peso de cada animal. A metodologia garante acompanhamento técnico detalhado e embasa a seleção de reprodutores que contribuem para uma pecuária mais eficiente, econômica e sustentável.

O foco da iniciativa é claro: selecionar os touros mais eficientes, que produzam mais carne com menos ração, contribuindo para o uso racional dos recursos e o avanço da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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