Agro News

Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN

Publicado

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.

No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.

Leia mais:  Brasil acelera importação de fertilizantes e investe em adubos de baixo carbono

Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.

A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Dia das Mães impulsiona vendas de flores no Brasil e responde por 18% do faturamento anual do setor

Publicado

O Dia das Mães segue como a data mais importante para o setor de flores e plantas ornamentais no Brasil, sendo responsável por cerca de 18% de todo o volume anual de vendas, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). Para 2026, a expectativa é de crescimento de aproximadamente 10% nas comercializações em relação ao ano anterior, consolidando o período como o principal motor de consumo da cadeia produtiva.

Mais do que um presente, as flores representam um gesto de forte valor emocional, sendo associadas a sentimentos como amor, gratidão e cuidado. Essa conexão afetiva faz com que o produto se destaque frente a outras opções de presentes, reforçando sua relevância no varejo durante o período.

Valor emocional sustenta demanda e impulsiona o setor

O diretor do Ibraflor, Renato Opitz, destaca que o impacto da data vai além do consumo imediato, refletindo diretamente na organização de toda a cadeia produtiva.

Segundo ele, o Dia das Mães movimenta uma parcela significativa do faturamento anual do setor, sendo essencial para produtores, atacadistas e varejistas. A combinação entre apelo emocional e versatilidade dos arranjos faz com que as flores sejam uma escolha recorrente para homenagens em todo o país.

Leia mais:  Escândalos e dívidas marcam o colapso do Grupo Pupin, o império do "Rei do Algodão"
Planejamento antecipado garante abastecimento

Para atender à forte demanda, toda a cadeia produtiva intensificou o planejamento com meses de antecedência. Grande parte da produção foi reservada ainda nas estufas, estratégia que ajuda a garantir abastecimento contínuo e maior estabilidade de preços durante o pico de consumo.

Em muitos casos, negociações começaram ainda em março, com alguns produtores comercializando até 80% da produção antes mesmo de maio. Parte da produção, no entanto, é mantida como reserva técnica para assegurar o cumprimento de contratos e a qualidade das entregas.

Embalagens e diferenciação ganham protagonismo

Além da produção, o setor também investiu em inovação na apresentação dos produtos. Embalagens diferenciadas têm ganhado destaque como forma de agregar valor e aumentar a atratividade dos arranjos nas floriculturas.

Essa tendência é observada em diferentes espécies e linhas de produtos, incluindo flores de corte e plantas ornamentais. Entre os exemplos estão rosas, lírios, alstroemérias, cravos, gypsophilas e statices, além de plantas como orquídeas, azaleias e tulipas.

Varejo se prepara para pico de demanda

No varejo, floriculturas em todo o país também intensificaram a preparação para o período. Os estabelecimentos reforçaram estoques, ampliaram equipes e estruturaram serviços de entrega para atender ao aumento expressivo da demanda.

Leia mais:  Al Gore visita Pavilhão do Balanço Ético Global na COP30 e cita que o debate ético "é central no combate à mudança do clima"

Entre os produtos mais procurados estão rosas, orquídeas, hortênsias, girassóis, gérberas, antúrios e lírios, além dos tradicionais buquês, que seguem como destaque nas vendas do período.

Setor floricultor consolida força no calendário do agro

Com forte apelo emocional e organização antecipada de toda a cadeia, o Dia das Mães reafirma sua posição como a principal data do calendário da floricultura brasileira.

O desempenho esperado para 2026 reforça a importância do segmento dentro do agronegócio, evidenciando um mercado estruturado, diversificado e altamente sensível ao comportamento do consumidor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana