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Feriado de Carnaval Reduz Ritmo do Mercado de Algodão no Brasil

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Mercado Brasileiro de Algodão Sente Efeito do Carnaval

O feriado de Carnaval desacelerou o ritmo de negócios no mercado doméstico de algodão. De acordo com a Safras Consultoria, algumas empresas permaneceram em recesso até a próxima segunda-feira (23), reduzindo a liquidez nas praças de comercialização.

No mercado spot, o algodão CIF São Paulo foi cotado a R$ 3,52 por libra-peso, registrando queda de 0,28% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 3,53 por libra-peso. Em Rondonópolis (MT), o valor pago pela pluma chegou a R$ 109,21 por arroba (R$ 3,30/libra-peso), representando desvalorização semanal de R$ 0,67/arroba.

Projeções de Safra do Algodão nos Estados Unidos

Durante a abertura do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi divulgada a expectativa de que a área plantada com algodão em 2026/27 alcance 9,4 milhões de acres, acima dos 9,28 milhões de acres registrados em 2025/26.

A produção estimada para a nova safra é de 13,6 milhões de fardos, queda em relação aos 13,9 milhões de fardos da temporada anterior. Já os estoques de passagem devem reduzir de 4,4 milhões para 4,2 milhões de fardos, segundo o USDA.

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Exportações Brasileiras Mantêm Receita Positiva

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o Brasil exportou 149,172 mil toneladas de algodão em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de 14,917 mil toneladas. A receita total com vendas ao exterior alcançou US$ 228,723 milhões, com média diária de US$ 22,872 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume diário exportado caiu 1,1%, mas a receita média diária aumentou 8,6%, refletindo melhores preços médios recebidos pelo algodão brasileiro.

Conclusão

O mercado doméstico de algodão enfrenta menor liquidez devido ao feriado de Carnaval, enquanto projeções internacionais e o desempenho das exportações brasileiras indicam que o setor segue ajustando-se a fatores técnicos e à demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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