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Fertilizantes sob pressão: maior oferta global e cautela dos compradores derrubam preços no mercado

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O mercado de fertilizantes terminou a semana em queda, refletindo um cenário de maior disponibilidade global de nutrientes e uma postura mais cautelosa por parte dos compradores. De acordo com análises da StoneX, o movimento baixista atingiu os principais grupos — nitrogenados, fosfatados e potássicos — ainda que com intensidades diferentes entre eles.

Nitrogenados: oferta global maior amplia pressão sobre cotações

Entre os nitrogenados, o recuo dos preços foi impulsionado pelo aumento da percepção de oferta no mercado internacional. A retomada das exportações do Irã, a flexibilização de preços na China e a normalização gradual da logística no Oriente Médio contribuíram para reforçar esse cenário de maior disponibilidade.

Esse conjunto de fatores intensificou a pressão sobre as cotações globais. No entanto, no mercado brasileiro, já se observa uma leve retomada da demanda, o que pode funcionar como fator de contenção para quedas mais acentuadas no curto prazo.

Fosfatados: compradores aguardam novas referências de preços

No segmento dos fosfatados, o comportamento predominante foi de espera por parte dos compradores, que seguem apostando em possíveis reduções adicionais de preços. Ainda assim, os custos elevados de produção e as limitações na oferta impediram movimentos mais expressivos de queda.

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O mercado permanece em equilíbrio instável, com a cautela da demanda de um lado e fatores de sustentação de preços do outro, o que reduz o espaço para desvalorizações mais fortes no curto prazo.

Potássicos: demanda fraca mantém pressão, mas sem volatilidade

Os fertilizantes potássicos seguiram pressionados pela demanda mais fraca em importantes mercados consumidores, como Brasil e China. Apesar disso, a relação entre oferta e procura manteve certo equilíbrio, evitando oscilações mais intensas nas cotações.

O ambiente de negociação segue marcado por seletividade nas compras e pela expectativa de novas referências de preços no mercado internacional.

Cenário geral segue baixista, mas sem quedas abruptas

No consolidado, a semana foi marcada por viés baixista no mercado de fertilizantes. O aumento da oferta nos nitrogenados, a postura defensiva nos fosfatados e a demanda enfraquecida nos potássicos formaram um conjunto de fatores pressionando as cotações.

Ainda assim, limitações pontuais de oferta e ajustes logísticos continuam atuando como elementos de suporte, impedindo movimentos mais bruscos de queda e mantendo o mercado em um ambiente de volatilidade moderada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos de produção agrícola nos EUA devem atingir novos recordes em 2027 e pressionam rentabilidade do setor

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas dos Estados Unidos deverão alcançar novos patamares históricos na safra de 2027, reforçando a pressão sobre a rentabilidade dos produtores. A projeção é da AMR Business Intelligence, com base nas estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Embora exista expectativa de alguma redução nos preços de combustíveis e fertilizantes nos próximos ciclos, a tendência é que esse alívio seja insuficiente para conter o avanço das despesas totais das propriedades rurais. O aumento dos custos deverá ser impulsionado principalmente por sementes, defensivos agrícolas, manutenção de equipamentos, mão de obra, maquinário e arrendamento de terras.

Arroz, milho, soja e algodão lideram alta dos custos

As estimativas indicam que o arroz continuará entre as culturas com maior custo de produção, alcançando US$ 1.427 por acre, o equivalente a aproximadamente US$ 3.526 por hectare em 2027.

Na sequência aparecem:

  • Amendoim: US$ 1.248 por acre;
  • Algodão: US$ 1.001 por acre;
  • Milho: US$ 952 por acre.

As projeções também mostram que soja, sorgo e trigo deverão registrar os maiores custos de produção da série histórica, refletindo o aumento contínuo das despesas operacionais nas principais cadeias agrícolas norte-americanas.

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Combustíveis e fertilizantes pressionam a safra de 2026

Na safra de 2026, os maiores reajustes continuam concentrados nos gastos com combustíveis, lubrificantes, eletricidade e fertilizantes.

Segundo a análise, as despesas com energia cresceram até 41% na produção de sorgo e mais de 34% nas lavouras de milho, trigo e arroz. Já os custos com fertilizantes avançaram entre 9% e 13%, influenciados pela volatilidade dos mercados de energia e pelos impactos logísticos provocados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar de pequenas reduções observadas nos preços de sementes e defensivos agrícolas, esses recuos não foram suficientes para compensar o aumento registrado nas demais categorias de custos.

Produtores enfrentam dificuldades para investir na produção

O cenário também evidencia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos agricultores norte-americanos. Pesquisa realizada pela American Farm Bureau Federation com mais de 5.700 produtores revelou que cerca de 70% deles não conseguiram adquirir todo o volume de fertilizantes considerado necessário para a safra de 2026.

A limitação no acesso aos insumos essenciais pode comprometer a produtividade das lavouras e ampliar os desafios de rentabilidade em um ambiente de custos elevados e margens cada vez mais estreitas.

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Custos mais que dobraram em duas décadas

A evolução dos custos agrícolas mostra uma escalada consistente desde 2005. De acordo com o levantamento, as despesas de produção mais do que dobraram em diversas culturas ao longo dos últimos 20 anos.

Os maiores aumentos acumulados foram registrados em:

  • Soja: alta de 165%;
  • Milho: aumento de 146%;
  • Trigo: crescimento de 106%;
  • Arroz: avanço de 103%.

Diante desse cenário, cresce a pressão do setor produtivo por medidas de apoio, incluindo a aprovação de uma nova Farm Bill, a manutenção da autorização anual para comercialização da gasolina com etanol E15 e novos programas de assistência aos produtores.

A próxima atualização das estimativas oficiais de custos agrícolas nos Estados Unidos está prevista para novembro e deverá servir como novo indicador para as perspectivas da safra de 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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