Mato Grosso

Festival de Viola de Cocho promove imersão pela cultura tradicional de MT

Publicado

A comunidade do Distrito de Engenho Velho, em Santo Antônio do Leverger, vai conduzir visitantes a uma imersão pelas artes ribeirinhas, com o Festival de Viola de Cocho, que ocorre no próximo domingo (24.8), das 9h às 17, no Centro Comunitário e Salão de Festas da Capela São Benedito. Toda a programação é gratuita.

O evento é uma realização da Cidarta em parceria com a Associação de Moradores e Pequenos Produtores Rurais de Miguel Velho e conta com o patrocínio do Governo do Estado por meio de emenda parlamentar atendida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O diretor da instituição realizadora, Kelson Panosso, destaca que tudo foi pensado em conjunto com os protagonistas do projeto. “Este projeto surge da necessidade e vontade da comunidade, de realizar um encontro que além de valorizar sua cultura, fosse uma plataforma de visibilidade para a produção artística local. E vale ressaltar, o engajamento comunitário foi fortalecido com o grande empenho da liderança ribeirinho, Samuel Moreira”.

Leia mais:  Festival Estudantil Temático de Trânsito começa nesta segunda-feira (12) em Pontes e Lacerda e Campos de Júlio

Ao longo do dia, uma programação intensa promete uma verdadeira aula de cultura popular tradicional e vivência comunitária. Além de valorizar a viola de cocho e o cururu, também abre espaço para outras expressões artísticas ligadas à cultura tradicional, bem como a cardápio repleto de pratos típicos.


A vivência artística inclui uma oficina de confecção de viola de cocho e instrumentalização dessa peça, que é um ícone do patrimônio histórico material e imaterial mato-grossense, com o luthier e mestre da cultura popular, Alcides Ribeiro. O evento tem ainda a participação do professor, pesquisador, músico e mestre na instrução da viola de cocho e na forma de tocar, Habel Dy Anjos.

Fazem também parte da programação exibições de danças, entre as quais o combo de danças populares mato-grossenses apresentado pela Cia Rodinei Barbosa com uma linguagem mais contemporânea.

Mas de outro lado, de forma mais tradicional, o Instituto Cultural Vitória Régia do Pantanal e o Flor Serrana dançam o siriri. Já o grupo Tradição Cuiabana do Coxipó apresenta várias duplas de cururueiros. Haverá ainda apresentações do quarteto musical Jovens Amigos, e de Roberto Lucialdo e banda.

Leia mais:  "Governo trabalha para que Mato Grosso continue sendo uma terra de oportunidades", afirma vice-governador

O evento conta também com apoio cultural da Câmara Municipal e Prefeitura de Santo Antônio de Leverger.

(Com informações da Assessoria)

Serviço:

Festival de Viola de Cocho

Data: domingo (24.8), das 9h às 17h

Local: Na Comunidade do Distrito de Engenho Velho, Santo Antônio de Leverger

Entrada gratuita

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente vai debater emergência climática

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  ProHort revela queda de 10% no preço do repolho e aumento de 20% no valor da couve-flor e brócolis

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana