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Fim do vazio sanitário marca início do plantio de algodão em três regiões de Goiás

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Início da semeadura do algodão em Goiás

O vazio sanitário para o cultivo do algodão chega ao fim em três regiões de Goiás neste mês de novembro, abrindo oficialmente o calendário de semeadura da safra 2025/26. A medida é regulamentada pela Instrução Normativa nº 5/2025, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), e tem o objetivo de fortalecer o controle fitossanitário contra o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga que ameaça a cotonicultura brasileira.

Datas variam conforme a região

As janelas de plantio variam de acordo com as condições climáticas e características de cada região produtiva:

  • Região 3: de 20 de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026;
  • Região 1: de 26 de novembro de 2025 a 10 de fevereiro de 2026;
  • Região 2: de 1º de dezembro de 2025 a 10 de fevereiro de 2026.

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o cumprimento do calendário é obrigatório. “O acompanhamento fitossanitário é realizado em campo para garantir que os produtores sigam as regras. O plantio fora do período determinado pode resultar em sanções e até na destruição da lavoura”, destacou.

Controle do bicudo e importância do calendário

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explicou que o calendário é uma estratégia essencial para reduzir a infestação do bicudo.

“A ideia é que as plantas produzam os botões florais em um período de menor presença da praga. Por isso, dividimos o estado em quatro regiões, considerando o clima e as fases de cultivo”, afirmou.

O controle do bicudo é um dos principais desafios da cotonicultura, e o cumprimento rigoroso das regras do vazio sanitário é considerado fundamental para evitar prejuízos econômicos e manter a competitividade da produção goiana.

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Cadastro obrigatório das lavouras

Além do calendário, a Instrução Normativa também determina o cadastro eletrônico obrigatório das áreas de cultivo no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), disponível no site da Agrodefesa (www.agrodefesa.go.gov.br). O prazo para o registro é de até 30 dias após a semeadura.

Segundo o coordenador do Programa de Algodão da Agrodefesa, Maxwell Carvalho, o cadastro deve ser feito diretamente no sistema, com login e senha individuais.

“O produtor precisa informar área plantada, tipo de cultivo (irrigado ou sequeiro), cultivar utilizada, data do plantio, previsão de colheita e coordenadas geográficas. Após gerar o boleto da taxa e efetuar o pagamento, o cadastro é validado”, detalhou.

Períodos de vazio sanitário e semeadura por região
  • Região 1:
    • Vazio sanitário: 15 de setembro a 25 de novembro de 2025
    • Semeadura autorizada: 26 de novembro de 2025 a 10 de fevereiro de 2026
    • Municípios: Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Goiânia, Rio Verde, Catalão, Itumbiara, Morrinhos, entre outros.
  • Região 2:
    • Vazio sanitário: 20 de setembro a 30 de novembro de 2025
    • Semeadura autorizada: 1º de dezembro de 2025 a 10 de fevereiro de 2026
    • Municípios: Jataí, Mineiros, Chapadão do Céu, Quirinópolis, Serranópolis, Rio Verde, entre outros.
  • Região 3:
    • Vazio sanitário: 10 de setembro a 19 de novembro de 2025
    • Semeadura autorizada: 20 de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026
    • Municípios: Anápolis, Cristalina, Formosa, Luziânia, Planaltina, Posse, Valparaíso de Goiás, entre outros.
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Cumprimento garante produtividade e sustentabilidade

A Agrodefesa reforça que o respeito aos prazos e o cadastramento das lavouras são fundamentais para garantir sustentabilidade e produtividade ao setor. O órgão continuará realizando fiscalizações em campo para assegurar o cumprimento das medidas de defesa vegetal e manter Goiás entre os principais produtores de algodão do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de bioinsumos entra em fase de consolidação e já movimenta até R$ 6 bilhões no agro brasileiro

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O mercado brasileiro de bioinsumos vive uma nova fase de expansão e consolidação dentro do agronegócio. Segundo análise da SIA, o segmento já movimenta entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano no país, consolidando sua presença nas estratégias de manejo agrícola.

Com base em dados de entidades como a CropLife Brasil e a ANPII Bio, a consultoria estima que os bioinsumos já representam aproximadamente 10% do mercado de proteção de cultivos no Brasil, setor avaliado em cerca de R$ 100 bilhões.

Bioinsumos deixam nicho e avançam em larga escala no campo

O crescimento do segmento reforça uma mudança importante no perfil da agricultura brasileira. Antes concentrados em nichos específicos e áreas experimentais, os produtos biológicos passaram a ocupar espaço relevante nos sistemas produtivos em diferentes regiões do país.

O avanço ocorre em paralelo ao aumento do número de registros de produtos, à entrada de novas empresas e à ampliação da presença de grandes grupos do agronegócio no segmento.

Segundo o diretor executivo da SIA, Bruno Quadros, o mercado entrou em uma etapa mais madura de desenvolvimento.

“Os bioinsumos já são uma realidade consolidada em muitas regiões e cadeias produtivas. O que vemos agora é a aceleração da massificação e da profissionalização desse mercado”, afirma.

Adoção cresce com validação prática e ganhos no manejo

De acordo com a análise da SIA, a evolução dos bioinsumos segue o padrão tradicional de adoção tecnológica no agronegócio: o produtor testa, valida os resultados no campo e amplia o uso conforme identifica ganhos agronômicos, econômicos e operacionais.

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A consultoria avalia que o crescimento tende a continuar impulsionado pela busca por produtividade, eficiência de manejo, sustentabilidade e redução da dependência de insumos importados.

“O produtor acompanha os resultados e entende onde a tecnologia se encaixa dentro do sistema produtivo. Quando isso acontece, a adoção ganha escala”, destaca Quadros.

Mercado deve passar por consolidação empresarial

Na avaliação da SIA, o segmento vive um momento semelhante ao observado em outras grandes transformações da agricultura brasileira, em que o crescimento acelerado tende a ser seguido por um processo de consolidação empresarial.

A expectativa é de aumento dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e soluções mais específicas para diferentes realidades produtivas.

“A tendência é termos um mercado mais estruturado, com consolidação entre empresas e produtos cada vez mais adaptados às necessidades regionais”, observa o executivo.

Bioinsumos exigem planejamento e construção biológica do sistema

Apesar da expansão, o uso em larga escala ainda demanda adaptação técnica dentro das propriedades rurais.

Em muitos casos, os produtores incorporam os biológicos ao manejo convencional antes de reduzir gradualmente o uso de defensivos químicos.

Outro ponto importante é a diferença no tempo de resposta entre produtos químicos e biológicos.

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Enquanto inseticidas, fungicidas e herbicidas químicos costumam apresentar efeito mais imediato, os bioinsumos trabalham na construção biológica do ambiente produtivo, com resultados percebidos de forma mais gradual ao longo das safras.

“Os químicos têm ação muito mais imediata. O bioinsumo trabalha como construção de sistema, e os resultados aparecem ao longo do manejo”, explica Quadros.

Sustentabilidade fortalece expansão dos biológicos

A sustentabilidade aparece como um dos principais motores de crescimento do setor.

Segundo a SIA, os bioinsumos passam a integrar um conjunto de tecnologias já consolidadas na agricultura brasileira, como o plantio direto, os sistemas regenerativos e a integração lavoura-pecuária-floresta.

A avaliação é de que os biológicos ampliam a eficiência produtiva e ajudam a reduzir impactos ambientais dentro do sistema agrícola.

Indústria nacional ganha força com soluções adaptadas ao clima tropical

Outro destaque apontado pela consultoria é o avanço das soluções desenvolvidas no próprio Brasil.

O setor vem ampliando o uso de cepas adaptadas às condições tropicais e de matérias-primas nacionais, fortalecendo a indústria brasileira de biológicos e reduzindo a dependência externa.

Para o mercado, a combinação entre inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência de manejo deve manter os bioinsumos entre os segmentos de maior crescimento no agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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