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Floresta + Amazônia: 256 agricultores familiares indígenas de São Gabriel da Cachoeira (AM) são beneficiados por conservar a floresta

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O incentivo à conservação ambiental em São Gabriel da Cachoeira (AM) ganhou reforço com o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Por meio do Projeto Floresta+ Amazônia, o repasse de quase R$ 560 mil vai beneficiar 256 agricultoras e agricultores familiares indígenas da Gleba Uaupés. A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No estado, o projeto conta também com a parceria do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O recurso integra o terceiro lote de PSA do Floresta+ no Amazonas, pago diretamente na conta dos beneficiários pelo Banco da Amazônia (Basa). Na solenidade, realizada no dia 16 de março de 2026, foram entregues simbolicamente certificados e cheques para os prestadores de serviços ambientais, como são chamados as agricultoras e agricultores que conservam a vegetação nativa. 

O evento foi realizado na Câmara Municipal e contou com cerca de beneficiários do projeto, lideranças indígenas e representantes do MMA, PNUD, Ipaam e instituições parceiras. Durante a solenidade, os participantes também foram orientados sobre os pagamentos do projeto e a emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), condição para recebimento da segunda parcela do PSA.

Para a diretora de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, Roberta Cantinho, o PSA é uma ferramenta essencial de reconhecimento das comunidades que protegem os territórios amazônicos. “O Pagamento por Serviços Ambientais representa um avanço nas políticas públicas voltadas aos povos indígenas e comunidades tradicionais, pois reconhece e valoriza o papel fundamental dessas populações na conservação da floresta e na proteção da sociobiodiversidade”, destacou.

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“O Pagamento por Serviços Ambientais reconhece o papel das comunidades que mantêm a floresta em pé. Em São Gabriel da Cachoeira, município com a maior população indígena do país, esse resultado demonstra a participação ativa das comunidades em iniciativas que fortalecem a conservação e valorizam os territórios”, complementou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço.

Segundo o assessor técnico do Projeto Floresta+ Amazônia pelo PNUD, Carlos Casteloni, a iniciativa fortalece mecanismos de incentivo à conservação com impacto direto na vida das comunidades tradicionais. 

“O projeto demonstra que é possível aliar conservação ambiental, geração de renda e fortalecimento das comunidades locais. Ao reconhecer financeiramente quem protege a floresta, o programa contribui para ampliar soluções sustentáveis na região”, disse Casteloni.

Contemplada pelo Floresta+, Maria de Jesus da Silva Miranda, do povo Dessana, vê na iniciativa o reconhecimento do trabalho de conservação em seu território. “É uma satisfação receber esse pagamento pela conservação da terra onde eu também cultivo. É um momento de orgulho estar recebendo essas pessoas que contribuíram com nossas terras, nos incentivando a cada vez preservar a floresta enquanto estamos usufruindo dela, sem atingir aquela floresta que está em pé”, afirmou Miranda.

Membro da Associação Agrícola Teotônio Ferreira (AATF), Basílio Rodrigues Gonçalves, da etnia Kuripaco, ressalta que o projeto contribui com a floresta em pé e espera que tenha continuidade. 

“A gente agradece muito o trabalho da equipe em geral e espero que continue esse projeto Floresta+ na nossa região e também aqueles que ainda não foram contemplados, eu espero que analisem com tranquilidade para que eles possam também entrar nesse projeto. Então é isso aí, a importância da nossa convivência como indígena mantendo a nossa floresta em pé”, concluiu Ferreira.

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No Amazonas, o terceiro lote do Projeto Floresta+ Amazônia soma mais de R$ 4,2 milhões em pagamentos destinados a 857 produtores rurais de 24 municípios. Do total de beneficiários, cerca de 50% são mulheres. Além de São Gabriel da Cachoeira, destacam-se os municípios de Manaus, com 192 beneficiários, e Maués, com 148.

Os 256 beneficiários em São Gabriel da Cachoeira são moradores da Gleba Uaupés, área de terras públicas delimitada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde vivem agricultores familiares de perfil indígena em processo de regularização fundiária. A aprovação no projeto ocorreu após etapas como inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), participação na chamada pública do programa e análise de elegibilidade das propostas.

Sobre o Projeto Floresta+ Amazônia 

É uma iniciativa de cooperação internacional do governo brasileiro, por meio do MMA, em parceria com o PNUD, com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF). Na modalidade Conservação, o projeto incentiva a proteção e a recuperação da floresta, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A iniciativa promove a conservação da vegetação nativa por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) destinados a pequenos produtores, agricultoras e agricultores familiares, proprietários ou possuidores de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que mantêm áreas de floresta preservada. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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