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FMC lança Onsuva® no Brasil: novo fungicida promete revolucionar o controle de doenças em hortifrúti

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A FMC, empresa global de ciências para agricultura, anunciou o lançamento do fungicida Onsuva® no Brasil, trazendo uma solução inovadora para o manejo de doenças fúngicas em hortaliças e frutas. A tecnologia contém a molécula fluindapir, inédita no país para o segmento, e promete aumentar a produtividade e a qualidade das colheitas.

Registro inicial em diversas culturas de hortifrúti

O Onsuva® já é referência no controle de doenças em grandes culturas como soja, milho e algodão, e agora se expande para hortifrúti. Inicialmente, a plataforma contará com registro para:

  • Batata
  • Tomate
  • Cenoura
  • Maçã
  • Cebola e alho
  • Batata-doce
  • Rabanete e beterraba
  • Mandioca

O fungicida atua principalmente contra o complexo de manchas foliares, como Alternaria spp., Cercospora spp. e Antracnose, garantindo maior proteção para folhas e frutos.

Resultados de campo mostram controle superior

Segundo Luís Grandeza, gerente de culturas e portfólio da FMC, os testes de campo demonstraram resultados expressivos:

  • Batata: controle de Alternaria 48% superior às soluções concorrentes
  • Cebola: controle 22% mais eficaz
  • Tomate: controle 8% superior
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“O Onsuva® não apenas protege as folhas e frutos, mas também melhora a produtividade e a qualidade da colheita, permitindo que a planta se desenvolva plenamente”, afirma Grandeza.

Formulação inovadora e manejo sustentável

O Onsuva® combina a carboxamida fluindapir com o triazol difenoconazole, ingrediente altamente seletivo, proporcionando:

  • Ação preventiva e residual prolongado
  • Maior seletividade e menor impacto ambiental
Facilidade de rotação com outros fungicidas, promovendo sustentabilidade no manejo de doenças

Grandeza reforça que a rotação de ativos é fundamental para prevenir resistência e garantir eficácia duradoura das aplicações:

“O Onsuva® é essencial para a gestão equilibrada de doenças, oferecendo longevidade e segurança no manejo de lavouras a longo prazo.”

Previsão de comercialização

O fungicida deve iniciar sua comercialização a partir de setembro de 2025, com expectativa de transformar o manejo de hortifrúti no Brasil, garantindo maior proteção e produtividade para os produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País

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Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária  (Mspa), compiladas pelo DataHub,  núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.

O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.

Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).

A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.

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Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.

O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.

O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.

O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.

Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.

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Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.

Fonte: Pensar Agro

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