Mato Grosso

Forças de segurança de MT retiram 6,2 toneladas de entorpecentes de circulação em um mês

Publicado

As forças de segurança de Mato Grosso apreenderam mais de 6,2 toneladas de entorpecentes em janeiro de 2025, um aumento de 206% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram retiradas de circulação duas toneladas de drogas. Os dados são do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

As apreensões ocorreram em ações isoladas da Polícia Militar, Polícia Civil e Grupo Especial de Fronteira (Gefron), além de operações integradas com forças estaduais, federais e agências de inteligência.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, pontua que as forças de segurança estão empenhadas em retirar os entorpecentes de circulação e descapitalizar as facções criminosas por meio destas apreensões, seguindo a política de Tolerância Zero instituída em Mato Grosso.

“Atribuo esse aumento expressivo ao empenho dos nossos policiais civis e militares, cada um dentro da sua atribuição, que estão trabalhando tanto em ações ostensivas quanto em investigações para retirar os entorpecentes de circulação, prender esses traficantes e descapitalizar as facções criminosas”, ressalta o secretário.

Roveri destaca também os investimentos do Governo do Estado na Segurança Pública. “Hoje temos policiais equipados com armas de ponta, viaturas novas para o uso, treinamento adequado, e muito mais estrutura nas unidades policiais. Essa reestruturação das polícias proporciona melhores condições de trabalho aos servidores e os resultados podemos ver através do grande volume de apreensões”, afirmou.

Grandes apreensões

No último dia 27 de janeiro, policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam 13 sacos com cerca de 600 quilos de cocaína, no município de Campo Novo do Parecis. A carga gerou um prejuízo estimado em R$ 14,2 milhões às facções criminosas.

A equipe da Força Tática recebeu informações de que um avião havia descarregado as drogas e criminosos estavam se deslocando para o local com a intenção de recuperá-las.

Três criminosos foram interceptados tentando recuperar o carregamento em duas caminhonetes. Com a chegada da PM ao local, um homem foi preso em flagrante, enquanto os outros dois suspeitos fugiram por uma região de mata. Eles foram presos dias depois.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros realiza desencarceramento de homem que ficou preso nas ferragens de veículo

No dia 26, uma operação integrada entre quatro unidades das Forças de Segurança aprendeu cerca de 500 quilos de cocaína em uma área rural do distrito de Guariba, município de Colniza. O prejuízo causado às facções criminosas é de R$ 13,2 milhões.

A operação envolveu o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a Polícia Militar, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Federal.
A apreensão ocorreu em área da Amazônia Legal. A droga estava dividida em tabletes que foram armazenados em fardos, em um total de 15, ocultados próximo a uma pista clandestina de pouso.

Em 17 de janeiro, a Polícia Militar, por meio do 6º e 12º Comandos Regionais, e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreenderam cerca de 1 tonelada de substância análoga à cocaína em Pontes e Lacerda. A ação causou prejuízo de mais de R$ 30 milhões as facções criminosas. Dois homens foram presos em flagrante.

Em 15 de janeiro, as forças de segurança apreenderam um caminhão frigorífico com 420 quilos de cocaína na BR-364, na Serra da Petrovina, em Pedra Preta. O condutor do veículo, um homem de 43 anos, identificado pelas iniciais R.A.S., foi preso em flagrante. O prejuízo para as facções criminosas é de R$ 10,8 milhões.

Em Itiquira, no dia 6 de janeiro, a PM apreendeu mais de 1,1 tonelada de substância análoga a maconha em um caminhão carregado com fertilizantes. Um homem, de 27 anos, foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. O condutor do veículo foi questionado sobre a procedência da droga e informou que saiu com o caminhão na cidade de Paranaguá, no Paraná, com destino a Rondonópolis.

O comandante geral da Instituição, coronel Fernando Carneiro Tinoco, enfatizou o empenho da tropa na prestação de serviço à sociedade mato-grossense para que os resultados fossem alcançados.

Leia mais:  Governo de MT lamenta morte de jornalista Lauristela Guimarães em Cuiabá

“Isso evidencia o esforço de todos os membros da Polícia Militar e o comprometimento com essa ação governamental e integrada entre as forças de segurança, que tem como estratégia a tolerância zero às facções criminosas. Tenho certeza de que, nos próximos meses, os resultados continuarão sendo expressivos. Aproveito para agradecer o apoio do Governo do Estado, do secretário de Segurança, César Roveri, e de todos os policiais militares, que estão totalmente dedicados a essa missão de bem servir e proteger a sociedade mato-grossense”.

Uma das ações de apreensão da Polícia Civil ocorreu no dia 5 de janeiro, quando um paiol utilizado para armazenar entorpecentes, que seriam distribuídos para traficantes dos municípios de Tapurah e Itanhangá, foi desarticulado, A ação resultou na apreensão de grande quantidade de maconha, cocaína e de outros materiais relacionados ao tráfico. Um homem, de 22 anos, que estava responsável pelo local, foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

As equipes policiais receberam informações de que uma facção criminosa estava utilizando uma chácara na região da MT-338, no município de Itanhangá, para o armazenamento de drogas.

Com base nas investigações, os policiais passaram a monitorar o local e diante das evidências de atuação ilícita no local, a equipe da Polícia Civil solicitou o apoio da Polícia Militar para realização de abordagem na residência. Pela janela da casa, os policiais avistaram o suspeito próximo a grande quantidade de pinos de cocaína, balança de precisão e uma caixa de papelão.

Em continuidade às buscas no local, os policiais apreenderam uma balança de precisão, uma caixa de papelão com diversos tabletes de entorpecentes e sacos com pinos de cocaína já identificados a qual traficante pertenciam.

Em uma região de mata nas proximidades, os policiais encontraram um tarro grande, enterrado, onde estavam armazenados 29 tabletes de maconha. A localização do recipiente coincidiu com o local que o suspeito era visto pelos policiais agindo de maneira suspeita.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Governo de MT lamenta morte de jornalista Lauristela Guimarães em Cuiabá

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Sesp publica edital para seleção de entidades para o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana