Mato Grosso

Forças policiais do Brasil e do Paraguai resgatam criança filha de vítima de feminicídio

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Uma ação integrada entre as polícias civis de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com apoio dos departamentos de investigação de Pedro Juan Caballero e Canindeyú, localizou nesta quarta-feira (24.6) um homem suspeito de matar a companheira, de 37 anos, em Guarantã do Norte, e fugir com o filho do casal.

Ao ser localizado no Paraguai, o suspeito trocou tiros com equipes da Dirección de Investigación de Hechos Punibles e do Departamento de Investigaciones Regional Canindeyú, foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Localização do corpo

No fim da manhã da terça-feira (23), o homem foi parado pela Polícia Militar do Paraná, acompanhado do filho. Nesse momento, ele ainda não era suspeito do crime, então foi liberado.

A circunstância, no entanto, chegou à atenção da família da mulher que achou a situação suspeita e foi até a residência do casal, onde localizou a vítima morta por um disparo de arma de fogo na cabeça.

No local foi encontrado um cartucho de espingarda, que foi recolhido para análise pericial.

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Investigações

A equipe da Delegacia de Guarantã do Norte iniciou as investigações e identificou o companheiro da vítima como principal suspeito do crime. Segundo a apuração, o casal tinha histórico de conflitos no relacionamento e registros anteriores de violência doméstica.

O suspeito também tinha sido visto deixando Guarantã do Norte no domingo (21), às 23h04, conduzindo uma Toyota Hilux preta em alta velocidade.

Além disso, ele possuía registro de duas armas de fogo em seu nome, uma delas uma espingarda calibre 36, compatível com os vestígios inicialmente encontrados no local do crime, a outra uma pistola, que possivelmente estava em sua posse durante a fuga.

Com técnicas investigativas e informações de inteligência, surgiram indícios de que o investigado havia ingressado no Estado de Mato Grosso do Sul com possível destino ao Paraguai.

Diante disso, a Delegacia de Guarantã do Norte representou pelo mandado de prisão, que foi deferido pela Justiça, e acionou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a Polícia Nacional do Paraguai, dando início a uma cooperação entre as forças de segurança dos dois estados e países.

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Confronto

Nesta quarta-feira (24), as autoridades paraguaias localizaram o veículo utilizado pelo suspeito. Durante a abordagem policial, o indivíduo reagiu à ação dos agentes e morreu em decorrência do confronto.

A criança foi localizada em segurança e passa bem, permanecendo sob os cuidados das autoridades competentes. Familiares estão se deslocando para realizar os procedimentos necessários para sua guarda e acolhimento.

“A rápida elucidação do caso foi resultado da atuação integrada entre as forças de segurança estaduais e internacionais, bem como do emprego de recursos de inteligência e investigação criminal, reafirmando o compromisso institucional com o enfrentamento à violência contra a mulher e a responsabilização dos autores desse tipo de crime”, afirmou a delegada Eliete Gonçalves de Oliveira Veiga.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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