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Fórum em Cuiabá debate alternativas para enfrentar endividamento rural

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Produtores rurais de todo o Estado se reúnem nesta segunda-feira (15.09), em Cuiabá, para discutir um tema que preocupa cada vez mais o campo: o endividamento. O Fórum de Crédito e Endividamento Rural, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), pretende jogar luz sobre as causas da crise financeira no setor e apontar alternativas para quem luta para manter a atividade em pé.

O encontro ocorre em um cenário delicado. Altos custos de produção, preços mais baixos da soja e do milho e crédito mais restrito têm pressionado as contas do agronegócio. Dados recentes mostram aumento na inadimplência e no volume de renegociações de dívidas rurais. Muitos produtores já dependem de prorrogações para evitar execução de contratos, enquanto outros temem perder acesso ao financiamento no próximo ciclo.

A programação do fórum inclui debates sobre renda e faturamento nos últimos anos, aspectos legais para alongamento de dívidas, métodos consensuais de solução de conflitos e estudo de casos reais de produtores que enfrentaram dificuldades. A ideia é oferecer ferramentas práticas, desde ajustes de gestão até caminhos jurídicos, para aliviar a pressão sobre as propriedades.

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Para a Aprosoja, o momento exige união. A entidade lembra que, embora nem todos os produtores estejam endividados hoje, a tendência do atual cenário é de que o problema se espalhe. A proposta do evento é construir coletivamente alternativas para renegociar prazos, melhorar o acesso a crédito e dar fôlego ao campo, sem quebras em larga escala.

O recado é claro: discutir o endividamento não é só resolver a situação de quem já está no vermelho, mas preparar o setor produtivo para enfrentar tempos de margens mais apertadas e crédito caro.

Fonte: Pensar Agro

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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