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Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação é instalada na ALMT

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Com o objetivo de promover melhorias na legislação e em políticas públicas voltadas à tecnologia e inovação, foi instalada nesta quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI) . A iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do estado por meio do diálogo entre o setor público, privado e a sociedade civil.

A frente é coordenada pelo deputado Chico Guarnieri (PRD), autor da proposta, e conta com a participação dos parlamentares Beto Dois a Um (União), Diego Guimarães (Republicanos), Elizeu Nascimento (PL), Fábio Tardin (PSB) e Júlio Campos (União).

Representantes dos setores de indústria, ciência, tecnologia, agronegócio e educação apresentaram informações atualizadas sobre os avanços tecnológicos em Mato Grosso. Os especialistas reforçaram a necessidade de transformar o estado, já líder em produção agrícola, também em referência em tecnologia de ponta.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, destacou investimentos do governo estadual para fomentar a inovação em diversos setores. Entre as ações, está a criação de um núcleo de inovação e empreendedorismo digital em Cuiabá e projetos voltados à conversão de motores a diesel para etanol. “Tudo isso integra um ecossistema de inovação, onde os centros de pesquisa atuam para resolver problemas reais da sociedade”, afirmou.

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Kardec parabenizou o deputado Guarnieri pela iniciativa e destacou a visita do parlamentar ao Parque Tecnológico de Várzea Grande, que será inaugurado em breve e representa, segundo o secretário, uma “virada de chave” para o estado.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Guarnieri, que também preside a Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia, explicou que a FPTI foi criada para debater o papel da tecnologia em diversas áreas e propor melhorias legislativas. “A inovação está presente em setores como segurança, agricultura, comunicação e produção. As mudanças tecnológicas ocorrem de forma rápida e impactam diretamente o cotidiano da população”, afirmou.

Durante o encontro, a professora Ivana Aparecida Ferrer Silva, representante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), destacou a importância da sustentabilidade e da preservação dos biomas locais. Ela defendeu a valorização do patrimônio natural e do conhecimento tradicional das comunidades como base para soluções inovadoras, sustentáveis e alinhadas às necessidades da população. “

A natureza deve ser considerada como uma ‘quinta hélice’ da inovação. A UFMT se compromete a contribuir com seu capital intelectual para promover uma inovação sustentável voltada às necessidades reais da população”, garantiu.

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Lays Batista Fitaroni, representante do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/MT), entidade ligada ao Sistema da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), reforçou o compromisso da indústria com a inovação. “Nosso objetivo é capacitar pessoas e manter os talentos dentro do estado, proporcionando um ambiente atrativo para o desenvolvimento tecnológico”, afirmou.

A representante do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) que também faz parte do Sistema FIEMT, Lays Batista Fitaroni, declarou que o sistema está à disposição da Frente Parlamentar e que o objetivo é capacitar cada vez mais pessoas voltadas para a inovação e manter os talentos dentro do Estado. “Nosso objetivo é capacitar pessoas e manter os talentos dentro do estado, proporcionando um ambiente atrativo para o desenvolvimento tecnológico”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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