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Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada por acionistas e dá origem à MBRF, gigante global de alimentos

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Aprovação da fusão nas Assembleias Gerais

Em Assembleias Gerais Extraordinárias realizadas nesta terça-feira (6), os acionistas da Marfrig e da BRF aprovaram a fusão que cria oficialmente a MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo. A nova empresa terá receita anual combinada de R$ 152 bilhões e cerca de 38% do portfólio composto por produtos de valor agregado.

A aprovação foi amplamente favorável em ambas as companhias. Na BRF, 78,39% dos acionistas votaram a favor da operação, resultado antecipado pelo boletim de voto à distância divulgado no fim de semana anterior. Já na Marfrig, o apoio foi ainda maior, com 86,71% dos votos favoráveis à fusão.

Confiança no processo e próximos passos

A validação por parte da maioria dos acionistas minoritários reforça a confiança no processo, que seguiu os protocolos legais e regulatórios, respeitando as melhores práticas de governança corporativa.

Com a aprovação nas assembleias, inicia-se agora um período de 30 dias para que os acionistas exerçam o Direito de Recesso, válido para ambas as companhias. A conclusão da fusão ainda depende da aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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MBRF: uma potência global no setor de alimentos

A MBRF nasce como uma das maiores empresas de alimentos do planeta, com presença em 117 países e um portfólio diversificado que inclui carne bovina, suína e de aves, além de industrializados, pratos prontos e pet food.

Entre as marcas do novo conglomerado estão nomes consagrados como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi. Ao todo, a empresa conta com 130 mil colaboradores e produz cerca de 8 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 424 mil clientes em todo o mundo.

Compromisso com sustentabilidade

Reconhecida por suas práticas sustentáveis, a MBRF já nasce com iniciativas consolidadas voltadas à preservação ambiental e à gestão eficiente de recursos naturais, reafirmando seu papel como referência global em responsabilidade corporativa e inovação no setor alimentício.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026

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O mercado brasileiro de fertilizantes segue operando em ritmo lento em 2026. Mesmo com a expressiva queda nos preços da ureia nos últimos meses, os produtores rurais continuam adotando uma postura conservadora nas compras, refletindo a preocupação com a rentabilidade das lavouras e as incertezas do cenário internacional.

De acordo com análise da StoneX, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes totalizaram 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

O comportamento mais cauteloso dos compradores não é exclusivo do Brasil. Segundo a consultoria, a demanda global por fertilizantes perdeu força após a escalada dos preços provocada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos dos insumos e deterioraram as relações de troca para os agricultores.

Queda da ureia não foi suficiente para estimular demanda

Apesar da forte correção nos preços internacionais da ureia, o mercado brasileiro ainda não apresentou reação significativa nas compras.

Desde o pico alcançado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam retração de aproximadamente 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada. Mesmo assim, os compradores permanecem seletivos e aguardam melhores oportunidades para avançar na formação de estoques.

Segundo a StoneX, a redução dos preços ainda não foi capaz de compensar totalmente o impacto dos custos elevados enfrentados pelos produtores ao longo dos últimos meses.

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A cautela reflete a preocupação com a rentabilidade das próximas safras, especialmente diante das oscilações dos preços agrícolas e dos custos de produção ainda elevados.

Mercado global também opera com demanda enfraquecida

A desaceleração nas compras de fertilizantes é observada em diversos mercados ao redor do mundo.

O aumento das tensões geopolíticas e os impactos sobre as cadeias globais de fornecimento contribuíram para elevar os preços dos insumos agrícolas no primeiro semestre. Como consequência, agricultores e distribuidores passaram a adotar estratégias mais defensivas, priorizando aquisições pontuais e reduzindo a exposição a novos aumentos de custos.

Esse comportamento tem limitado a recuperação da demanda, mesmo diante da recente acomodação dos preços internacionais.

Sulfato de amônio e TSP ganham espaço nas importações

Enquanto os fertilizantes nitrogenados enfrentam menor procura, outros produtos vêm registrando crescimento nas importações brasileiras.

Os volumes de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os níveis observados no ano passado, indicando uma busca por alternativas mais competitivas diante das restrições de oferta e dos custos elevados no mercado global.

Os dados apontam que:

  • As importações de sulfato de amônio avançaram mais de 15% em relação a 2025;
  • As compras de TSP registraram crescimento de 47% no mesmo período.

O movimento demonstra que distribuidores e produtores têm ajustado suas estratégias de aquisição para reduzir custos e garantir o abastecimento dos nutrientes necessários às próximas safras.

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Segundo semestre pode trazer retomada das compras

Apesar da lentidão observada no primeiro semestre, a expectativa da StoneX é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem ritmo nos próximos meses.

Historicamente, as compras desses produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a necessidade de recomposição de estoques e o planejamento das próximas etapas da produção agrícola.

A demanda tende a crescer gradualmente durante o segundo semestre, impulsionada pela preparação das áreas para a safrinha e pelo avanço das negociações para a temporada 2026/27.

Cenário exige atenção dos produtores

O mercado de fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de custo para a agricultura brasileira. Embora a recente queda da ureia represente um alívio parcial, os produtores continuam monitorando atentamente o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das tensões geopolíticas que afetam a oferta global de insumos.

Com a proximidade do período de maior demanda, o setor acompanha os movimentos do mercado em busca de oportunidades para garantir abastecimento e preservar a competitividade das próximas safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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