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“Garimpo ilegal responde pela maior parte do uso do mercúrio no Brasil”, afirma secretário do MMA

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O lançamento do relatório “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” representa um marco na integração entre políticas públicas ambientais, de segurança e de saúde no país. A afirmação partiu do secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Adalberto Maluf, durante o evento de lançamento do estudo, realizado na última quinta-feira (30/10), na sede da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), em Brasília. O estudo é resultado de cooperação entre a ABIN, o MMA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

“Esse estudo mostra como o mercúrio chega ao Brasil, uma vez que o país não tem mais produção nem importação oficial de mercúrio. O garimpo ilegal responde pela maior parte do uso do mercúrio no Brasil”, destacou o secretário. Maluf acrescentou que, por isso, é fundamental o combate às atividades criminosas de contrabando do metal, pois confirma que a cadeia de suprimentos do garimpo é ilícita.

A urgência de ação pública é justificada por dados apresentados no documento. Populações indígenas e ribeirinhas estão entre as mais afetadas pela contaminação, com níveis de exposição alarmantes.

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“A maioria das mulheres grávidas no território Munduruku [no Pará] apresenta contaminação de mercúrio cinco vezes maior que o permitido e as crianças nascem com contaminação de mercúrio três vezes maior que o permitido. Além disso, 16% dos bebês Munduruku nascem com problemas neurológicos devido à contaminação por mercúrio”, ressaltou o secretário.

O relatório

O estudo – que está disponível aqui – traça um panorama inédito sobre as rotas de contrabando de mercúrio na América do Sul e o seu impacto direto na mineração de ouro ilegal em terras indígenas e outras áreas protegidas na Amazônia.

A publicação resulta de um acordo de cooperação técnica e detalha como o mercúrio contrabandeado – com fluxos destacados da Bolívia e da Guiana – abastece o garimpo ilegal.

O relatório constata que o Brasil é um dos principais destinos do mercúrio contrabandeado na América do Sul e enfatiza a necessidade de ações coordenadas entre países amazônicos para conter o fluxo ilícito. O estudo revela a complexidade das cadeias ilícitas que operam na Amazônia, evidenciando sua articulação com redes criminosas transnacionais.

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Convenção de Minamata

O lançamento do relatório ocorre às vésperas da sexta reunião da Conferência das Partes (COP-6) da Convenção de Minamata, que é um acordo internacional criado para proteger a saúde e o meio ambiente e evitar a propagação dos danos causados pelo mercúrio. A COP-6 de Minamata será realizada de 3 a 7 de novembro de 2025, em Genebra (Suíça).

O MMA é o ponto focal técnico da Convenção de Minamata no Brasil. A equipe do ministério coordena ações nacionais para sua implementação por meio do Grupo de Trabalho Permanente da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio na Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq), que define estratégias conjuntas para a eliminação progressiva do metal no país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Comitê de Compensação Ambiental Federal alcança R$3,9 bilhões destinados a unidades de conservação

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O Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) aprovou a destinação de mais R$ 73,9 milhões para ações de fortalecimento de unidades de conservação em diferentes regiões do país. Com a deliberação, o total de recursos destinados pelo colegiado desde o início de suas atividades, em 2011, alcança R$ 3,9 bilhões. Entre 2023 e 2026, mais de R$ 1,3 bilhão já foi direcionado para iniciativas de regularização fundiária, proteção ambiental, monitoramento, elaboração de planos de manejo e fortalecimento da gestão de áreas protegidas. 

A deliberação ocorreu durante a 101ª Reunião Ordinária do Comitê, realizada no dia 13 de maio, em Brasília. O colegiado é composto por representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pela análise e deliberação sobre a aplicação dos recursos da compensação ambiental federal. 

Os valores de compensação ambiental aprovados na reunião do colegiado contemplam unidades de conservação federais, estaduais e municipais localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Amazonas, alcançando dezenas de municípios e territórios estratégicos para a conservação da biodiversidade. 

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Entre as iniciativas contempladas estão ações voltadas à proteção de áreas marinhas, parques nacionais, reservas biológicas, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas. Os recursos poderão ser aplicados na aquisição de equipamentos, elaboração e revisão de planos de manejo, apoio à fiscalização, monitoramento ambiental, recuperação de áreas degradadas e melhoria da infraestrutura de gestão das unidades de conservação. 

Sobre a compensação ambiental 

A compensação ambiental é um instrumento previsto na Lei n° 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), aplicado a empreendimentos de significativo impacto ambiental, com fundamento em estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima). 

Os recursos são destinados à criação, implementação e fortalecimento de unidades de conservação, apoiando ações como regularização fundiária, proteção territorial, monitoramento ambiental, pesquisa, manejo e conservação da biodiversidade. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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