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Gasolina cai 0,31% no início de agosto após nova mistura com etanol entrar em vigor

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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros registrou queda de 0,31% na primeira quinzena de agosto em comparação ao mesmo período de julho, chegando a R$ 6,34. A redução aconteceu no mesmo período em que entrou em vigor a nova composição do combustível, com 30% de etanol anidro misturado à gasolina.

Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora o comportamento de preços em 21 mil postos credenciados em todo o país.

Etanol também registra recuo nos preços

O etanol acompanhou a tendência de queda, chegando ao preço médio de R$ 4,35, o que representa redução de 0,46% em relação à primeira quinzena de julho.

Segundo Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a nova proporção de etanol anidro na gasolina ajudou a puxar os preços para baixo:

“Com mais etanol na mistura, o preço final da gasolina passa a ser mais influenciado pelo valor desse biocombustível, que atualmente está em patamar mais baixo, reduzindo o custo ao consumidor”, explicou.

Gasolina mais barata no Sudeste e mais cara no Norte

Todas as regiões do país registraram leve redução no preço médio da gasolina. O Centro-Oeste apresentou a maior queda, de 0,62%, chegando a R$ 6,43. O Sudeste segue como a região com gasolina mais barata, a R$ 6,19 (-0,32%), enquanto o Norte teve o preço mais alto, de R$ 6,84 (-0,15%).

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No etanol, o destaque foi a região Sul, que registrou o maior recuo, de 0,66% (R$ 4,55). Já o Centro-Oeste foi a única região com aumento no biocombustível, de 0,23% (R$ 4,37). O menor preço médio foi do Sudeste, de R$ 4,22, e o maior, do Norte, a R$ 5,20.

Acre tem a gasolina mais cara; Rio de Janeiro registra menor valor

Entre os estados, o Distrito Federal apresentou a maior redução no preço da gasolina, de 3,11%, chegando a R$ 6,55. A maior alta foi no Espírito Santo, de 0,32%, com preço médio de R$ 6,36.

O valor mais baixo do país foi registrado no Rio de Janeiro, com gasolina a R$ 6,12 (-0,33%), enquanto o Acre apresentou o preço mais alto: R$ 7,49, após alta de 0,27%.

São Paulo tem etanol mais barato; Amazonas lidera com maior preço

No caso do etanol, o Mato Grosso registrou a maior alta do país, de 1,42% (R$ 4,28). Já o Distrito Federal apresentou a maior queda, de 4,22%, com preço médio de R$ 4,77.

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O etanol mais caro foi o do Amazonas, a R$ 5,44, mesmo após queda de 0,73%. Já o mais barato segue em São Paulo, com preço médio de R$ 4,09, estável em relação ao mês anterior.

Etanol é mais vantajoso em 10 estados

De acordo com Mascarenhas, em 10 estados brasileiros o etanol já é a opção mais econômica em relação à gasolina, com destaque para motoristas do Centro-Oeste. Além do custo, o biocombustível traz benefícios ambientais, como a redução da emissão de poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem até 28 milhões de hectares prontos para conversão produtiva sem desmatamento

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O Brasil reúne cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial imediato para conversão em áreas agrícolas, volume que pode elevar em até 52% a produção nacional de grãos sem necessidade de abertura de novas áreas. A estimativa consta em análise do Itaú BBA e reforça o país como uma das principais fronteiras globais de expansão sustentável.

Para dimensionar o tamanho dessa área, os 28 milhões de hectares equivalem a aproximadamente 3% do território brasileiro — que soma cerca de 851 milhões de hectares — e a quase um terço de toda a área hoje cultivada com grãos no país, que gira em torno de 80 a 90 milhões de hectares.

Esse potencial está distribuído principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e partes do Sudeste e Nordeste, onde a pecuária extensiva ocupa grandes áreas. Estados como Mato Grosso, Pará, Goiás, Minas Gerais e Tocantins concentram parte relevante dessas pastagens com algum nível de degradação.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária indicam que cerca de 57% das pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, sendo uma parcela significativa passível de recuperação com tecnologias já disponíveis, como correção de solo, manejo intensivo e integração lavoura-pecuária.

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Do ponto de vista econômico, o aproveitamento dessas áreas pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária, além de ampliar a produção sem pressionar novas fronteiras ambientais — um ponto cada vez mais relevante diante das exigências de mercado.

O principal entrave, no entanto, é financeiro. Segundo a Climate Policy Initiative Brasil, organização que estuda o fluxo de recursos para agricultura e uso da terra, menos de 2% dos recursos de financiamento climático no país são direcionados ao uso da terra, o que limita a escala de recuperação dessas áreas.

A transformação dessas pastagens exigiria investimentos entre R$ 188 bilhões e R$ 482 bilhões, dependendo do nível de degradação e da infraestrutura necessária. Ainda assim, o volume de crédito disponível segue distante da demanda. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que, dentro do Plano ABC+, apenas R$ 3,5 bilhões foram destinados à recuperação de áreas em 2022.

Para o produtor rural, o movimento representa uma oportunidade concreta de expansão produtiva sem aquisição de novas terras. A recuperação de áreas degradadas permite aumento de produtividade, diversificação da atividade e valorização do patrimônio, além de alinhar a produção às exigências ambientais do mercado.

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Na prática, a conversão dessas áreas tende a ganhar força à medida que surgem novos instrumentos financeiros, como CRA verde, CPR verde e modelos de investimento voltados à agricultura regenerativa. O avanço dessa agenda pode redefinir a expansão do agro brasileiro, com crescimento baseado em eficiência e recuperação, e não em abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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