Agro News

Gestão integrada de paisagens na Amazônia é destaque em evento do MMA na COP30

Publicado

Quando florestas, rios, territórios e políticas públicas avançam na mesma direção, a paisagem muda, e o clima também. Com essa visão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, na última terça-feira (18/11), durante a COP30, em Belém (PA), de um painel sobre os resultados do projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil).  
 
Realizado no Museu Paraense Emílio Goeldi, o evento reuniu representantes dos governos federal e estadual, da sociedade civil e de comunidades amazônicas para discutir como a gestão integrada da paisagem tem acelerado resultados climáticos, fortalecido a sociobioeconomia e ampliado a resiliência dos territórios amazônicos. 

Coordenado pelo MMA, a iniciativa é realizada nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. Representando a Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) da pasta, Carlos Eduardo Marinelli destacou que integrar ações de clima, biodiversidade e restauração exige continuidade e visão estratégica. “Para você integrar questões de clima e biodiversidade, não se faz isso de hoje para amanhã e o resultado também não é de curto prazo. Então é necessário você trabalhar isso de uma maneira integrada. E você só faz isso se você tiver um projeto, um programa ou uma política de maior prazo de duração. O projeto ASL Brasil tem permitido isso.” 

Em sua fala, o coordenador de Monitoramento e Regularização Ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM/RO), Geovani Marx, trouxe os impactos do ASL no estado, especialmente entre pequenos produtores rurais. “Hoje, falar que a Emater tem servidores efetivos dedicados exclusivamente para apoiar os pequenos produtores na recuperação de áreas degradadas, apoiados pelo projeto ASL, é algo extremamente importante.”  

Leia mais:  Brasil avança pouco em rastreabilidade e enfrenta pressão externa

Segundo ele, o apoio permitiu acelerar análises e ampliar a presença das equipes em campo para a elaboração de Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas.  “Nós conseguimos nesses últimos 2 anos, através do projeto, realizar mais de 16 mutirões integrados de regularização ambiental, com mais de 3 mil produtores atendidos, e aprovação de 2,3 mil cadastros, que representa 62% do total de CAR [Cadastro Ambiental Rural] aprovados no período em todo o Estado.”  

Restauração e governança: inclusão como chave da permanência 

A diretora de Soluções para o Clima da Conservação Internacional, Laura Lamonica, enfatizou que ações de restauração só ganham escala e permanência quando associadas ao fortalecimento institucional e à inclusão social. 
“Restauração em áreas protegidas é o que a gente tem assim de estratégia fundamental para gerar permanência, gerar conectividade e gerar impacto climático, gerar escala. Os viveiros apoiados pelo projeto têm capacidade de produção de mais de 900 mil mudas ao ano. A ciência tem mostrado que restauração só vai ser efetiva e só vai ser duradoura se ela for inclusiva.” 

Segundo Laura, mais de 55 mil CARs foram analisados com apoio do projeto nos quatro estados em que atua (AC, AM, PA e RO), formando um pipeline consistente para a regularização e recuperação ambiental.  

Vozes dos territórios: governança comunitária no Médio Juruá 

A governança territorial também foi destacada como pilar essencial para a sustentabilidade das ações. O presidente da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) e representante do Fórum do Território do Médio Juruá, Ecivaldo Ferreira, relatou como a criação do fórum territorial transformou a capacidade de organização comunitária. “Nós éramos muito inexperientes na época. Nos organizar num fórum permitiu que a gente pudesse ter mais credibilidade e força política para debater aquilo que a gente não consegue debater sozinho.” Ele lembrou que o processo foi desafiador. “Desse esforço que a gente sequer acreditava que as coisas iriam funcionar da forma que está, trouxe um aprendizado muito grande e está deixando um legado,” ressaltou. 

Leia mais:  Mercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez

Resultados integrados na escala da paisagem 

No encerramento, o coordenador técnico do ASL Brasil, Henrique Santiago, reforçou que os resultados alcançados refletem a combinação entre restauração, fortalecimento institucional e governança territorial. “Estamos falando aqui de 9,64 milhões de hectares com fóruns coletivos territoriais fortalecidos e mais de 15 milhões de hectares com manejo integrado de recursos naturais na escala da paisagem,” concluiu. 

Para ampliar a divulgação de experiências como essa, o projeto lançou a série de cadernos temáticos “Tecendo Paisagens Sustentáveis”, cujo Volume 1 — Regularização ambiental e políticas de recuperação da vegetação amazônica — está disponível no portal do MMA. 

Sobre o ASL Brasil 

Com coordenação do MMA, por meio da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, o projeto conta como agências executoras a Conservação Internacional (CI-Brasil), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Fundação Getulio Vargas (FGV Europe).  

O ASL Brasil integra o Programa Regional ASL, implementado pelo Banco Mundial e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), para fortalecer a gestão integrada da paisagem na Amazônia. 

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MMA realizará 8 mil castrações e microchipagens gratuitas no DF em junho e julho, com início na Semana do Meio Ambiente

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizará ações gratuitas de castração, microchipagem e vacinação de cães e gatos no Distrito Federal, nos próximos dois meses, para marcar o Junho Verde e o Julho Dourado, meses dedicados, respectivamente, à conscientização ambiental e à promoção da saúde dos animais domésticos e em situação de rua e à prevenção de zoonoses. As ações se iniciam na Semana Nacional do Meio Ambiente, que ocorre na Biblioteca Nacional de Brasília de 8 a 11 de junho. O evento contará com programação diversa sobre a agenda ambiental. 

A expectativa é realizar, ao longo dos dois meses, cerca de 8 mil castrações e microchipagens gratuitas em junho e julho. Serão disponibilizadas 250 vagas por dia, sendo 175 para cães e 75 para gatos, machos e fêmeas, com prioridade para tutores de baixa renda inscritos no CadÚnico. Cada CPF poderá agendar uma castração e uma microchipagem.

As castrações serão realizadas em uma carreta equipada com estrutura moderna para procedimentos minimamente invasivos, incluindo anestesia inalatória, bisturi eletrônico e seis mesas cirúrgicas.

Leia mais:  China amplia liderança no comércio com o Brasil em 2025, impulsionada por agro e petróleo

Clique aqui para fazer o agendamento.

As inscrições serão abertas semanalmente, às quintas-feiras, a partir de 4 de junho. Tanto para os agendamentos de castração, quanto para os de microchipagem, será obrigatório o registro prévio do animal no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). Saiba como cadastrar os animais no link.  

Instruções para participar da campanha na Semana Nacional do Meio Ambiente 

•⁠  ⁠8 de junho — microchipagem e vacinação a partir das 14h
•⁠  ⁠9 a 11 de junho — castrações, microchipagem e vacinação

Para castração:

•⁠  ⁠Cães deverão chegar às 7h30;
•⁠  ⁠Gatos serão atendidos a partir das 12h;
•⁠  ⁠Jejum obrigatório de 8 a 12 horas sem alimento; de 2 a 4 horas sem água.

Para microchipagem e vacinação:

•⁠  ⁠Não é necessário jejum;
•⁠  ⁠Atendimento a partir das 9h

Cães de grande porte deverão utilizar focinheira. Gatos deverão estar em caixas de transporte adequadas.

Cronograma da Carreta de Castração

•⁠  ⁠9 a 11 de junho — Biblioteca Nacional
•⁠  ⁠17 a 21 de junho — Ceilândia
•⁠  ⁠24 a 28 de junho — Planaltina
•⁠  ⁠1º a 5 de julho — Gama
•⁠  ⁠8 a 12 de julho — Estrutural
•⁠  ⁠15 a 19 de julho — Sol Nascente
•⁠  ⁠22 a 26 de julho — Sobradinho

Leia mais:  Colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança para 96,41% e se aproxima da reta final

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana