Agro News

Mercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez

Publicado

O mercado brasileiro de trigo registrou mais uma semana de baixa movimentação nos negócios, mantendo um ritmo lento nas negociações. Apesar disso, os preços seguem firmes, sustentados principalmente pela oferta restrita no mercado físico e pela postura cautelosa dos produtores.

O cenário reflete o período de transição entre safras, com o foco ainda concentrado na colheita de verão, especialmente da soja, o que limita a liquidez no mercado.

Oferta limitada sustenta preços no mercado interno

De acordo com análise da Safras & Mercado, o mercado segue travado do lado da oferta, com baixa disponibilidade de trigo no mercado spot.

A postura retraída dos produtores, que evitam negociar volumes neste momento, contribui para manter as cotações em patamares elevados, mesmo diante da fraca movimentação.

Paraná mantém preços firmes com negócios pontuais acima de R$ 1.400

No Paraná, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana. As indicações giraram em torno de R$ 1.350 por tonelada CIF, podendo alcançar R$ 1.380 para trigo de melhor qualidade.

Em negócios pontuais, especialmente na região norte do estado, as cotações chegaram a superar R$ 1.400 por tonelada.

No mercado FOB de Ponta Grossa, os preços variaram entre R$ 1.300 e R$ 1.320 por tonelada. Mesmo com a baixa liquidez, os valores seguem sustentados pela escassez de produto.

Leia mais:  Alta na oferta de mandioca freia avanço dos preços, aponta Cepea
Rio Grande do Sul tem mercado lento, mas com sinais de valorização

No Rio Grande do Sul, o mercado apresentou pouca movimentação durante boa parte da semana, refletindo o direcionamento dos produtores para a colheita da soja.

As indicações iniciais ficaram próximas de R$ 1.200 por tonelada FOB no interior. No entanto, ao longo da semana, começaram a surgir sinais mais consistentes de valorização.

Na segunda metade do período, negócios foram registrados entre R$ 1.260 e R$ 1.280 por tonelada FOB, com pedidas chegando a até R$ 1.350 em algumas regiões.

Colheita da soja reduz oferta disponível de trigo

A comercialização do trigo também foi impactada pelo avanço da colheita da soja. Produtores que precisavam liberar espaço para armazenagem da oleaginosa já realizaram vendas entre fevereiro e março.

Com isso, a oferta disponível no curto prazo se tornou ainda mais limitada, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado interno.

Alta do diesel eleva fretes e reduz atuação dos compradores

Outro fator relevante no período foi o aumento dos custos logísticos. A elevação dos preços do diesel encareceu o frete, movimento típico desta época do ano, mas intensificado recentemente.

Leia mais:  Bio Brazil Fair 2026 celebra 20 anos como maior vitrine de orgânicos e sustentabilidade da América Latina

Esse cenário acaba reduzindo a atuação dos compradores, que enfrentam maior custo para aquisição e transporte do produto, impactando o ritmo das negociações.

Dependência de importações ainda é elevada

No cenário externo, o Brasil segue dependente das importações para abastecimento do mercado interno, apesar de uma leve melhora na balança comercial.

No acumulado do ano comercial 2025/26 até março, o país importou 4,19 milhões de toneladas de trigo, volume 13% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Mesmo com a redução, a dependência do mercado externo ainda é considerada elevada.

Perspectiva é de leve alta nos preços no curto prazo

A expectativa para o mercado é de recuperação gradual dos preços, ainda que limitada pela paridade de importação.

As projeções indicam potencial de valorização de até 5% no Paraná e até 11% no Rio Grande do Sul, diante da combinação entre oferta restrita e demanda presente no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Dia dos Namorados impulsiona floricultura no Brasil: criatividade em buquês deve elevar vendas em até 8%

Publicado

A criatividade na montagem de buquês e arranjos florais deve ser o principal motor de crescimento da floricultura brasileira para o Dia dos Namorados. A data, considerada a segunda mais importante do calendário do setor, representa cerca de 10% do volume anual de vendas e deve registrar aumento estimado de aproximadamente 8% em relação a 2025, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

O avanço nas vendas é impulsionado pela busca dos consumidores por presentes mais personalizados, experiências afetivas e combinações florais diferenciadas, que vão além dos arranjos tradicionais.

Personalização e arte floral elevam valor agregado dos produtos

De acordo com o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, as flores de corte seguem como protagonistas da data, especialmente por permitirem maior liberdade criativa na composição de arranjos. No entanto, as flores em vasos também vêm ganhando espaço, com destaque para espécies de forte apelo simbólico e visual.

Entre elas estão as orquídeas, antúrios — conhecidos pelo formato que remete ao coração — além de violetas, lírios da paz, kalanchoes e mini roseiras, todas associadas a sentimentos de afeto, cuidado e durabilidade.

“As flores possuem forte apelo emocional e permitem inúmeras composições criativas. O consumidor busca cada vez mais exclusividade e identidade nos presentes, e isso impulsiona o mercado de buquês personalizados e arranjos diferenciados”, destaca Opitz.

Leia mais:  Bio Brazil Fair 2026 celebra 20 anos como maior vitrine de orgânicos e sustentabilidade da América Latina
Rosas continuam líderes, mas arranjos mistos ganham força

Entre as flores de corte mais procuradas para o Dia dos Namorados permanecem as tradicionais rosas vermelhas, símbolo clássico da paixão. Também se destacam lisianthus, alstroemérias, lírios, tulipas, gérberas, girassóis e orquídeas de corte.

A tendência do mercado, no entanto, aponta para composições mais elaboradas e sofisticadas. Ganham espaço os buquês que combinam rosas com lisianthus e alstroemérias, além de arranjos com girassóis e flores do campo, que transmitem leveza e descontração.

Outra tendência crescente são os buquês em tons pastel, com mistura de flores brancas, rosadas e lilases, reforçando uma estética mais delicada e contemporânea.

Criatividade e antecipação impulsionam vendas no varejo

No varejo, floriculturas têm apostado em estratégias de antecipação e personalização para atender à alta demanda da data. Em Curitiba (PR), a floricultura Agapanthus estruturou um catálogo exclusivo de produtos e incentiva pedidos antecipados como forma de garantir disponibilidade e organização da produção.

Segundo a responsável pela floricultura, Márcia Carazzai, o diferencial está na construção artesanal dos arranjos, desenvolvidos conforme o perfil de cada cliente.

“Preferimos trabalhar com composições exclusivas, criando buquês de acordo com o perfil de cada cliente. Utilizamos técnicas da arte floral para transformar flores em peças com identidade própria”, afirma.

Leia mais:  Digitalização se torna caminho essencial para o seguro agrícola no Brasil
Demanda pode crescer até 300% na semana da data

A estratégia de antecipação também contribui para a gestão operacional da floricultura, que registra aproximadamente 75% das vendas no atendimento presencial e o restante por encomendas online, com entregas em um raio de até 40 quilômetros.

Na semana do Dia dos Namorados, a Agapanthus projeta crescimento médio de cerca de 300% nas vendas em comparação a períodos regulares. Para atender ao aumento da demanda, a equipe é reforçada em aproximadamente 40%, especialmente nas áreas de produção, logística e entregas.

A expectativa da empresa é de crescimento próximo de 7% nas vendas em relação ao ano anterior.

Setor reforça tendência de experiências personalizadas

O movimento reforça uma tendência já consolidada na floricultura brasileira: o consumo orientado à experiência. Mais do que um presente, os arranjos florais passam a representar identidade, emoção e exclusividade.

Com isso, o setor aposta na combinação entre criatividade, personalização e planejamento logístico para atender à crescente demanda e fortalecer o desempenho em uma das datas mais relevantes do calendário comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana