Agro News

Maragogipe lança Maragogipe Prime para elevar qualidade de carne do Nelore Ceip

Publicado

Maragogipe inicia projeto inovador no Nelore Ceip

A Agropecuária Maragogipe, de Itaquiraí (MS), lançou em janeiro de 2026 o Maragogipe Prime, um programa voltado para padronização de carcaças premium no Nelore Ceip.

O projeto introduz a avaliação por ultrassonografia para identificar matrizes e reprodutores superiores, tradicionalmente aplicada apenas a exemplares PO, mas agora adaptada à raça Nelore Ceip, segundo o pecuarista e diretor da Maragogipe, Wilson Brochmann.

O programa é gerenciado pela DGT Brasil e coleta dados sobre:

  • Área de Olho de Lombo (AOL)
  • Espessura de Gordura Subcutânea (EGS)
  • Marmoreio
  • Ratio do contrafilé

Todos são características de alta herdabilidade, essenciais para seleção genética e produção de carne de qualidade. As DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) do Maragogipe Prime são geradas pelo software BIA, o mesmo utilizado nos Estados Unidos para análise de carcaças.

Avaliação genética e ultrassonografia avançada

O trabalho está sob responsabilidade da diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, que iniciou as análises em novembro de 2025 com 578 novilhas da safra 2024. Em janeiro, os touros CEIP começaram a ser avaliados.

Leia mais:  Ministro garante continuidade de políticas para combater a mudança do clima no Brasil

“Nosso objetivo vai além de produzir carne de qualidade: buscamos identificar touros superiores capazes de corrigir características da raça, oferecendo descendentes Nelore Ceip com carcaças superiores ao mercado”, explicou Liliane Suguisawa, zootecnista formada pela Unesp de Botucatu (SP).

Com 20 anos de experiência em ecografia de carcaça, Liliane destaca que o método permite predizer índices em animais vivos, facilitando a seleção de cruzamentos estratégicos. O foco está em fertilidade, precocidade e marmoreio, características valorizadas no mercado premium.

Marmoreio elevado e novas perspectivas para a raça

O estudo interno identificou que os rebanhos da Maragogipe já apresentam marmoreio médio de 3%, superior à média brasileira de 1,5%. O programa pretende elevar esse índice para 4–4,5%, oferecendo Nelore Ceip com padrões de carne premium em pouco tempo.

Segundo Liliane, o processo envolve seleção de indivíduos geneticamente aptos à deposição de gordura intramuscular, essencial para o marmoreio e praticamente ausente em algumas linhagens de zebuínos.

Leilão com seleção rigorosa de touros CEIP

Nos dias 20 e 21 de janeiro, a Maragogipe realizará uma avaliação criteriosa dos touros CEIP, considerando critérios genéticos, produtivos e de padronização, garantindo que apenas exemplares alinhados ao alto padrão do programa sejam comercializados.

Leia mais:  Balança Comercial do Brasil atinge US$ 72,6 bilhões entre janeiro e segunda semana de fevereiro de 2026

O primeiro leilão com o selo Maragogipe Prime está marcado para 15 de maio de 2026, na sede da fazenda em Itaquiraí (MS).

Impacto na pecuária nacional

Com 25 anos de experiência na produção de carcaças superiores, Wilson Brochmann garante que o Maragogipe Prime terá impacto relevante na pecuária brasileira, oferecendo touros Nelore Ceip superiores capazes de potencializar a produção em rebanhos Nelore de todo o país.

“Estamos avançando no melhoramento genético do Nelore Ceip, sempre em busca de qualidade e padrões de seleção mais criteriosos”, finalizou Brochmann.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

Publicado

Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

Leia mais:  Alta do milho reduz poder de compra dos suinocultores

Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

Leia mais:  Balança Comercial do Brasil atinge US$ 72,6 bilhões entre janeiro e segunda semana de fevereiro de 2026

“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana