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Gestores e funcionários de bares e restaurantes recebem treinamento

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Aproximadamente 100 gestores e funcionários de bares, restaurantes e casas de show participaram do primeiro treinamento no estado sobre o protocolo “Não é Não”, na tarde desta terça-feira (18), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá. Organizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Mato Grosso (Abrasel-MT), o treinamento teve como objetivo divulgar a Lei n° 14.786/2023, que criou o protocolo para prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher em locais fechados com venda de bebida alcoólica, bem como capacitar os participantes para o atendimento às vítimas e conscientizá-los sobre a implantação do protocolo.

O treinamento foi ministrado pela promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino do Ministério Público de Mato Grosso, pela defensora pública Rosana Leite, responsável pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública, e pela delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, com mediação da consultora Luciana Falcão.

 “A grande questão que vamos tratar e que precisamos estar atentos é de como acolher a vítima e de que forma lidar com o agressor dentro do local, até porque esse agressor pode ser violento ou não. Então, esse treinamento visa deixar muito claro para a equipe, empreendedores e trabalhadores dos estabelecimentos o que é o protocolo, como eles podem e devem agir, até onde podem ir, como proceder diante da vítima”, explicou a presidente da Abrasel-MT, Lorenna Bezerra. Para ela, a lei representa um grande avanço e toda a sociedade tem a ganhar com isso, uma vez que as mulheres estarão mais protegidas. “No fim do treinamento, os estabelecimentos participantes receberão um adesivo da campanha indicando que o local está capacitado a acionar o protocolo”.

A promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia esclareceu que a Lei n° 14.786 foi promulgada em 28 de dezembro de 2023 pelo Governo Federal e que o protocolo “Não é Não” foi inspirado no “No Callem”, criado pelo governo de Barcelona, na Espanha, e aplicado no “Caso Daniel Alves”. De acordo com a promotora, a lei prevê direitos para as mulheres e deveres para os proprietários de bares, boates, casas de shows e locais de eventos esportivos. “O objetivo do protocolo é garantir proteção e respeito à mulher, celeridade no cumprimento da lei, e articulação de esforços públicos e privados no enfrentamento ao constrangimento e à violência contra a mulher”, afirmou, lembrando que ele será obrigatório a partir de 28 de junho deste ano.

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Gileade Maia explicou que a lei também institui o Selo “Não é Não”, que identifica os locais que assumiram o compromisso de garantir ambiente seguro para as mulheres. “Ao visualizarem o selo, todos saberão que naquele local os direitos das mulheres serão respeitados”, assegurou. E informou que a mulher pode usar o protocolo “quando ocorrer constrangimento ou violência dentro dos estabelecimentos”, e que a lei estabelece como constrangimento qualquer insistência, física ou verbal, depois da mulher manifestar intenção de não interagir.

Conforme a promotora de Justiça, a lei estabelece como direitos da mulher ser prontamente atendida e protegida por pessoa capacitada no estabelecimento; informada sobre seus direitos; imediatamente afastada do suposto ofensor; acompanhada por pessoa de sua preferência; definir se sofreu ou não constrangimento; e ser acompanhada até o seu meio de transporte.

Além disso, impõe como deveres do estabelecimento: manter em locais visíveis informações sobre como acionar o protocolo e números de telefone da Polícia Militar e Central de Atendimento à Mulher (180); certificar com a vítima sobre a necessidade de assistência; proteger a mulher e afastá-la do ofensor (inclusive do campo visual); colaborar para coleta das provas (testemunhal e outras); solicitar a presença da polícia; isolar o local do fato até a chegada da polícia; manter funcionário capacitado para atender a mulher; e  garantir o acesso às imagens à Polícia Civil, à perícia oficial e aos diretamente envolvidos, preservando-as por pelo menos 30 dias.

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Por fim, falou sobre as penalidades previstas em caso de descumprimento da lei, como advertência, revogação da concessão do selo “não é não – mulheres seguras”, exclusão do estabelecimento da lista “local seguro para mulheres”, aplicação de multas, entre outras. “Nossa expectativa é de que os estabelecimentos cumpram o protocolo para que as mulheres se sintam seguras em frequentar ambientes de diversão. A lei é nova e estamos aprendendo a trabalhar com ela. E é muito importante que haja o engajamento de todos para que ela efetivamente funcione”, conclamou.

 A defensoria pública Rosana Leite também falou sobre a lei e defendeu que ela é “extremamente necessária para que as mulheres tenham a liberdade de circular com segurança em ambientes de diversão”. Para ela, o protocolo representa uma quebra de paradigmas e deve ser aplicado em favor de 100% das mulheres, sejam brancas, negras, quilombolas, LGBTQIAP+, entre outras. “Não basta existir Direitos Humanos para as mulheres, eles precisam ser vigiados e fiscalizados. E o poder público irá fiscalizar a aplicação dessa lei e do protocolo, que representam um resgate histórico para as mulheres, para que tenhamos liberdade”, argumentou.

A delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes falou sobre o isolamento do local até a chegada da polícia e a importância da manutenção das provas. Bastante participativa, a plateia fez questionamentos e esclareceu dúvidas. “Gostei bastante do treinamento e aprendi muita coisa”, garantiu a gerente financeira do restaurante Goiabeiras Gourmet, Romana Soares Cavalcante. “O treinamento foi fundamental para que conhecêssemos a lei. Sabemos que esses casos de importunação e até violência ocorrem e já adotamos algumas medidas, mas agora estamos amparados pela lei e isso é muito bom para a proteção da mulher”, acrescentou o chefe de bar do Cerveja de Garrafa, Breno Martins de Amorim. 

Estabelecimentos que participaram do treinamento: 

– Original Restaurante

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto Lótus inicia atividades na PCE com foco em saúde mental

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As atividades do Projeto Lótus – Promovendo Saúde e Bem-Estar tiveram início na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, reunindo cerca de 80 servidores do sistema penitenciário nos quatro primeiros encontros realizados entre os dias 14 e 17 de setembro. Conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com diversas instituições, a iniciativa busca fortalecer a saúde mental, a qualidade de vida e a valorização profissional dos trabalhadores que atuam na execução penal.Com programação prevista até dezembro, o projeto contará com 44 encontros distribuídos em 11 módulos temáticos. As atividades abordarão temas ligados ao bem-estar emocional, às relações interpessoais, ao planejamento de vida e ao desenvolvimento de competências que contribuem para a melhoria do ambiente de trabalho. Os encontros serão retomados em 28 de setembro e seguirão conforme cronograma estabelecido.A formação contempla conteúdos como Saúde Mental e Autocuidado, Valorização e Dignidade no Trabalho, Planejamento Financeiro e Aposentadoria, Perspectiva de Futuro e Planejamento de Vida, Relações Familiares e Afetivas, Trabalho e Bem-Estar, Mulheres na Segurança Pública, Comunicação e Resolução de Conflitos, Liderança e Trabalho em Equipe, Missão de Vida e Espiritualidade e Propósito.As atividades são ministradas pelos psicólogos Amanda Freire de Amorim, João Paulo do Prado Marssaro, Rodrigo Brito de Freitas e Vitória Harumi Pinheiro Yoshida. A proposta é oferecer espaços permanentes de diálogo, reflexão e aprendizado, incentivando práticas de autocuidado, fortalecimento emocional e desenvolvimento pessoal, além de contribuir para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e colaborativos no sistema penitenciário.Curso de extensão – O Projeto Lótus foi enquadrado como curso de extensão e os participantes poderão receber certificado emitido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, desde que obtenham frequência mínima de 75% nos módulos. A certificação poderá ser utilizada para progressão de nível.A participação nas atividades é aberta a todos os servidores do sistema penitenciário. Não é necessário realizar inscrição prévia para acompanhar os encontros, porém o cadastro é obrigatório para a emissão do certificado (clique aqui). Lançado pelos Ministérios Públicos dos Estados de Mato Grosso (MPMT) e de Mato Grosso do Sul (MPMS), o Projeto Lótus conta ainda com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Instituto Ação pela Paz e da Organização Nova Acrópole. A iniciativa nasceu da união de esforços para promover uma cultura institucional de cuidado, atenção à saúde emocional e valorização dos profissionais que desempenham funções essenciais à execução penal e à segurança pública.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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