Mato Grosso

Governador vistoria obras em Colniza: “Estão mudando a realidade do município, que ainda vai crescer muito”, afirma prefeito

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O prefeito de Colniza, Milton Amorim, destacou, nesta sexta-feira (28.06), o montante em investimentos que a cidade recebe do Governo de Mato Grosso. Ele faz parte da comitiva do governador Mauro Mendes, que nesta sexta-feira vistoriou as obras de asfaltamento da Avenida Belo Horizonte e de construção da Estação de Tratamento de Água no município, que têm valor total de R$ 22 milhões.

Na oportunidade, o prefeito ressaltou a importância do asfaltamento da MT-170, a antiga BR-174. O Governo do Estado está asfaltando 271,9 km da rodovia entre Castanheira e Colniza e construindo 22 pontes de concreto no trecho, em um investimento de mais de R$ 600 milhões.

“Nossa região era considerada a pior do Estado de Mato Grosso. Eu já gastei, daqui até Juína, com uma carreta de madeira, 22 dias. Isso foi lá em 2008, 2010. Hoje nós já estamos fazendo aí de carro em quatro ou cinco horas. Nós só temos a agradecer ao governador por esse sucesso, por essas obras, que estão mudando nossa realidade no município. Colniza ainda vai crescer muito com todos esses investimentos que o Estado está fazendo na nossa cidade”, afirmou.

Segundo o governador, o objetivo é que até o fim do próximo ano a MT-170, que no município é nomeada como MT-418, esteja completamente asfaltada. “Vai ser possível fazer esse caminho em duas horas e meia. Olha que alegria, quanta transformação, quanto progresso e desenvolvimento vai trazer aqui para a região”.

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, lembrou de todo o processo junto ao Governo Federal para conseguir estadualizar a rodovia e o trabalho feito para iniciar as obras. Segundo o secretário, mais de 100 quilômetros já estão asfaltados.

“Nós precisávamos estadualizar a BR-174. E o governador Mauro Mendes fez todo o processo, ninguém acreditava. Mas agora já vemos e sentimos a emoção de ter mais de 100 km asfaltados. Assim, nós vamos integrar Mato Grosso, de Norte a Sul. Já estamos integrando e vamos integrar muito mais”, disse o secretário.

O senador Jayme Campos falou sobre os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura. “São mais de 3.500 km de estradas asfaltadas por esse Governo, algumas que eram de responsabilidade do Governo Federal, mas que o governador assumiu em um gesto de coragem e respeito ao cidadão de Mato Grosso. Assumiu e está realizando”, afirmou.

“Esse asfalto vai trazer mais dignidade, realizar um sonho dessas famílias que há 30, 40 anos estavam aqui aguardando por alguém que tivesse um olhar mais humano para essa região. Também temos a ponte no Rio Juruena, que vai integrar essa região e vai ajudar escoar a produção para o Porto de Miritituba (PA)”, disse o deputado estadual Nininho.

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O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, lembrou que o Governo precisa ter a sensibilidade de entender as necessidades de cada região. “Se havia um município nesse Estado que precisava de apoio, de investimento, era Colniza. E o governo está fazendo muitos investimentos, para trazer um pouco mais de qualidade de vida para Colniza, para principalmente, transformar o futuro da cidade e o futuro dos jovens que estão aqui”, pontuou.

O deputado Nelson Barbudo falou que os mais jovens talvez não se lembram como era a situação da região antes. “Em governos passados, quando a gente viajava para uma cidade, tinha duas ou três obras por lá. Agora olhem a lista de obras, vejam a lista de maquinários, o investimento em infraestrutura que está sendo feito com o apoio da bancada federal e da bancada estadual”, disse.

De Colniza, a comitiva segue para Aripuanã, onde irá entregar 41 km de asfalto novo na MT-208 e uma ponte sobre o Rio Aripuanã.

Também estão presentes o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, a secretária de Comunicação, Laice Souza, o prefeito de Juína, Paulo Veronese, vereadores e autoridades da região.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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