O Governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (20.10), o edital da 3ª edição do Programa Centelha-MT, já com inscrições abertas. A iniciativa oferece recursos financeiros, capacitações e mentorias para transformar ideias em negócios e é executada em Mato Grosso pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
O evento de lançamento foi realizado no Auditório Garcia Neto, Palácio Paiaguás, com as presenças do Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Fernandes da Silva, Fernando Ribeiro, representante da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e autoridades, jovens empreendedores, estudantes, pesquisadores e representantes da academia.
O Centelha é um programa nacional realizado em parceria com os Estados, que tem como objetivo estimular a criação de empreendimentos inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no País.
Serão selecionadas até 47 ideias ao final das duas fases de seleção. No valor global de R$ 4.042.000,00 milhões , sendo R$ 3.008.000,00 oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT/FINEP e R$ 1.034.000,00 provenientes da contrapartida estadual da Fapemat.¿
Cada projeto poderá receber até R$ 86 mil para desenvolver seu produto ou serviço inovador. Os empreendedores também contarão com bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão no valor de até R$50, oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As inscrições seguem até o dia 28 de novembro, https://programacentelha.com.br/mt/
“O programa busca apoiar empresas em estágio inicial, desde a fase de ideação até a validação de seus produtos e processos, oferecendo recursos de subvenção econômica. A proposta é fortalecer empreendedores que apresentem potencial inovador, auxiliando-os na estruturação de seus negócios e na consolidação de projetos tecnológicos capazes de se tornarem competitivos no mercado”, disse Fernando Ribeiro, representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Para o Secretário Adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação, Rodrigo Bruno Zanin, “iniciativas como o Programa Centelha representam o ponto de partida para a transformação econômica e tecnológica dos estados. Segundo ele, esse tipo de programa marca “o início de tudo”, ao promover a inovação como motor de mudança nos paradigmas da ciência e da tecnologia, criando condições para que diferentes setores da economia possam se desenvolver de forma mais sustentável e competitiva.
“O Programa busca estimular ideias inovadoras que estão no início da trilha de inovação. As propostas serão analisadas e selecionadas de acordo com cada região, as aprovadas receberão o apoio necessário para se transformar em novos empreendimentos, impulsionando um novo ciclo de inovação no Estado”, destacou o presidente da Fapemat, Marcos de Sá.
Podem se inscrever na 3ª edição do Centelha-MT, pessoas físicas com 18 anos ou mais que residam no Mato Grosso, além de empresas com até um ano de existência e sede no Estado, desde que possuam faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.https://programacentelha.com.br/mt/.
As duas fases de seleção são:
Ideias Inovadoras – Nessa fase o proponente deverá apresentar informações básicas sobre a inovação, informando a área do conhecimento, da tecnologia e setor econômico, descrevendo a solução inovadora da proposta.
Projeto de Fomento – As propostas aprovadas na fase 1 devem realizar o detalhamento da ideia inovadora submetida anteriormente, mostrando como foco central a viabilidade comercial e financeira do negócio e o planejamento físico e orçamentário.
O Programa Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação Certi.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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