O Governo de Mato Grosso e o Hospital Israelita Albert Einstein assinaram, nesta terça-feira (22.4), um contrato para a gestão do Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, cuja construção já está 98% concluída. A unidade ofertará 100% dos serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que são gratuitos para a população.
A assinatura ocorre após 40 anos do lançamento do Hospital Central, projeto que ficou inacabado por décadas no Estado.
“O Governo de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Saúde, assina com o Hospital Israelita Albert Einstein o contrato de gestão para que eles possam gerenciar o Hospital Central nos próximos anos. Tenho certeza que será uma parceria longeva, porque o Governo do Estado hoje tem todas as condições de honrar aquilo que está no contrato e tenho a mesma tranquilidade em dizer que o Einstein tem todas as condições de prestar aqui um serviço de alta qualidade, com grande performance, entregando tudo aquilo que está sendo contratado”, afirmou o governador Mauro Mendes.
A estrutura do hospital, que foi ampliada em 23 mil m2 e totaliza 32 mil m2 de área construída, será concluída até setembro deste ano e conta com um investimento aproximado de R$ 221,8 milhões em obras. O Estado ainda prevê um investimento de R$ 240 milhões em equipamentos para a unidade.
Com 287 leitos, sendo 60 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), 36 de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) e 191 de enfermaria, o Hospital Central foi projetado para atender às demandas de alta complexidade em saúde.
Inicialmente, estão previstas para o hospital as especialidades de cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia vascular, urologia, cirurgia pediátrica, ginecologia, mastologia, cirurgia plástica, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, ortopedia pediátrica, cardiologia, neurologia e pediatria. Todas as especialidades cirúrgicas atenderão um escopo diversificado, incluindo cirurgia oncológica.
Além disso, o hospital contará com cirurgia robótica com foco em cinco especialidades – cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, urologia e cirurgia pediátrica. Há também a perspectiva de inclusão de novas especialidades, como transplantes de rim e fígado.
“Esse é um marco que simboliza não apenas o avanço da Saúde Pública no nosso estado, mas também a realização de um sonho, aguardado há mais de 40 anos pela população. Esse passo é fruto de uma gestão comprometida, que entende que Saúde não é gasto, mas sim investimento. Não há parceria mais estratégica do que unir a estrutura do Governo do Estado com a experiência e a excelência do Einstein. Mato Grosso merece isso, nossa gente merece isso”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A unidade será equipada com infraestrutura moderna e tecnológica para diagnóstico e tratamento de diferentes condições de saúde. Além de 11 salas cirúrgicas, o hospital contará com ressonância magnética, tomografia, ultrassom, raio-x, além de salas de encefalograma, hemodinâmica, endoscopia e colonoscopia. A previsão, por ano, é de realizar cerca de 32 mil consultas, 80 mil exames e 6,5 mil cirurgias.
“A atuação do Einstein no SUS, iniciada há mais de 20 anos em São Paulo, reflete o compromisso da organização com o desenvolvimento e fortalecimento da saúde pública no país. Há três anos, começamos essa jornada no Centro-Oeste, assumindo a gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia e, mais recentemente, em 2024, do Hospital de Urgências de Goiás. Agora, nosso objetivo é trazer essa experiência para o Estado de Mato Grosso, promovendo, por meio da troca de conhecimento com os profissionais locais, um cuidado de excelência para a população, garantindo, ao mesmo tempo, um modelo operacional custo-efetivo”, destacou Sidney Klajner, presidente do Einstein.
Os profissionais que atuarão na unidade serão contratados pelo Einstein. A organização priorizará a mão de obra local, visando valorizar a cultura e qualidade profissional da região e ampliar as oportunidades de trabalho e empregabilidade local.
O Einstein também será responsável pela capacitação e treinamento desses profissionais, por meio do intercâmbio de conhecimento entre eles e as equipes que atuam em outras unidades do Einstein – tanto privadas como públicas.
Para o Hospital Central, além do foco em assistência, o Einstein se propõe a promover uma sinergia com ensino, pesquisa e inovação. No âmbito do ensino, por exemplo, há a perspectiva de especializações e residências médicas e multiprofissionais, a partir do segundo ano de funcionamento. “Enxergamos a produção de conhecimento como ferramenta essencial para gerar uma transformação da saúde no país, e a troca de experiências entre público e privado é fundamental nesse processo”, completou Sidney Klajner.
Atualmente, o Einstein é responsável pela gestão de 31 unidades públicas de saúde, sendo cinco hospitais: o Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch – M’Boi Mirim e o Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho – Vila Santa Catarina, localizados em São Paulo; o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado e o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, em Goiás; e o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia.
Neste contexto, Mato Grosso será o quarto estado do Brasil a ter um hospital público gerido pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O Hospital Central será o sexto hospital público a ser administrado pela organização.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, parabenizou o governador Mauro Mendes por, de forma corajosa, tomar a decisão de retomar uma obra parada há 34 anos, concluir o hospital e ainda buscar o que tinha de melhor para gerir essa estrutura. “Mais da metade da Assembleia Legislativa presente mostra a importância desse evento, o sentimento que esse evento representa e a esperança que ele gera em nós do meio político, na sociedade de uma maneira geral, mas na população mais humilde, mais pobre, que mais necessita muitas vezes de Saúde Pública de qualidade. Nós estamos dando um passo importante nessa direção”, destacou.
Para o conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, a assinatura do contrato com o Einstein é motivo de alegria para o povo mato-grossense. “Com essa atitude de trazer o Einstein para Cuiabá, o Governo do Estado traz São Paulo para Cuiabá, traz o melhor centro cirúrgico, traz os melhores profissionais, traz as melhores práticas. O Estado de Mato Grosso ganha e o que é importante, o cidadão vai ter acesso gratuito à saúde de extrema qualidade”, avaliou.
Já o procurador-geral de Justiça, o promotor Rodrigo Fonseca, destacou que a iniciativa trará grandes avanços para a Saúde Pública do Estado. “A gente vê a importância do maior hospital de alta complexidade do estado estar nas mãos de alguém que tem expertise para tocar hospitais, então a gente parabeniza o Governo do Estado pela iniciativa. A gestão pública tem que se modernizar e, cada vez mais, buscar novas formas de parcerias com a iniciativa privada para que sejam otimizados os recursos públicos na hora de entregar [o serviço] ao beneficiário do sistema de saúde, que é o cidadão mato-grossense”, disse.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o desembargador José Zuquim, destacou que a assinatura do contrato é um marco significativo para o Estado. “A assinatura do contrato com os Hospital Israelita Albert Einstein para a gestão dessa unidade de saúde representa um avanço extraordinário para o atendimento médico em nosso estado, simbolizando modernidade e progresso. A gestão pelo Hospital Israelita Albert Einstein não só trará um padrão de excelência ao atendimento, mas também promoverá uma administração eficiente e moderna”, afirmou.
Também estiveram presentes no evento o vice-governador Otaviano Pivetta; a defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane Castro; o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Alisson Alencar; os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Chico Guarnieri, Doutor Arnaldo, Carlos Avallone, Adenilson Rocha, Beto Dois a Um, Doutor João, Fabio Tardin, Eduardo Botelho, Doutor Eugênio, Nininho e Paulo Araújo.
Marcaram presença na solenidade secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Rogério Gallo (Fazenda), Marcelo Oliveira (Infraestrutura e Logística), Klebson Gomes (Assistência Social e Cidadania), César Miranda (Desenvolvimento Econômico), Vitor Hugo (Justiça), Mauren Lazaretti (Meio Ambiente), Alan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Alan Porto (Educação). Também estiveram presentes Paulo Farias (PGE-MT), Jayme Trevisan (Politec), Elliton Oliveira (MT Prev), Kleberson Gomes (MTI), Suelme Fernandes (Empaer), Aécio Rodrigues (MT Gás) e Régis Lopes (Ipem).
Além deles, marcaram presença a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos; o juiz da vara da Saúde, Agamenon Alcântara; o promotor de Justiça Milton Mattos; o conselheiro do TCE, Guilherme Maluf; o presidente da Fiemt, Silvio Rangel; a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti; e os vereadores de Cuiabá, Dilemário Alencar e Fábio Gayva.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.
As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.