O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
O Pantanal mato-grossense chegará às telas da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no dia 16 de outubro, com a exibição do filme Marcha das Onças, o primeiro filme de natureza da Netflix na América Latina.
No filme, a atriz Fernanda Torres dá voz à onça-pintada Patrícia, matriarca da família que conduz a narrativa. A história acompanha seus netos, Marcela e Rio, desde os primeiros meses de vida até a maturidade, apresentando o ambiente pantaneiro sob a perspectiva dos próprios animais.
O longa-metragem também deve disputar um primeiro prêmio internacional neste mês. Ele foi um dos quatro selecionados entre 600 produções de 46 países indicados ao Wildscreen Panda Awards 2026, na categoria Scripted Narrative Award, da Wildscreen, uma instituição de caridade de conservação da vida selvagem sediada em Bristol, na Inglaterra.
O documentário também concorre ao Golden Panda, prêmio máximo do festival, reconhecido como o “Oscar dos filmes de natureza”. O festival será realizado de 19 a 22 de outubro, no Reino Unido, quando serão anunciados os vencedores.
Antes do lançamento oficial previsto para dezembro, o filme percorrerá um circuito de mostras e festivais nacionais e internacionais. A programação também prevê uma pré-estreia em uma sala de cinema de Cuiabá, voltada à imprensa e a convidados, antes da disponibilização na plataforma, com a data a ser marcada. Essas apresentações antecipadas integram a estratégia de divulgação do filme e antecedem a chegada ao público em geral.
Fruto de uma criação conjunta de Lawrence Wahba e Mike Bueno, Marcha das Onças acompanhou uma linhagem de onças-pintadas no Parque Estadual Encontro das Águas e em áreas próximas, no Pantanal mato-grossense, revelando o crescimento dos animais e os desafios enfrentados pela espécie. O documentário também é dirigido por Lawrence Wahba.
O filme conta ainda com a contribuição do cineasta Emmanuel Priol, coprodutor e responsável pela supervisão editorial. Priol integrou a produção de A Marcha dos Pinguins, vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2006, e busca uma nova conquista com Marcha das Onças.
O projeto foi apresentado ao Governo de Mato Grosso em 2023 e recebeu apoio para a produção. Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a presença do Pantanal em uma produção com distribuição internacional representa uma oportunidade de ampliar o interesse pelo destino e valorizar sua conservação.
“Esse filme apresenta ao público um patrimônio que faz parte da identidade de Mato Grosso. Ao apoiar a produção, o Governo contribui para levar o Pantanal a novos públicos e despertar o interesse por conhecer a região. É uma oportunidade de fortalecer o turismo de natureza, movimentar os negócios locais e valorizar as comunidades pantaneiras, associando essa atividade à conservação”, afirma.
Para registrar a trajetória das onças, a equipe realizou 26 expedições ao longo de cinco anos, com a colaboração de pantaneiros, pesquisadores e guarda-parques. O acompanhamento prolongado permitiu documentar diferentes fases da vida dos animais e construir a narrativa a partir de acontecimentos reais.
“Foram anos de dedicação e milhares de horas no Pantanal. Ver esse sonho, que nasceu de uma ideia compartilhada com meu amigo Lawrence, ganhar vida e chegar ao mundo inteiro é uma emoção enorme. Mas o que mais me emociona é imaginar que milhões de pessoas poderão conhecer e se encantar com o Pantanal através do nosso filme. Sempre acreditei que ninguém protege aquilo que não conhece ou não aprende a amar”, disse Mike Bueno.
Marcha das Onças tem coprodução da brasileira Duo2 e da francesa Bonne Pioche, produtora de A Marcha dos Pinguins, e também conta com patrocínio da Canon e incentivo do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Conselho do Turismo.
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