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Governo do Brasil amplia as formas de participação social para o setor da pesca e aquicultura

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A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ªCNAP) é um importante espaço de diálogo e participação social para discutir o presente e o futuro da pesca e da aquicultura no Brasil. Dentre as diversas etapas estão conferências livres e temáticas, conferências estaduais e distrital, etapa virtual e a etapa nacional, que acontecerá em novembro.

Com o tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”, esta edição marca a reconstrução da gestão participativa no setor, integrando conhecimentos científicos e saberes tradicionais para construir um Brasil mais resiliente e socialmente justo. A Conferência busca ampliar o diálogo e construir, de forma coletiva, propostas que fortaleçam o setor, garantam direitos, promovam o desenvolvimento sustentável e assegurem a continuidade das políticas públicas.

A etapa virtual está disponível até o dia 03 de julho (sexta-feira), através da plataforma Brasil Participativo. Todos os cidadãos com cadastro no site gov.br podem enviar as propostas.

O processo da 4ª CNAP foi deflagrado pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), reafirmando o papel da sociedade civil na construção de propostas e diretrizes para políticas públicas duradouras. A última edição da Conferência Nacional ocorreu em 2009 e a retomada do processo representa um avanço significativo para o fortalecimento da participação social no setor.

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Ao longo do processo, serão debatidos temas como a valorização da pesca artesanal e das comunidades tradicionais, o desenvolvimento sustentável da aquicultura, a geração de emprego e renda, a equidade de gênero, o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, o ensino, a pesquisa, a inovação e os desafios relacionados às mudanças climáticas.

A Etapa Nacional da Conferência será realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF), presidida pelo Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Edipo Araujo. O processo contará com o apoio do CONAPE e será organizado pela Comissão Organizadora Nacional, com participação de diferentes áreas do MPA. O Governo Federal reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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