Educação

Governo do Brasil investe em educação midiática para cidadania

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O Governo do Brasil tem ampliado os investimentos em educação digital e midiática com o objetivo de promover a formação cidadã e o uso responsável das tecnologias digitais. Para isso, diversas iniciativas intersetoriais coordenadas pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec), vêm sendo implementadas em todo o país. As ações visam garantir o acesso à conectividade significativa, a capacitação para educadores e gestores, além de materiais e cursos que conscientizem sobre o uso de mídias por crianças e adolescentes.

Entre as prioridades da Enec, está assegurar que todas as escolas públicas da educação básica tenham internet de qualidade e infraestrutura adequada para o uso pedagógico das tecnologias até 2026. De acordo com dados do Painel de Monitoramento do Escolas Conectadas, que permite acompanhar em tempo real os avanços do programa, mais de 65% das escolas públicas já alcançaram a meta, incluindo a disponibilidade de energia elétrica estável, velocidade de internet adequada e rede wi-fi nos ambientes escolares.

Na dimensão pedagógica, o MEC atuou junto ao Conselho Nacional de Educação para a publicação das Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares, que prevê a integração curricular da educação digital e midiática com implementação obrigatória a partir de 2026. A pasta tem apoiado estados e municípios por meio de assessoria técnica para atualização curricular e planejamento de formação docente, além da publicação do Guia de Educação Digital e Midiática: caminhos para a implementação.

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Para os professores, foi publicado o Referencial de Saberes Digitais Docentes, que está vinculado a uma ferramenta de autodiagnóstico e já conta com mais de 115 mil respostas. Os mais de 81 cursos sobre o tema, disponíveis na plataforma MEC RED, incluem cursos de inteligência artificial para a educação básica e já emitiram mais de 340 mil certificados.

Além da Enec, o governo ederal avançou na normatização do ambiente digital como forma de garantir os direitos de crianças e adolescentes. A recente sanção do ECA Digital, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente, reforçou o direito à inclusão digital segura e responsável, estabelecendo deveres para o poder público, para as famílias e plataformas digitais. O marco legal soma-se à Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares nas escolas, garantindo seu uso pedagógico e o bem-estar dos estudantes.

Como forma de auxiliar a sociedade a trazer a discussão para seu cotidiano, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) lançou também o Guia Crianças, Adolescentes e Telas, material que apresenta recomendações para o uso saudável e equilibrado de dispositivos digitais. O documento oferece orientações a famílias, escolas e gestores públicos sobre o tempo de exposição e a importância do diálogo intergeracional. O guia integra a política nacional de comunicação pública voltada à infância e reforça a necessidade de corresponsabilidade entre governo, sociedade e setor educacional na mediação do uso das tecnologias.

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Para dialogar sobre essas e outras políticas públicas, compartilhar experiências e multiplicar iniciativas, o MEC e a Secom promovem, de 28 a 31 de outubro, a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática, que reunirá escolas, universidades e secretarias de educação em torno do tema da cidadania digital.

O evento será focado na importância do fortalecimento de práticas pedagógicas que conectam a sala de aula, as comunidades e os ambientes digitais, com o objetivo de formar uma nova geração de brasileiros e brasileiras preparados para pensar de forma reflexiva e participar ativamente da vida democrática. Os debates e atividades percorrerão temas centrais, como os currículos; a relação entre educação midiática e educação ambiental; e os desafios e oportunidades trazidos pela inteligência artificial.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secom

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

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Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

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O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

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PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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