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Governo do Brasil promove a participação social na Bahia para o setor da Pesca e Aquicultura

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A etapa baiana da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), realizada nesta terça-feira (16), em Salvador, contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, de pescadores, aquicultores, trabalhadores, comunidades pesqueiras e empresários da indústria de pesca do estado baiano.
Além desse evento, foi realizado o II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura. Os participantes tiveram a oportunidade de contribuir com discussões sobre os principais desafios e oportunidades, assim como as políticas públicas para o desenvolvimento dos setores pesqueiro e aquícola.
“Um momento que vocês precisam valorar, participar de forma assídua das discussões dos oito eixos temáticos, que irão trabalhar as diretrizes do grande tema: Pesca e Aquicultura, com destaque para a sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”, destacou o ministro Edipo Araújo.
Segundo o secretário de agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, o estado tem 188 mil pescadores registrados e este evento mostra que “a atenção do governo estadual está voltada para esta classe que mais precisa da tutela do estado, porque não se faz e não se coloca alimento de qualidade na nossa mesa sem passar pelas mãos dos homens e mulheres das águas”.
Nesta etapa, foram eleitos os delegados que irão representar o estado baiano na etapa nacional, em Brasília, Edipo apresentou o novo superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura da Bahia, Rogerio Cunha.
O Governo Federal reforça a retomada da participação social no setor de Pesca e Aquicultura depois de 16 anos. O tema da etapa nacional será: ‘De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional’. Data: de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF).

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Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Pecuária brasileira bate recordes no 1º trimestre de 2026 com alta no abate de bovinos, suínos e frangos

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A pecuária brasileira iniciou 2026 em ritmo forte. Dados do primeiro trimestre apontam crescimento nos abates de bovinos, suínos e frangos em comparação ao mesmo período do ano passado, consolidando novos recordes para a produção animal nacional. O avanço também foi acompanhado pela maior captação de leite já registrada para um primeiro trimestre, reforçando a relevância do setor para o agronegócio brasileiro.

Os números mostram um cenário de expansão da oferta de proteínas animais, impulsionado pela demanda interna e pelo desempenho das exportações, especialmente nos segmentos de carne bovina, suína e de frango.

Abate de bovinos alcança recorde histórico

O Brasil registrou o abate de 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, o maior volume já apurado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado representa crescimento de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação com os três últimos meses do ano passado, houve retração de 6,9%, comportamento considerado sazonal para o setor.

A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, volume 5,1% superior ao registrado um ano antes.

Entre os estados, o destaque continua sendo Mato Grosso, responsável por 17,5% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

Suinocultura registra melhor primeiro trimestre da história

O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças entre janeiro e março de 2026, estabelecendo um novo recorde para um primeiro trimestre.

O volume foi 5,5% superior ao observado no mesmo período de 2025, enquanto permaneceu praticamente estável frente ao quarto trimestre do ano passado.

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A produção de carcaças alcançou 1,43 milhão de toneladas, avanço de 6,9% na comparação anual e de 1,0% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Santa Catarina manteve a liderança nacional na atividade, concentrando 28,1% dos abates. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem logo atrás, com participações de 20,9% e 17,8%, respectivamente.

Abate de frangos segue próximo de níveis recordes

A avicultura brasileira também apresentou desempenho positivo. No primeiro trimestre foram abatidos 1,71 bilhão de frangos, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar da pequena queda de 0,5% frente ao quarto trimestre do ano passado, o resultado representa o segundo maior volume trimestral da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado no período imediatamente anterior.

A produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas de carcaças, crescimento de 6,9% na comparação anual e de 2,2% frente ao trimestre anterior.

O Paraná permanece como líder absoluto do setor, respondendo por 35% do abate nacional. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo completam o grupo dos principais estados produtores.

Captação de leite atinge maior volume da série histórica para o período

A aquisição formal de leite cru totalizou 6,78 bilhões de litros nos três primeiros meses de 2026, representando crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O volume é o maior já registrado para um primeiro trimestre desde o início do levantamento.

Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve redução de 8%, reflexo da sazonalidade da produção leiteira em diversas regiões do país.

Minas Gerais manteve a liderança nacional na captação, com participação de 23,5%, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%).

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O preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao registrado um ano antes. Na comparação com o trimestre anterior, houve leve alta de 1,4%.

Mercado de couro permanece estável

Os curtumes brasileiros receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino durante o primeiro trimestre.

O volume permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha apresentado retração de 3,3% frente ao trimestre anterior.

Goiás liderou a recepção de couro para processamento, com participação de 19% do total nacional. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência, com 16,8% e 12,1%, respectivamente.

Produção de ovos mantém crescimento moderado

A produção brasileira de ovos de galinha alcançou 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026.

O resultado representa crescimento de 0,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve recuo de 3,5%.

São Paulo segue como principal produtor nacional, concentrando 24,6% da produção. Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo completam o grupo dos maiores estados produtores.

Setor pecuário inicia 2026 com indicadores positivos

Os resultados do primeiro trimestre reforçam a força da pecuária brasileira, com recordes nos segmentos bovino e suíno, desempenho robusto da avicultura e crescimento da produção leiteira.

O cenário evidencia a capacidade do setor em manter elevados níveis de produção mesmo diante dos desafios de mercado, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteínas animais e produtos pecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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