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Governo do Paraná prorroga prazo para envio de projetos agropecuários ao Fidc até 15 de setembro

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O governo do Paraná, por meio da Agência de Fomento do Paraná – Fomento Paraná, prorrogou para 15 de setembro, às 18h, o prazo para apresentação de projetos agropecuários que poderão ser financiados pelo Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc Paraná).

Inicialmente, o prazo final estava previsto para 15 de agosto, mas a extensão visa ampliar a participação de cooperativas agropecuárias, agroindústrias e fornecedores da cadeia produtiva do agronegócio. O Edital de Chamada Pública já foi republicado com a atualização do prazo.

Prioridade para o setor agropecuário

Durante a apresentação do primeiro edital, realizada em 10 de julho, a diretora administrativa e financeira da Fomento Paraná, Mayara Puchalski, destacou a prioridade do fundo para projetos do agronegócio.

“Nossa expectativa é, ao final do prazo, ter muitas propostas para avaliar e muitos de vocês como nossos parceiros”, afirmou Puchalski. A reunião contou com a presença de dirigentes e profissionais da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Faep (Federação da Agricultura do Paraná), Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) e Invest Paraná, além de representantes de cooperativas paranaenses.

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O Fidc Paraná foi concebido como instrumento de política pública para oferecer linhas de financiamento mais acessíveis ao setor agropecuário, especialmente diante das altas taxas de juros do Plano Safra, destacou Puchalski.

Demanda por investimentos no agronegócio

Segundo o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, a demanda por investimentos das cooperativas paranaenses gira em torno de R$ 9 bilhões.

“É fundamental ter alternativas para sustentar essa demanda. O Fidc e o Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) são instrumentos estratégicos para estruturar a produção e fortalecer as agroindústrias”, ressaltou Ricken. Ele destacou que os fundos representam oportunidades concretas para expandir a infraestrutura e a capacidade produtiva do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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