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Governo Federal e Sesi lançam 1.500 vagas gratuitas de qualificação para jovens no Ceará pelo SEJA PRÓ+ Trabalho e Emprego

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Conselho Nacional do Sesi (CN-Sesi) lançaram, nesta segunda-feira (1º), no Ceará, 1.500 vagas gratuitas de qualificação profissional para jovens por meio do programa SEJA PRÓ+ Trabalho e Emprego. A iniciativa integra um conjunto de 25 mil vagas ofertadas em todo o país, combinando Educação de Jovens e Adultos (EJA) com cursos profissionalizantes para trabalhadores de 18 a 29 anos que não concluíram a educação básica ou o ensino médio.

O lançamento foi realizado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na Unidade Penal Vasco Damasceno Weyne (UP Itaitinga 5), no município de Itaitinga. O programa, que já está em execução na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pará, chega ao Ceará por meio de uma parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), responsável pela implementação das ações no estado por meio do Sesi e do Senai. O evento reuniu autoridades estaduais e nacionais do setor produtivo, da educação profissional e das políticas públicas de trabalho.

Durante o evento, o ministro destacou que o SEJA PRÓ+ tem como foco elevar a escolaridade e ampliar as oportunidades de acesso ao mercado de trabalho para jovens que interromperam os estudos. Os formandos serão encaminhados ao Sistema Nacional de Emprego (Sine), ampliando suas chances de inserção em ocupações formais.

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“Vamos ampliar a escolaridade e criar oportunidades de inserção para quem precisou deixar a escola e quer buscar profissionalização. Não há como pensarmos em ressocialização no Brasil sem educação e emprego”, afirmou Luiz Marinho, durante visita às instalações produtivas da unidade penal e inauguração de novos galpões construídos pelos alunos.

O ministro também participou da entrega simbólica de certificados da EJA e de cursos do Senai a 40 alunos formados, além de troféus a professores e profissionais envolvidos no projeto.

Para o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior, o programa representa uma oportunidade concreta de mudança de vida.

“O SEJA PRÓ+ une educação básica e qualificação profissional, oferecendo não apenas uma nova chance de aprendizado, mas um caminho real para ressocialização. Se queremos que essas pessoas não retornem ao crime, precisamos criar oportunidades — e a educação alinhada ao trabalho é o caminho”, destacou.

SEJA PRÓ+

O programa oferece vagas gratuitas para jovens entre 18 e 29 anos que não concluíram a Educação Básica (anos finais do Ensino Fundamental ou Ensino Médio) e desejam retomar os estudos com foco em melhorar suas perspectivas profissionais. A metodologia da EJA aplicada pelo Sesi articula conteúdos escolares com módulos de qualificação profissional em áreas de alta demanda, valorizando os saberes prévios dos estudantes e contextualizando o aprendizado às necessidades da indústria.

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Além da formação educacional e técnica, os participantes que concluírem o programa terão seus nomes automaticamente encaminhados ao Sistema Nacional de Emprego (Sine), facilitando o acesso a vagas formais.

Os jovens do sistema prisional estão entre os mais impactados pela falta de escolaridade e qualificação, enfrentando altas taxas de desemprego, baixos salários e barreiras de reinserção social. Desigualdades de raça, cor, gênero e renda agravam ainda mais esse cenário, reforçando a importância de iniciativas como o SEJA PRÓ+ para ampliar oportunidades e reduzir vulnerabilidades.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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