Mato Grosso

Grêmios estudantis debatem ações de prevenção ao suicídio com estudantes e professores

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Grêmios Estudantis de escolas da Rede Estadual de Ensino aderiram as ações da campanha de prevenção ao suicídio, em alusão ao “Setembro Amarelo”, desenvolvida pela Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).

Durante as ações, a comunidade estudantil participa de discussões sobre o tema em rodas de conversas com psicólogos das unidades e profissionais convidados.

Em Colíder, alunos da Escola Estadual Palmital, localizada na comunidade Marco de Cimento, também participaram de atividades de conscientização. Na última terça-feira (10.9), eles debateram sobre saúde mental e atuaram em uma dinâmica de grupo que teve intuito de promover a coletividade e apoio ao próximo.

“Gostei muito das palavras de estímulo da psicóloga Queila Silva. Muitas vezes, basta uma boa conversa para ajudar quem está aflito”, disse o estudante do 2º ano do Ensino Médio, Vitor Marques de Queiroz (16 anos). Maria Eduarda (15 anos), está no 1º ano, e também participou da dinâmica. “Saúde mental é tudo de bom na escola. Para passarmos de ano, precisamos estar bem e as rodas de conversa nos ajuda muito nesse ponto”, comentou.

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A professora Ana Carla, interlocutora do Grêmio Jovem em Ação, avaliou o evento como rico e produtivo, contribuindo para a interação dos estudantes e melhor entendimento sobre a temática abordada.

Segundo ela, a iniciativa teve como principal objetivo oferecer aos estudantes um ambiente seguro e acolhedor, no qual pudessem, de forma anônima, relatar seus sentimentos, dificuldades e necessidades de ajuda.

“Além disso, os alunos tiveram a oportunidade de indicar temas que gostariam que fossem trabalhados ao longo do mês, fortalecendo o diálogo e a escuta dentro da escola”, contou a professora.

Conforme o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o objetivo do Setembro Amarelo, que é sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância de se falar sobre a saúde mental e as redes de proteção, foi alcançado.

Ele destaca que a campanha aborda a situação de vulnerabilidade emocional como uma questão de saúde pública, o que permite que as pessoas discutam abertamente suas experiências e sentimentos, abrindo caminho para ações preventivas.

“As conversas realizadas durante o período foram o destaque das ações, e envolveram estudantes do ensino médio e profissionais da Educação. Levamos jovens e adultos a refletirem sobre as causas e a prevenção ao suicídio, promovendo uma mobilização que repercute muito”, afirmou.

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Para o representante dos grêmios estudantis na Seduc, Matheus Oliveira da Silva, fomentar uma discussão como essa leva a juventude a refletir sobre o protagonismo e saúde mental. “Nos dedicamos muito em um momento de engajamento entre toda a comunidade estudantil”, explicou.

Nesse sentido, Patrícia Carvalho, do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, disse que a participação dos grêmios na campanha é fundamental para que a adesão dos jovens seja total.

Ela explica que a rede estadual desenvolve atividades contínuas de sensibilização e rodas de conversa, pois contribui para reduzir o estigma associado ao suicídio e aos problemas de saúde mental. “O Setembro Amarelo encoraja jovens e adultos que estão sofrendo a buscar ajuda sem medo de julgamento ou discriminação”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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