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Guia do Uso Ético de Inteligência Artificial: sociedade civil e poder público ampliam contribuições no MJSP

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Brasília, 10/4/2026 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizou, na sexta-feira (10), no Palácio da Justiça, na capital federal, a mesa-redonda Contribuições à Consulta Pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial.

O encontro teve como objetivo criar um espaço de debate qualificado, com transmissão simultânea on-line e participação presencial, para ampliar as contribuições da sociedade ao documento. Com 75 páginas, escritas em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres na interação com essas tecnologias, sem recorrer a termos técnicos ou juridiquês.

Elaborado pela Sedigi em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), por meio de Acordo de Cooperação Técnica com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM), e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o guia foi analisado por representantes de ministérios, agências reguladoras, universidades, organizações da sociedade civil e institutos de pesquisa.

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O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, enfatizou a importância da cooperação intersetorial para a construção do documento, que integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O plano, principal instrumento da política pública federal para o desenvolvimento e o uso responsável da tecnologia no Brasil, prevê a elaboração dos Guias Brasileiros de Inteligência Artificial Responsável.

“Tivemos forte preocupação com a linguagem para tornar o guia acessível, com conceitos de fácil compreensão para a população. A cada revisão e contribuição, aperfeiçoamos um pouco mais”, afirmou. A comunicação simples e clara de conceitos novos e complexos para diversos públicos distintos da sociedade foi consenso entre os participantes.

O primeiro painel, Inteligência Artificial: Dilemas Éticos e Diretrizes para Uso Responsável, promoveu uma análise crítica do guia, incluindo princípios, lacunas e recomendações para a consulta pública. Participaram representantes do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), além de pesquisadoras do Centro de Direito, Internet e Sociedade (Cedis/IDP), da Data Privacy Brasil e do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade de Brasília (Lapin/UnB).

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O segundo painel, Inteligência Artificial e Gênero: Desafios Contemporâneos e Caminhos para a Justiça Algorítmica, debateu os riscos de vieses algorítmicos e a discriminação de gênero em sistemas de IA, com atenção ao caso Grok e aos desafios para o marco regulatório brasileiro.

O bloco reuniu representantes da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da Secretaria de Comunicação (Secom), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), do Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (Ibrac), da Dataprev, do InternetLab, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB/DF).

O evento contou ainda com a participação da diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Lorena Coutinho, da professora da USP Cristina Godoy e do consultor Enrico Roberto.

Acesse e participe: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/guiaeticoia

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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