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Haddad adia viagem para anunciar pacote de revisão de gastos públicos

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o aguardado pacote de revisão de gastos públicos obrigatórios será divulgado ainda nesta semana. A decisão levou Haddad a cancelar sua viagem à Europa, que estava prevista para os próximos dias. Segundo o ministro, ele permanecerá em Brasília para se dedicar aos temas domésticos e finalizar os detalhes do pacote.

Haddad explicou que sua ida à Europa dependia da definição do momento certo para o anúncio das medidas. “Como o presidente Lula pediu para eu ficar, e como as coisas estão muito adiantadas do ponto de vista técnico, acredito que estamos prontos para anunciar as medidas de corte de gastos ainda nesta semana”, disse Haddad após uma reunião no Palácio do Planalto.

Além de Haddad e Lula, a reunião contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral). O presidente Lula optou por não desmarcar compromissos previamente agendados, como reuniões com o Itamaraty e a Fazenda, e telefonemas internacionais. “Com mais calma, vamos finalizar as medidas da revisão de gastos”, explicou Haddad.

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Na tarde desta segunda-feira (04.11), Haddad voltou ao Palácio do Planalto para discutir o pacote com Lula. As ministras do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, além do ministro da Casa Civil, Rui Costa, também participaram do encontro. Haddad informou que, durante o fim de semana, Lula solicitou que a equipe econômica apresentasse os detalhes das medidas de corte de gastos obrigatórios. Segundo o ministro, os pontos que cabem ao Ministério da Fazenda estão bem avançados.

O adiamento da viagem e a previsão do anúncio do pacote ainda nesta semana trouxeram alívio ao mercado financeiro. O dólar, que fechou a R$ 5,87 na última sexta-feira, caiu para R$ 5,77. A bolsa de valores também reagiu positivamente, subindo 1,7%.

Das 9h às 11h, Haddad e outros ministros se reuniram com o presidente Lula para fazer um balanço das ações do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e União Africana, presidido pelo Brasil neste ano. Segundo Haddad, o governo está pronto para apresentar as medidas, faltando apenas alguns ajustes técnicos e jurídicos antes de enviar o pacote ao Congresso.

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O pacote de revisão de gastos públicos impacta o agronegócio de várias maneiras. Uma das principais medidas é a reavaliação das liberações do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que resultará em uma economia de aproximadamente R$ 1,9 bilhões. Além disso, a concessão mais rigorosa do Seguro Defeso deverá gerar uma economia adicional de R$ 1,1 bilhão.

Essas medidas visam aumentar a eficiência e a qualidade do gasto público, garantindo que os recursos sejam direcionados para políticas prioritárias e eficazes. Isso pode significar mudanças na forma como os subsídios e incentivos são distribuídos dentro do setor agropecuário.

Fonte: Pensar Agro

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Queda no preço do querosene de aviação anima setor agrícola, mas impacto deve ser gradual

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A redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) anunciada pela Petrobras para junho foi recebida com otimismo pelo setor de aviação agrícola. No entanto, representantes da atividade avaliam que os efeitos positivos sobre os custos operacionais devem ocorrer de forma gradual, com reflexos mais consistentes no médio e no longo prazo.

A estatal informou uma diminuição equivalente a R$ 0,93 por litro no valor de venda do combustível para as distribuidoras. A medida ocorre após meses de forte pressão sobre os preços dos derivados de petróleo, influenciados principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas oscilações do mercado internacional de energia.

Para a aviação agrícola, responsável por operações fundamentais no campo, como pulverização, semeadura, combate a incêndios e aplicação de insumos, o custo do combustível é um dos principais componentes das despesas operacionais.

Combustível representa parcela relevante dos custos da aviação agrícola

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o querosene de aviação é utilizado por cerca de 30% da frota aeroagrícola brasileira e possui participação significativa nos custos das empresas do setor.

De acordo com o economista e diretor operacional do Sindag, Claudio Junior Oliveira, as aeronaves movidas a querosene de aviação Jet A-1 concentram grande parte das operações devido à elevada demanda de trabalho e à eficiência desse tipo de combustível.

A importância do insumo para a atividade faz com que qualquer oscilação nos preços tenha reflexos diretos sobre os custos da prestação de serviços ao agronegócio e, consequentemente, sobre a cadeia de produção de alimentos.

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Alta acumulada ainda pesa sobre o setor

Apesar do recente anúncio de redução, o setor ainda enfrenta os efeitos da forte valorização acumulada nos últimos meses.

Dados do Sindag apontam que o querosene de aviação registrou inflação de 51,6% em abril, alcançando preço médio de R$ 8,46 por litro. A entidade atribui esse movimento principalmente às incertezas geopolíticas internacionais e às oscilações no mercado global de petróleo.

A Petrobras também informou que, mesmo após o corte anunciado para junho, o combustível acumula alta de 54,5% em relação aos valores praticados em dezembro de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,98 por litro no período.

Esse cenário tem pressionado especialmente as operações aeroagrícolas concentradas no Centro-Oeste, região que reúne importantes polos de produção de grãos, fibras e bioenergia.

Expectativa de melhora está no médio prazo

Embora a redução anunciada seja considerada positiva, o setor avalia que os efeitos não serão imediatos.

Segundo Claudio Oliveira, a expectativa é de que os benefícios cheguem gradualmente ao mercado, à medida que a redução seja incorporada pela cadeia de distribuição e reflita efetivamente nos custos operacionais das empresas.

A avaliação é de que o ambiente ainda permanece desafiador, principalmente devido à influência dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro de combustíveis.

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Oriente Médio segue no radar do mercado

Mesmo com parte do abastecimento nacional não dependendo diretamente das rotas marítimas afetadas pelos conflitos internacionais, os preços praticados no Brasil continuam acompanhando as referências globais do petróleo.

Nesse contexto, o setor mantém atenção especial à situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo e derivados.

Qualquer interrupção ou restrição ao fluxo de navios na região pode provocar novas pressões sobre os preços internacionais da energia e comprometer a trajetória de redução observada neste início de junho.

Custos seguem como desafio para o agronegócio

A redução do preço do querosene de aviação representa um sinal positivo para a aviação agrícola e para o agronegócio brasileiro, mas ainda não é suficiente para neutralizar o impacto das altas acumuladas nos últimos meses.

Com custos de produção elevados, juros ainda em patamares restritivos e um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas, o setor continua acompanhando de perto os movimentos do mercado de energia.

Para as empresas de aviação agrícola, a expectativa é que a queda anunciada pela Petrobras seja o início de um processo mais amplo de acomodação dos preços, contribuindo para melhorar a competitividade das operações que apoiam diretamente a produção agropecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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