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Mercado brasileiro de algodão mantém preços firmes apesar da queda em Nova York

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O mercado doméstico de algodão começou o ano com preços firmes, contrariando o movimento de baixa registrado na Bolsa de Nova York. Segundo dados da Safras Consultoria, as negociações no Brasil seguem em ritmo moderado, com transações pontuais e de curto prazo — conhecidas no setor como “da mão para a boca”.

Em São Paulo, o preço do algodão posto na indústria foi cotado a R$ 3,54 por libra-peso, com leve alta semanal de 0,57%. Já em Rondonópolis (MT), a pluma atingiu R$ 110,67 por arroba (ou R$ 3,35/libra-peso), um acréscimo de R$ 0,60 por arroba em relação à semana anterior, quando o produto era negociado a R$ 110,07 por arroba.

Exportações brasileiras crescem mais de 28% em dezembro

As exportações de algodão do Brasil encerraram dezembro em alta, reforçando o bom desempenho do setor no fim de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 452,49 mil toneladas do produto no mês, o que representa uma média diária de 20,57 mil toneladas.

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A receita totalizou US$ 707,37 milhões, com média diária de US$ 32,15 milhões. Comparando com o mesmo período de 2024, houve aumento de 28,2% no volume diário exportado e crescimento de 14,2% na receita média diária, demonstrando maior competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

EUA registram volume moderado de vendas externas

Nos Estados Unidos, principal referência global do setor, o volume de vendas líquidas de algodão upland foi moderado na virada do ano. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas referentes à temporada 2025/26, iniciada em 1º de agosto, somaram 98 mil fardos na semana encerrada em 1º de janeiro.

Além disso, já foram registrados 22,5 mil fardos para a safra 2026/27, sinalizando continuidade nos embarques, mas ainda em ritmo abaixo do observado em períodos de maior demanda global.

Panorama: Brasil avança no mercado externo enquanto mantém estabilidade interna

Enquanto o mercado internacional reage de forma contida, o Brasil mostra resiliência tanto nas cotações domésticas quanto nas exportações. O cenário indica equilíbrio entre oferta e demanda, sustentando os preços internos e reforçando o protagonismo brasileiro nas vendas externas de algodão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Itália acelera importação de frutas tropicais e entra na disputa global por manga e abacate

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Mercado de frutas tropicais cresce e impulsiona nova estratégia agrícola na Itália

O crescimento do mercado global de frutas tropicais vem redesenhando a dinâmica do agronegócio europeu e posicionando a Itália como um dos principais polos emergentes de consumo e importação de manga e abacate. O movimento ganhou destaque durante o último dia da Macfrut 2026, realizada em Rimini, onde especialistas, varejistas e pesquisadores discutiram o avanço dessas culturas.

O interesse crescente do consumidor europeu e o aumento dos investimentos ao longo da cadeia produtiva têm ampliado as oportunidades para países produtores e também para regiões italianas, especialmente o Sul do país, que avalia a expansão do cultivo em meio às mudanças climáticas.

Importações crescem mais de 400% e consolidam novo padrão de consumo

Durante o seminário “Mango and Avocado Explosion”, o diretor da Fruitimprese, Pietro Mauro, apresentou dados que evidenciam a forte expansão do mercado italiano.

A Itália já ocupa a 7ª posição entre os maiores importadores de manga da Europa, com crescimento de 412% em volume entre 2011 e 2025 e alta de 556% em valor no mesmo período. Nos últimos cinco anos, o avanço foi de 80% em volume e 67% em valor.

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No caso do abacate, o país figura como o 5º maior importador europeu, com expansão de 367% em volume nos últimos 15 anos e salto de 700% em valor. Entre 2020 e 2025, o crescimento foi de 142% em volume e 144% em valor.

Consumo interno confirma tendência de expansão

O aumento da demanda também se reflete no comportamento do consumidor italiano. Entre 2024 e 2025, as compras de manga cresceram 67% em volume e 60% em valor, mesmo com leve queda de 4% nos preços.

Já o abacate apresentou desempenho ainda mais expressivo, com alta de 39% em volume e 40% em valor, enquanto os preços permaneceram praticamente estáveis, indicando maior acessibilidade e consolidação do produto no mercado.

Produção no Sul da Itália pode ganhar força com clima favorável

Segundo o professor Paolo Inglese, do Departamento de Ciências Agrárias, Alimentares e Florestais da Universidade de Palermo, o avanço das culturas tropicais na Itália — especialmente na Sicília — pode estruturar uma cadeia produtiva mais competitiva.

A estratégia estaria baseada em três pilares: qualidade, cadeias curtas de distribuição e sustentação de preços. No entanto, o especialista alerta que o setor ainda enfrenta desafios relacionados à mudança climática e à adaptação das culturas tropicais ao ambiente mediterrâneo.

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Varejo amplia participação de manga e abacate nas gôndolas

No setor de varejo, o crescimento das frutas tropicais também já é evidente. Representantes da Coop e da Conad destacaram a forte expansão das vendas.

Segundo Fabio Ferrari, responsável nacional pelo setor de frutas e importação da Coop, o abacate registrou crescimento de 60% em volume nos últimos quatro anos.

Já Nicola Buoso, comprador sênior de frutas exóticas da Conad, destacou que o abacate já ultrapassou o abacaxi em faturamento dentro da categoria de frutas exóticas, consolidando sua posição como um dos produtos mais relevantes do segmento.

Tendência global reforça nova fronteira do agronegócio

Os dados apresentados na Macfrut 2026 reforçam que manga e abacate deixaram de ser produtos de nicho na Europa e passaram a integrar um mercado em plena expansão.

Com o avanço do consumo, o crescimento das importações e o interesse em produção local, a Itália se consolida como um dos novos centros estratégicos da cadeia global de frutas tropicais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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