O Hospital Regional de Cáceres Doutor Antônio Fontes, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), vai promover, nesta segunda-feira (26.5), às 19h, o 1º Simpósio Online de Higienização das Mãos. O evento é gratuito, aberto a toda a população e será transmitido pela plataforma Microsoft Teams, por este link.
Segundo o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, o simpósio integra as ações institucionais voltadas à promoção da cultura de segurança do paciente, com foco na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde.
“A higienização das mãos, reconhecida mundialmente como uma prática simples, mas altamente eficaz, é fundamental para reduzir os eventos adversos nos serviços de saúde. Essa é uma estratégia prioritária no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou.
Para o diretor do hospital, Wellyngton Alessandro Dolce, o treinamento é de grande importância, pois reforça o compromisso com a segurança do paciente, a prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e a promoção de boas práticas entre os profissionais.
“Ao investir na capacitação e sensibilização das equipes, a gestão fortalece a cultura de qualidade, elevando os padrões de cuidado, alinhando-se às diretrizes da vigilância em saúde e da Organização Mundial da Saúde.”
De acordo com o enfermeiro Jonathan da Silva Borges, do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente do hospital, o objetivo do simpósio é sensibilizar os profissionais da saúde, acadêmicos e a comunidade em geral sobre a importância do cuidado responsável e das boas práticas em saúde.
“É um momento ímpar de aprendizado e valorização da prevenção como ferramenta essencial na qualidade da assistência. Além de fomentar o conhecimento técnico-científico, o evento representa uma oportunidade de envolvimento social, ampliando o diálogo entre instituição e sociedade e reafirmando o compromisso do Hospital Regional com a excelência do cuidado”, destacou.
A médica Vitória Lucchesi, o farmacêutico Ruberlei Godinho de Oliveira e a enfermeira Solange Toledo Barbosa, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Regional de Cáceres, serão os palestrantes.
A abertura terá a participação do médico Bruno Mazza, do Hospital Israelita Albert Einstein, da bióloga Maria do Carmo, do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente, e da enfermeira Dannyelle Felix Soares de Albuquerque, do Controle Estadual de Infecção Hospitalar.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) monitora, atualmente, 402 planos de manejos autorizados e em execução. O Estado possui 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo e a meta é chegar até 6,5 milhões até 2040.
Nesta quinta-feira (25.6), equipes do órgão ambiental participaram de uma imersão prática na Fazenda Leonel Bedin, em Ipiranga do Norte, onde cerca de 150 pessoas acompanharam em campo as etapas do manejo em uma área de 300 hectares.
A atividade integrou a programação da 6ª edição do Dia na Floresta, promovida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).
“Quando nós olhamos para as áreas de manejo, a incidência é de menos de 10% de desmatamentos posteriores e também não há incidência de incêndios florestais porque essas áreas possuem acessos e mantém toda uma estrutura”, destacou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Ela explicou que o manejo florestal não se confunde com a supressão de vegetação. “A incidência de ilegalidade nos desmatamentos é superior do que em manejo florestais sustentáveis”, assegurou.
No manejo florestal, conforme a secretária, existem critérios a serem seguidos para o levantamento florestal e realização do inventário dos indivíduos existentes na área contemplada no projeto de manejo. A partir desses dados e levando em consideração a renovação da floresta, é estabelecida uma matriz com a indicação do quanto é possível ser extraído do manejo.
“O Brasil tem critérios técnicos muito mais especializados do que em os outros países, que não possuem um regramento que faça uma composição que considera a especificidade de cada área. Em Mato Grosso nós possuímos várias matrizes, pois as regiões são diferentes. Mas ao final, todos esses critérios levam para o objetivo principal que é manter a floresta para o novo ciclo”, ressaltou Lazzaretti.
O processo para autorização do manejo florestal, segundo a secretária, começa com a elaboração do projeto pelo empreendedor. O órgão ambiental recebe todos os dados de forma digital, com 100% do inventariado e georreferenciado.
Na sequência, os dados são analisados pelos técnicos que atuam no licenciamento e se tudo estiver de acordo com a legislação, inclusive o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado, a Sema emite a autorização de exploração florestal.
“Com a emissão da autorização, nós temos uma estrutura de monitoramento e passamos a confrontar as imagens de área que nós temos com a exploração que acontece em campo e com a comercialização desses produtos no nosso sistema Sisflora 2.0, que acompanha o corte, a secção, o transporte e o comércio de todo o produto florestal deste manejo”, explicou.
Segundo a secretária, o monitoramento contínuo permite ao órgão ambiental acompanhar se a exploração está ocorrendo exatamente onde foi autorizada e se a árvore que foi cortada e informada no sistema é compatível com a que foi apresentada no projeto.
Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, o manejo representa um compromisso de longo prazo com a manutenção da floresta em pé, capaz de manter a área produtiva e preservada nas décadas seguintes.
“Quando você faz manejo florestal, assume um compromisso de garantir que aquela propriedade permaneça com floresta e que, daqui a 25 ou 30 anos, exista um novo ciclo de madeira. Ou seja, você promove também a conservação das nossas florestas. Levar esse conhecimento adiante traz mais credibilidade, mais visibilidade e gera mais confiança sobre o trabalho desenvolvido pelo setor”.
Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie.
Imersão na floresta
Durante a trilha técnica, os participantes percorreram trechos da floresta acompanhados por especialistas. A atividade contou com apoio tecnológico do aplicativo Madereiro, G2R Soluções tecnológicas, que fornece em tempo real o mapa da área, árvores catalogadas e a classificação das espécies por um sistema de cores.
Fechando o ciclo, os participantes visitaram a Madeireira São Miguel, em Sinop, para conhecer de perto as etapas da indústria, acompanhando a transformação de toras brutas em matéria-prima pronta para uso na construção civil, fabricação de móveis ou outros setores.
O Dia na Floresta 2026 contou com o apoio de diversas entidades, entre elas, a Sema, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Universidade Federal de Mato Grosso, Corpo de Bombeiros Militar, Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) e vários sindicatos.
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