Turismo

Hotéis liberais crescem no Brasil e atraem casais; entenda

Publicado

Hotéis liberais crescem no Brasil e atraem casais em busca de novas experiências
RioZin | CO Assessoria

Hotéis liberais crescem no Brasil e atraem casais em busca de novas experiências

Empreendimentos liberais ganham força no Brasil entre casais que buscam experiências exclusivas. Inspirados em modelos internacionais, hotéis “só para adultos” oferecem liberdade, respeito e conexão emocional. O segmento avança com foco no turismo de experiência e reposiciona o mercado hoteleiro com um novo perfil de viajante.

A exclusividade desses espaços ganhou destaque com o Hotel RioZin, no Rio de Janeiro, que promoveu oito festas temáticas durante o Carnaval 2025. A fundadora, Jane Brito, afirmou: “Trabalhamos com uma ideia de turismo para adultos que respeita o tempo e o estilo de cada casal”. A programação viralizou nas redes sociais e colocou o hotel como referência nacional.

O que são hotéis liberais e como funcionam

Hotéis liberais são espaços voltados ao público adulto que busca liberdade para explorar desejos e conexões fora dos padrões tradicionais. Inspirados em resorts como Hedonism II, na Jamaica, e na rede Desire, no México, esses locais priorizam o consentimento e criam ambientes seguros, com regras claras e foco no bem-estar.

No Brasil, esses hotéis têm regras rigorosas. Em muitos casos, apenas casais são permitidos e o uso de celulares em áreas sensíveis é proibido. A ideia é garantir privacidade, respeito e segurança. Entre as experiências oferecidas, estão festas temáticas, suítes decoradas, spas, jantares sensoriais e encontros sociais entre casais.

Leia mais:  Pode usar biquíni nas praias de Dubai?

Onde ficam os principais hotéis liberais do Brasil

O movimento ainda é recente no país, mas começa a se espalhar. Destinos como a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o litoral da Paraíba e regiões do interior de São Paulo concentram pousadas e clubes voltados a esse público. 

Com conceito exclusivo, a RioZin se destaca como a única casa de swing com hospedagem na cidade. “Cada pessoa e casal tem sua própria jornada e seus limites”, afirma Rodrigo Menezes, proprietário. O espaço combina liberdade e responsabilidade, valorizando o respeito mútuo entre os frequentadores.

Quem pode participar e qual o perfil dos frequentadores

Apesar da crescente curiosidade de jovens da Geração Z, a maior parte do público está entre os 30 e 60 anos. Muitos frequentadores são casais bem resolvidos que querem explorar a sexualidade em conjunto e fortalecer os vínculos.

“Em geral, a relação se torna muito mais transparente e verdadeira quando ambos aceitam expor e vivenciar suas fantasias com seu parceiro”, afirma Rodrigo. Segundo ele, os espaços não são voltados para casais em crise, mas para quem busca confiança, desejo e cumplicidade.

Leia mais:  "Belém Brega Festival 2025" terá quase 50 atrações neste final de semana em Belém (PA)

Regras e verdades sobre o universo liberal

A principal regra é o respeito ao consentimento. Não há espaço para pressão ou atitudes invasivas. Rodrigo Menezes reforça: “Não existe nada sem regras. A frase ‘não é não’ nunca perde a validade”. A comunicação entre os casais é essencial para garantir uma experiência saudável.

A privacidade também é prioridade. Fotos e vídeos são proibidos em áreas comuns, mas permitidos em locais reservados. “A preservação da intimidade de todos é uma regra inegociável”, destaca Rodrigo. A experiência vai além do sexo. Para muitos, trata-se de viver novas conexões, fazer amizades e socializar em um ambiente livre de tabus.

Tendência no turismo e futuro do segmento no Brasil

Especialistas apontam o crescimento dos hotéis liberais como parte do avanço do turismo de experiência. Casais buscam viagens com mais significado, onde possam se reconectar e viver algo autêntico. O setor aposta em luxo, conforto e ambientes acolhedores.

Outros empreendimentos já estudam abrir novas unidades. O segmento deve se expandir também para eventos personalizados, como casamentos, despedidas de solteiro e celebrações românticas fora do tradicional.

Fonte: Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

Publicado

Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

Leia mais:  Pode usar biquíni nas praias de Dubai?

“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

Leia mais:  Argentina lidera ranking de segurança na América do Sul

A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana